Radioescuta na Praia – Lazer e Cultura através do Rádio

A atividade da radioescuta, além de envolver questões tecnológicas, também é uma fonte de cultura e lazer.

E em uma cidade praiana como o Rio de Janeiro, não falta local apropriado para se ouvir emissoras de rádio muito distantes, e em todas as faixas, especialmente Ondas Médias, Tropicais e Ondas Curtas.

Praia Vermelha, Bairro da Urca - Rio de Janeiro

Praia Vermelha, Bairro da Urca, Rio de Janeiro

Abaixo, algumas captações efetuadas na Praia Vermelha, no Bairro da Urca, com um rádio portátil Sony 2010 e uma antena de fio de 7 metros estendida na areia.

Frequencia kHz – Hora UTC – País ITU – Emissora, Localidade – Trecho Captado – SINPO

2380 2210 B Radio Educadora de Limeira, São Paulo, px Vox do Brasil 35433
3310 2240 Bol Radio Mosoj Chaski, Cochabamba, px em Quéchua 25432
4845 2215 B R Cultura do Amazonas, Manaus, leitura de cartas de recados 25322
4965 2225 Zmb R CVC, Luzaka, pregação em inglês com sotaque, mx gospel 35333
3396 2244 Zwe R Zimbabwe, Gweru, musica típica da região 25322
5952 2253 Bol R Pio XII, anúncios locais, msg de cidadania e solidariedade 43433
5045 2305 B R Guarujá Paulista, Guarujá px Brasil mulher 25322
4950 2310 Agl R Nacional de Angola noticiário em português c/ correspondentes 25332
5005 2300 Unid hino de encerramento instrumental, sinal fraco

Os países captados foram basicamente :

Bolívia
Zambia
Zimbabwe
Angola

Para obter mais informações sobre a prática da sintonia de emissoras de rádio de longa distância, acesse a página :

Projeto Radioescuta
https://www.sarmento.eng.br



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Dedicando tempo ao dexismo

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

Boa noite, meu nome é Sarmento Campos e estamos iniciando mais um programa Nas Ondas Curtas da Guarujá, que é dedicado ao hobby da sintonia de rádio em ondas curtas.

Neste programa, falamos sobre tudo o que acontece de relevante na radio difusão internacional em ondas curtas, aspectos técnicos e culturais do radio, e alem de gravações de áudios de emissoras as mais exóticas e interessantes, também levamos até você entrevistas com pessoas que gostam deste importante meio de comunicação.

E hoje, ao invés de falar sobre algum aspecto técnico das ondas curtas, vou falar sobre um ponto importante para o desenvolvimento da pratica da sintonia de emissoras em onda curtas, que é o tempo que dedicamos ao rádio.

Muitas pessoas deixam de realizar atividades ligadas ao dexismo – que é a pratica da sintonia de emissoras distantes e até então desconhecidas – alegando “pura falta de tempo”.

Até que ponto isso é uma verdade? Será que você realmente nunca tem tempo para elaborar um relatório de recepção e mandar para a sua emissora preferida, de forma a receber um bonito cartão QSL ?

Naturalmente nos temos o costume de deixar as coisas para fazer depois. Só que no fim das contas, depois nós não fazemos nada.

Faz quanto tempo que você não bate aquele papo com o seu amigo dexista e radioescuta ? Ou melhor, será que você tem um amigo que é dexista?

Como já falamos em outras oportunidades um maior contato com outras pessoas que praticam o nosso hobby é primordial para o nosso desenvolvimento. Conhecemos pessoas que não se interessaram em conhecer novos amigos que também praticam o hobby alegando que não tem tempo livre suficiente.

Ha também pessoas que mesmo tendo a oportunidade de participar de encontros dexistas, pois moram próximo aos lugares onde eles ocorrem, nunca participaram de um.

Você pode pensar, e o que eu tenho a ver com isso?

Sua participação ativa ajuda a manter os clubes funcionando e captando mais sócios, como nós do DX Clube do Brasil. Essas pessoas novas, e você também, podem trazer novidades e fortalecer o grupo. Até os poucos programas dexistas que existem e as transmissões no nosso idioma se beneficiam destas atividades.

Eu mesmo recentemente, trabalhei em uma empresa e na minha equipe havia um aficcionado por rádios antigos, e em particular pelas ondas curtas, e eu mesmo, durante dois anos que trabalhamos juntos, não sabíamos desta atividade em comum.

Somente recente é que este meu amigo ao procurar informações sobre dxismo na Internet, conheceu minha pagina e me telefonou de imediato, muito surpreso por saber que eu não só gosto de ouvir radio de ondas curtas, como também, colaboro com a produção de programas de rádio.

Naturalmente, arrebatei mais um seguidor para nosso grupo, não só participando de nossa lista de discussão na Internet, que é o maior fórum de discussão sobre radio em nosso idioma, como também, já tenho mais um companheiro para fazer dxpeditions, a caça de boas sintonias.

Por isso, já se diz há muito tempo que a união faz a força. Junte-se as pessoas que praticam o hobby de ouvir radio de ondas curtas e não deixe passar as oportunidades.

Programe visitas a amigos dexistas que moram perto de sua cidade. Com certeza você descobrirá que tem mais pontos em comum com essas pessoas, além do gosto pelo rádio.

Caso queira manter contato com outros dexistas e radioescutas, o programa Nas Ondas Curtas da Guarujá está aqui à disposição para auxiliar esta colaboração para o seu desenvolvimento no hobby.

Envie sua carta para Adalberto Marques de Azevedo,

Se preferir, acesse a página www.ondascurtas.com

Prestigie a Radio Guarujá Paulista, que proporciona este espaço único no dial brasileiro, em uma emissora comercial e de grande audiência não só na baixada santista, mas agora, através das ondas curtas, alcança outros estados do Brasil, e até já é conhecida em diversos paises, aonde chegam os seus sinais.

Até o próximo encontro, e continue ligado no Radio Guarujá Paulista.

DX Clube do Brasil



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Radio Central de Moscou e a Bomba de Neutrons

Durante o auge da Guerra Fria, o rádio teve um papel fundamental e ímpar na história. Era através do rádio de ondas curtas, que tem alcançe global, que as ideologias e propagandas eram divulgadas em larga escala e com grande abrangência geográfica.

Enquanto os Estados Unidos se vangloriavam do “American Way of Life” criando armas de destruição de massa e detonando duas ogivas nucleares no Japão no fim da Segunda Guerra Mundial, iniciou-se uma corrida armamentista se se estendeu para as ondas do rádio.

E a rádio difusão internacional era a ferramenta de divulgação da cultura, pensamento, das notícias e da propaganda dos países alinhados com ambos os lados.

A seguir, a reprodução de uma gravação de um programa dos idos de 1980 da lendária Rádio Central de Moscou que transmitia para o Brasil, e até os dias atuais, porém, como Rádio Voz da Rússia, representando a linha editorial que está no contexto da contra-propaganda da Guerra Fria de então.

Cogumelo atômico
Cogumelo atômico

Vamos ao texto :

“Eu componho poesia desde a infância e estou acostumado a olhar atentamente, a ouvir como soam as palavras mais diversas, a provar o gosto e a cor dessas palavras e medi-las pelas cordas vocais ( diz Robert Trasevinensky ), sobretudo quando se trata de palavras novas de conceitos novos. Ouçamos todos juntos como soam : missel balístico intercontinental, duzentos megatons, epicentro da explosão nuclear, missel de cruzeiro, projetil binário, gás neuro-paralisante, BOMBA DE NEUTRONS.

– Que diabo ? Por que são tantas essas palavras novas, esses conceitos tecnico-militares moderníssimos. O que querem de nós esses engendros sinistros da corrida armamentista ? Então, não sabem o que querem ? As nossas vidas. Só as vidas, nem mais nem menos. Disse ele que todos compreendem isso, mas apesar de tudo, em muitos países continua a dança da publicidade a propósito dos novos tipos de armas. Fala-se das armas com respeito e pormenores, num tom elevado e carinhoso, com entusiasmo e grande eloquência. Faz-se publicidade dos tipos de mísseis, como se tratasse de geladeiras ou detergentes. Com a particularidade de que nessa publicidade, se junta palavras que não podem ir juntas de forma nenhuma. Por exemplo : A bomba de neutrons é uma arma humanitária.

Uma jovem mulher que acabara de dar a luz, pediu que lhe explicassem o que era a bomba de neutrons. O seu pedido foi atendido embora não tenha sido fácil explicar-lhe, pois a jovem mãe não entendia de física nem de técnica. Quando as explicações terminaram ela disse : “Obrigado. Agora eu entendi. Dá-se o nome de bomba de neutrons a bomba depois de ter explodido, o meu filho já não existirá mais, em compensação, o carrinho no qual ele se encontrava ficará intacto.”

É essa a opinião que tem a respeito do caráter humanitário dos novos tipos de armas as pessoas normais.

– Contarei ainda outra história : Na escola as crianças escreviam uma composição. O tema era bastante comum. “Que profissão pensa escolher quando crescer ?” Também eram habituais as profissões que os escolares pensavam escolher. Eles queriam ser cosmonautas, engenheiros, trabalhadores da construção civil, músicos, pilotos, artistas, marinheiros, condutores de trolegos, uma menina escreveu laconicamente : “Quero ser médica, e quando crescer, ser-lo-ei sem falta. Naturalmente, se não houver nova guerra e se todos nós em geral, tivermos tempo de crescer”, acrescenta ela.

Essas palavras foram escritas por uma criança de onze anos de idade. Eu não sei como responder a essas criança. Naturalmente, poderia dizer-lhe : – Mas pequerrucha, para que se aflija assim, não deve se preocupar, tudo ira bem. Mas essas frases alentadoras, ficam suspensas no ar, quando a pessoa ouve e sabe o que esta acontecendo hoje, agora, no nosso planeta tão enorme e em essência, tão pequeno.

– O meu país, grande, poderoso e que passou por tantas provas, tem 200 milhões de habitantes, diz o poeta, e entre esses milhões, não há nenhuma só pessoa que tenha enriquecido, pelo menos uma só vez com os armamentos. Não há uma só pessoa, que obtenha vantagem, que obtenha lucro com a produção de novos tipos de armamentos.

– Eu sei que em outros países, existem pessoas assim. Certamente não são muitas, mas não sei por que acontece que são hoje em dia justamente elas as que impõem ao mundo o seu ponto de vista louco e fazem propaganda das idéias maníacas de guerra nuclear limitada, do primeiro golpe vitorioso, etc.

Além disso, elas ainda fazem com que muitos meios de informação de massa se transformem, com já se registra na pratica, em uma parte integrante dos meios de extermínio em massa. O que fazemos nós, personalidades culturais, o que fazemos nós, pessoas serias que pensam, que raciocinam e escrevem. Por que as nossas vozes hoje em dia não soam com a força e energia devidas ?

Acaso não está claro que no mundo não há e nem haverá uma idéia que justifique o começo de uma guerra nuclear, que é a ameaça na realidade do extermínio de todo o gênero humano ? Acaso não são ingênuos, não são doentes aqueles que pensam em obter vitória nessa guerra ? Eles se parecem com uma pessoa, que morando num prédio de madeira, de muitos apartamentos e tendo brigado com os vizinhos do andar, decide uma vez vingar-se. Para isso, joga gasolina na porta dos seus apartamentos e bota fogo. Embora a vingança seja aparentemente eficiente, a alegria dessa vingança, como compreenderão, distara muito de ser desanuviada, e sobretudo ela será muito breve, pois. Fogo, é fogo para todos. Mas se durante qualquer incêndio, existe, apesar de tudo uma esperança de se salvar, se uma casa em chamas, se pode, apesar de tudo sair rua afora, correr ou mesmo saltar, digam por favor : O que será de nós, moradores de enorme casa de muitos apartamentos que se chama Planeta Terra ? O que será de nós, quando essa casa arder num só momento, onde nos salvaremos então ? Como sairemos ? Para onde saltaremos ?

Aliás, no Ocidente eu vi uma propaganda muito chique de refúgios anti-atômicos. Pois bem, para certas pessoas, em primeiro lugar para os donos das firmas de construção que fazem estes refúgios, esses mundos de concreto, podem parecer mesmo uma saída magnifica da situação que se criou.

Mas eu quero ser mais preciso. ISSO NAO E NENHUMA SAIDA, É SÓ UMA ENTRADA, ENTRADA SEM SAÍDA. E não se trata só de que se fechem definitivamente os círculos da historia da civilização humana, desde as cavernas naturais da idade da pedra, até as cavernas artificiais da idade atômica, repito, não se trata disso, trata-se de que essas cavernas caixões, nunca poderão ser, como se diz nos materiais de propaganda, casulos do futuro, com todo seu conforto, eles servem mais para uma loucura lenta do que para a vida.

A desgraça geral que paira sobre nosso planeta, não poupara ninguém, mesmo que procurasse esconder-se, esperar do outro lado dos oceanos mais amplos, ou por trás das montanhas mais altas. A desgraça atingiria até os países super nao-alinhados, super neutralistas.

Talvez, demorasse um pouco, mas atigilos-ia sem falta. Pois as chuvas e os ventos radioativos não sabem o que é fronteira nacional, e é duvidoso que o vento radioativo para ante a placa : “Propriedade privada”.

Lamentavelmente, a morte ameaça a todos, é o que dizem os cientistas e médicos, é o que dizem especialistas nos que se pode e deve crer. É doloroso, é pena pensar que a historia da humanidade pode terminar assim, de repente, asfixiar-se, acabar-se. É doloroso, é pena pensar que nós, homens, trairíamos assim não só a nós próprios, mas a memória de todos nossos antepassados, mas invalidaríamos também, milhões de vidas, milhões de vidas de cidadãos da terra que deveriam viver amanha e depois de amanha, mas que nunca irão nascer nunca mais.

É doloroso, é pena pensar que a cultura, breve e eterna, a cultura secular do nosso planeta, se transformaria em poeira, em nada, em cinzas radioativas, diz finalizando o poeta Robert Trasevinensky. Isso não se pode admitir de forma nenhuma, por isso a voz da razão, a voz do coração, a voz da consciência das personalidades da cultura, deve soar sobre o mundo. Nós devemos dizer a nossa palavra, cada um na medida da sua compreensão, na medida do seu talento, na medida da força da sua voz, essa hora já chegou.

Ela chegou para todos, ela chegou justamente hoje, porque depois será tarde, tarde demais e, sobretudo, tarde para sempre …

Capa da Revista Time de 1951
Capa da revista Time de 1951 caracterizando a União Soviética como grande ameça



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8. Lorena DX-Camp

Foi um sucesso o 8. encontro de radioescutas, radioamadores e dxistas ocorrido em Lorena, São Paulo. Este encontro já é tradicional e a cada ano agrega novos amigos. Este ano, tivemos casa cheia com muita troca de informações e a prática da radioescuta.

Acesse a página de Renato Uliana para mais detalhes do encontro. Também, para ver mais fotos, acesse a minha página em : https://www.sarmento.eng.br/Lorena2009.htm

8. DX-Camp de Lorena

Relação dos participantes ( mais de 30 pessoas )

PU2LZB Renato Uliana – Guarulhos-SP

PU2PFF Paschoal F. Fideli – SP Capital

PU2VMV Michel Viani – Osasco-SP

Carlos Felipe da Silva – São Caetano-SP

PY2-81502 Rudolf W. Grimm – São Bernado do Campo-SP

PY4WTH Adalberto Marques de Azevedo – Barbacena-MG

Fernando Correa Rodrigues – Juiz de Fora-MG

Francisco Joaci Lima e esposa Helena – Rio de Janeiro

Sergio Dória Partamiam – SP Capital

PY5APP Aparecido Francisco Morato – Cornélio Procópio – PR

Gil Stelvio Garcia e Helen Polidoro – Valinhos-SP

Samuel Schiffembauer – Guaratingueta-SP

Sarmento Campos – Rio de Janeiro

Marcelo Mahé – Rio de Janeiro

Pedro Machado – Lorena-SP ( nosso anfitrião )

Mealne da Silva Andrade – São José dos Campos-SP

PU1MCB Bartholomeu – Rio de Janeiro

Walter Jorge – Volta Redonda – RJ

PY1EGB Herickson G. Barreira – Volta Redonda – RJ

PY2EMI Renato Strauss e esposa – SP-Capital

Luiz Eugenio Pestana – Guaratingueta-SP

PY2PP José Penna – Cruzeiro-SP

PY2MEM Marcus Campanário – Pirassununga-SP

PY2XI Sérgio Rubens Patrício – Taubaté – SP

PY2NAS Nelson – Taubaté-SP

PU2PDZ Sandro Lopes – Jacareí-SP

PY2HE Ricardo F. de Oliveira – São José dos Campos-SP

Nelson Aparecido da Silva – Taubaté-SP

Gilberto Borges – Guaratingueta-SP

Rudolf Walter Grimm
Rudolf Walter Grimm de São Bernardo do Campo prestigiando o Encontro de Lorena 2009



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Radio Guarujá Paulista retorna as Ondas Curtas em 5.045 kHz

Conforme anunciado pelo Jornalista Célio Romais em seu blog http://blog.romais.jor.br – a Rádio Guarujá Paulista retornou em Maio as transmissões em ondas curtas, inicialmente na frequência de 5.045 kHz, mais precisamente na faixa das Ondas Tropicais.

A emissora que já teve 3 frequências ativas em Ondas Tropicais, havia arrendado a emissora para o Sistema Globo de Rádio, que por sua vez desativara as transmissões em Ondas Tropicais.

Após um curto período, a Guarujá desenvolveu parceria com a Rádio Jovem Pan para retransmitir em rede parte de sua programação, e agora, em Maio, a Guaruja ainda mantém a parceria, poém, voltou a produzir conteúdo próprio, e reativou seu transmissor de 5.045 kHz.

As emissões ocorrem com 250 Watts de potência a “título de ajustes”, segundo Célio Romais, e já podem ser captadas em alguns estados brasileiros, como Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Se voce sintonizar a emissora, envie um email reportando a captação para rampazo@radioguarujaam.com.br.

Desejamos todo o sucesso para o Sr. Rampazzo e pleno retorno da Familía Guarujá !

Rádio Guaruja AM 1.550 kHz 5.045 kHz


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Entendendo o SOL e os Plamas do Sistema Solar

Excelente publicação da entidade americana THE NATIONAL ACADEMIES PRESS sobre física aplicada ao sistema Solar. Esta publicação em inglês oferece uma visão geral da complexidade do nosso Sistema Solar e sobre Física Espacial.

National Academies Press

Este excepcional material introduz temas como a Hielosfera, o magnetismo solar, o campo magnético de nosso planeta Terra, assim como descreve eventos relacionados a tempestades espaciais e sua interação com diversos outros componentes da física espacial.

É leitura obrigatória para se obter uma síntese deste tema extremamente importante da Física, que afeta diretamente os sinais de rádio em nosso planeta.

Understandig the Sun and the Solar System Plamas
Acesse o documento Understanding the Sun and the Solar System Plasmas – formato PDF 1,5 Mb

Física Espacial e Solar é a disciplina científica que estuda o funcionamento interno do SOL, a aceleração de sua atmosfera em forma de vento supersônico, e a interação do vento solar com as atmosferas e magnetosferas superiores, cometas e outros pequenos corpos celestes, e o meio local interestelar.

Esta disciplina recebe cada vez mais incentivos governamentais para pesquisa de forma a se conhecer melhor o universo que nos circunda, seus fenômenos e interações com nosso meio ambiente e geofísica da Terra.

Heliosfera e o Meio Interestelar
Representação da Heliosfera e sua interação com o meio interestrelar

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Radioescuta nos tempos atuais

Nos tempos áureos das transmissões internacionais de rádio em Ondas Curtas, o dial vivia repleto de emissoras, transmitindo nos mais variados horários, frequências e idiomas. Com grandes parques transmissores ao redor do planeta, era possível estar atualizado com tudo o que acontecia no mundo, e em particular, ter acesso a diversas versões dos fatos pois as fontes eram independentes, e os pontos de vista políticos eram bem delimitados.

Para exemplificar, durante o período recente do regime militar ditatorial no Brasil, que lançou uma onda de repressão jamais vista na história, com a supressão das liberdades individuais, e em particular, censurando e controlando direta e indiretamente a mídia, o cidadão comum ficava limitado as versões “oficiais” das notícias, não só do mundo, como em particular dentro do próprio país.

Neste período, que coincidia com o auge das transmissões de rádio internacional, era comum termos ciencia de fatos ocorridos no Brasil, assim como versões mais idôneas de noticiários locais e naturalmente internacionais, através das emissões de rádio de outros países.

Enquanto o regime militar reprimia as universidades, a imprensa, e impunha um rigoroso controle da então efervecente televisão no Brasil, através de um grande aglomerado formado então, era comum recorrermos aos noticiários da Rádio Nederland, da Holanda; Rádio BBC de Londres; Rádio Central de Moscou; Rádio Tirana da Albânia e tantas outras emissoras governamentais que levavam ao ar diariamente, não só noticiários atuais, mas editoriais refletindo pontos de vista diversos do que então era censurado e omitido na mídia local.

Nestes tempos áureos de grande diversificação de fontes de informação, em especial através do rádio, que por suas condições tecnológicas intrínsecas não pode ser rastreado e nem censurado, ouvia-se uma pleiade de programas voltados a cultura der diferentes povos, onde era possível conhecer outras ideologias, crenças, músicas e inclusive, trocar correspondência com os locutores a a redação em geral.

Hoje, com o fim da chamada Guerra Fria, e com a derrota dos regimes militares ditatoriais, e por consequencia, com as mudanças geopolíticas desde então, como por exemplo, a queda do muro de Berlim, o cenário na radio escuta hoje em dia é muito diferente.

Os governos restringiram ou eliminaram grande parte das transmissões de rádio internacionais, e em paralelo, com o crescimento das redes televisivas operando por satélite e por cabo, e com a concentração de renda e de poder em poucos detentores de capital controlando as grandes redes, aconteceu um fenômeno interessante. Enquanto diversas fontes de informação foram se apagando, outras que surgiram pretensamente para ocupar o seu lugar, na realidade, foram absorvidas por uma padronização global da informação, restringindo assim, a qualidade das notícias, em particular dos editoriais e análise dos acontecimentos.

Em outras palavras, quando podia se sintonizar a Rádio Voz da América falando sobre o conflito no Oriente Médio, dando sua versão dos fatos e mostrando suas doutrinas para o mundo, era possível sintonizar a Rádio Voz do Iraque e ouvir outra versão da história e outros pontos de vista.

Enquanto recebíamos no rádio a programação da Rádio BBC de Londres tecendo loas ao imperialismo britânico e reclamando para si a propriedade de todos os mares do planeta, a Rádio RAE – Rádio Argentina ao Exterior – relatava os horrores da guerra das Malvinas, informando sobre o covarde afundamento do cruzador argentino ARA General Beltrano ocorrido fora da área de exclusão.

Radiodifusion Argentina al Exterior

No Brasil, enquanto o regime militar oprimia a classe pensante e a imprensa oficial se referia a ex União Soviética como bárbaros que comiam criancinhas, através da Rádio Central de Moscou podíamos conhecer outras opinões, através de programas sobre a literatura russa, costumes e tradições deste pais também continental, contrastando com a imagem de agressores sombrios prestes a destruir a humanidade com seus misseis nucleares.

Radio Central de Moscou - ex União Das Repúblicas Socialistas Soviéticas

E hoje, temos a disposição através da TV aberta uma programação medíocre, que beira a aberração, e os canais da TV paga, estão concentrados em poucas redes de televisão que comungam da mesma opinião e pontos de vista.

Enfim, um retrocesso cultural e político em plena era da tecnologia onde vivenciamos avanços nas telecomunicações jamais imaginados ha algumas décadas atrás.

E hoje, a atividade de radioescuta, se reposiciona, não só por puro saudosismo, mas também pelo prazer de se pesquisar as ondas de rádio, e buscar cada vez mais sinais de rádio e emissoras longínquas desafiando as leis da física, e claro, as agressões aos sinais de rádio frequência gerados pela enormidade de dispositivos elétricos e eletrônicos cada vez mais presentes nos lares dos grandes centros.

Nos tempos áureos da radioescuta, um rádio analógico, valvulado ou transistorizado era utilizado para ouvir as grandes emissoras, utilizando-se como antena pedaços de fio esticados nos varais de roupa ou pendurados na janela.

Hoje em dia, até devido a maior facilidade de aquisição de rádios mais bem elaborados, e de custo até razoável, recorremos a antenas mais sofisticadas, a amplificadores externos e outros periféricos para auxiliar no processo de sintonizar emissoras de outras regiões, países e continentes.

Estas fotos a seguir registram o 8. Encontro de Lorena de Radioescutas, onde se observa um receptor de comunicações da década de 70/80, contrastando com um receptor moderno, controlado por computador, com o auxilio de outros dispositivos, como um faseador para permitir selecionar melhor as emissoras sintonizadas.

O contraste entre a forma que se realizava a radioescuta, a forma com que nos correspondíamos com as redações das emissoras internacionais, através de cartas escritas de próprio punho, ou através de mecanismos primitivos conhecidos como “máquina de escrever”, até os dias de hoje onde utilizamos a Internet para nos comunicarmos de forma instantânea e em tempo real, com quem quer que seja nesta aldeia globalizada, nos dá a tônica dos novos tempos.

Renato Uliana demonstrando um receptor clássico de ondas curtas
Renato Uliana durante o Encontro de Lorena em São Paulo, demonstrando o uso de um clássico receptor de ondas curtas

Renato Uliana demonstrando um receptor clássico de ondas curtas
Detalhe do rádio Kenwood fabricado no Japão na década de 70 e operando como novo

Transceptor de Ondas Curtas Yeasu
Moderno transceptor de comunicações em ondas curtas fabricado pela Yaesu no Japão controlado por computador

Para ver mais fotos do 8. Encontro de Lorena, acesse a página :

https://www.sarmento.eng.br



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Tempo Universal Coordenado – UTC

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

Por Rudolf Walter Grimm

Boa noite prezado ouvinte, sou Sarmento Campos e falo do escritório do DX Clube do Brasil no Rio do Janeiro, e lhe trago a já tradicional mensagem de Rudolf Walter Grimm, assim como as gravações de Samuel Cassio Martins e uma interessante entrevista a um dxista que faz parte da historia do hobby, e continua em plena atividade.

Hoje, no Conheça as Ondas Curtas, Rudolf Grimm irá abordar um tema muito importante, que é o tempo universal coordenado.

Vamos a sua mensagem :

Amigos da Rádio Guarujá, desde quando o nosso programa iniciou, em 1º de novembro último, verifica-se que existe uma terminologia apropriada para alguns aspectos técnicos no rádio, que necessitam ser mais bem detalhado para alguns de nossos ouvintes. Falamos neste momento para aqueles que a partir de nosso programa, passaram a se interessar pelas recepções de rádio vindas de distancias maiores. Mais precisamente, vindas do exterior.

Quando informamos a escuta de uma emissora de rádio aqui pelo Brasil, e se esta emissora for a Radio Nova Zelândia, por exemplo, que fica do outro lado do nosso planeta, torna-se um tanto difícil para o diretor da mesma entender a que horas da Nova Zelândia a emissora foi ouvida no Brasil. Precisará certamente munir-se de informações que nem sempre estão disponíveis, ou dirigir-se a um daqueles globos domésticos que são tão comuns em escolas de primeiro grau. Tudo isto acompanhado ainda de uma calculadora de quatro operações para efetuarem-se contas com o objetivo de se calcular com exatidão o horário da Nova Zelândia.

Esta pequena dificuldade se resolveu quando se instituiu mundialmente um horário padrão. Independente do que registram os ponteiros ou o display dos relógios em qualquer parte do mundo, naquele momento quer seja no Brasil, no Japão, na Europa ou no Alaska, há um horário padrão igual para todos em questão.

Como funciona isto? Decidiu-se há quase um século utilizar o horário do meridiano de Greenwich como o horário mundial. O que os relógios marcarem na Inglaterra em qualquer momento do dia, vale como horário padrão para o resto do mundo. Se em Greenwich o relógio marcar 12 horas ou meio-dia, corresponde a 12 horas no Tempo Universal Coordenado em qualquer outro país, mesmo se os relógios locais de um outro país marcarem 8 ou 10 da noite. Sempre será 1200 h do Tempo Universal Coordenado, ou em palavras mais simples: 1200 h UTC.

Voltando ao exemplo da Rádio Nova Zelândia: se a ouvimos às 18 horas aqui no horário brasileiro, transformamos este horário em horário UTC, ao informarmos a escuta para a emissora Neozelandesa. Como o fazemos: Verificamos a diferença do nosso horário em relação ao horário de Greenwich, ou horário UTC, e informamos simplesmente o horário UTC nos nossos dados. No nosso exemplo da Radio Nova Zelândia, se aqui foram 18 horas, o horário UTC no momento, por causa do horário brasileiro de verão, será 2 horas adiante, ou seja, 2000 UTC. Fora do horário de verão, a diferença entre o horário de Brasília e o horário de Greenwich é de 3 horas.

Ao informarmos que ouvimos a Radio Nova Zelândia às 2000 UTC, o pessoal técnico desta emissora ao receber nossa correspondência efetuará sem dificuldades a conversão do horário UTC para o horário local deles, assim como nós o fizemos em relação ao nosso horário, e conseguirá somar o ingrediente do horário de suas transmissões em suas análises técnicas. Em outras palavras, a Nova Zelândia está a 12 horas à frente em relação ao horário UTC, e no nosso exemplo, as 18 horas daqui do Brasil corresponderiam às 6 horas da manhã do dia seguinte na Nova Zelândia.

Pode parecer um pouco difícil disto tudo ser entendido, mas não o é. Convertemos o nosso horário para UTC em nossos informes de recepção internacionais, e simplesmente colocamos este dado em nosso relatório.

Da mesma forma, se um dexista norte-americano informar que ouviu a Rádio Guarujá às 0400 UTC nos Estados Unidos, num cálculo simples de forma inversa, deduzimos que no nosso horário esta escuta ocorreu às 2 da manhã.

Para mais informações escreva para o DX Clube do Brasil.

Esta foi a mensagem de hoje de Rudolf Grimm, especial para o programa Nas Ondas Curtas da Guarujá.

Para você que está nos ouvindo pela primeira vez, este programa é dedicado a todos os radioescutas e dxistas do Brasil, que ouvem a Radio Guarujá Paulista seja através das ondas médias, ou pelas ondas curtas.

Visite a página do DX Clube do Brasil na Internet, e conheça um pouco mais sobre nosso hobby. O endereço é www.ondascurtas.com

Boas escutas.

Conheça as Ondas Curtas


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Alguns cuidados na caça de cartões QSLs

Por Carlos Felipe

Alguns dexistas, no início da prática do hobby, ficam maravilhados com a possibilidade de receber cartões QSL. Ouvir o nome de outros dexistas em emissoras internacionais que “receberão o cartão QSL” e ver coleções de outros dexistas são fatores que impulsionam os novatos nessa prática.

Essa euforia inicial pode se tornar uma grande decepção. Isso costuma ocorrer devido a idéias pré concebidas quanto a obtenção do cartão. Podemos salientar:

1- Interesse em conseguir cartões raros antes de se adquirir prática na arte de reportar emissoras.
2- Ilusão de receber o cartão QSL somente pelo fato de algum outro amigo ter recebido recentemente um cartão de uma determinada emissora.
3- Não remeter relatórios suficientes para receber a primeira leva de QSLs.

Devemos esclarecer aos dexistas novatos que certas emissoras não são boas pagadoras de cartão QSL. Certamente esse é um dos fatores que desestimulam alguns amigos a dedicar o seu tempo e dinheiro a caça de QSLs. Contudo, essa faceta torna alguns cartões mais raros e interessantes que outros. Uma analogia válida seria uma coleção de selos. Alguns são mais raros que outros. Outro fator a se considerar é que com o tempo, os selos dessa suposta coleção se valorizariam. Então, voltando aos QSLs, mesmos os que são mais fáceis de se conseguir serão um dia mais valiosos.

O procedimento correto indicado para os dexistas iniciantes é começar reportando as grandes emissoras internacionais. Primeiro, para se praticar, as emissoras reportadas seriam em nosso idioma e em espanhol. Depois, conforme o dexista for confirmando as emissoras e rádio-países dele deve tentar se especializar e fazer relatórios de transmissões em outros idiomas.

O dexista iniciante, depois de já ter conseguido alguns cartões QSL, deve dar um novo passo em busca de cartões mais raros, de emissoras mais interessantes. Um caminho indicado é reportar emissoras que confirmaram recentemente relatórios de recepção. Isso, contudo, não é garantia de recebimento do cartão. Temos que lembrar que cada relatório de recepção pode percorrer um caminho diferente em uma emissora. Ou seja, há possibilidades do seu relatório de recepção cair nas mãos erradas e você não receber o seu cartão QSL.

Cartão QSL da NHK Radio Japão
Cartão QSL da NHK Radio Japão

O que se pode fazer para evitar essa situação? Nada garantirá o percurso do seu relatório em uma emissora. Um procedimento que pode ajudar é enviar o seu relatório diretamente para o V/S que confirmou o relatório recentemente. Os nomes de V/S costumam serem divulgados nos boletins dexistas. Mas você deve ser rápido para fazer uso desta vantagem. O V/S pode deixar de trabalhar na emissora se você demorar muito para enviar o seu relatório.

Já vi algumas situações interessantes. Em uma delas um radioescuta enviou quatro relatórios de recepção para emissoras nacionais e se queixava de não ter recebido nenhum cartão QSL. O que ele fez de errado? Mesmo sem ver o seu relatório de recepção posso afirmar que ele cometeu um erro muito grave na sua incursão no mundo dos QSLs. Mandou poucos relatórios.

Um detalhe pouco divulgado pelos grandes confirmadores de estações é o número de relatórios não respondidos. Esse número é alto. Conclui-se então que para cada relatório confirmado pode haver outro que não rendeu o cartão QSL.

Uma tática simples para se driblar isso é remeter muitos relatórios de recepção. Lembre-se que quanto mais cartões você receber mais você se animará a dedicar o seu tempo a escrever relatórios.

Para encerrar o assunto, fui questionado por um dexista se determinada emissora confirmava, etc. Tinha sido o único relatório remetido por ele e ele estava ansioso aguardando o recebimento do seu cartão. Imagine o jogo dos QSLs como se você estivesse em um cassino. Cada relatório é uma aposta e cada cartão recebido é uma vitória. Dentro de suas várias apostas você perderá muito dinheiro, mas poderá ganhar algo em troca se continuar apostando.

Não quero fazer aqui uma apologia aos jogos de azar, mas leve em conta que para você ter uma coleção de 100 cartões QSL provavelmente você terá que enviar uns 130 relatórios. Alguns não lhe trarão retorno, mas farão parte do jogo.

Se você não é bom o suficiente para escrever cartas realmente interessantes pode ser necessário compensar esta deficiência de alguma forma. Uma delas é o envio de alguns souvenires juntamente com o seu relatório. A eficiência disso é relativa. Há radioescutas que jamais mandam um cartão postal junto com a sua carta e relatório e tem sucesso em suas caçadas.

No caso, por exemplo, de uma pequena emissora de ondas médias do interior o fato de receber uma carta dando conta da sua sintonia em um lugar distante já é mais do que suficiente para agradar o V/S. Mas se a emissora já receber muitas cartas, é realmente importante que a sua carta se destaque das outras.

Fazer uma carta “que se destaque” não significa escrevê-la em um papel néon com alguma caneta colorida. Procure contar, em poucas palavras sobre qual é o seu intuito, quem é você, onde trabalha, etc.

Nem sempre uma carta comprida agrada. Certa vez conversei com o gerente de uma emissora e ele me disse que não tinha costume de ler cartas muito compridas… Certamente ele era um homem muito ocupado e você não iria agradá-lo contando detalhes de sua vida particular. Neste caso você deveria ser breve.

Para agradar quem gosta e também quem não gosta de ler você deve fazer a sua carta de forma modular. Ou seja, use uma máquina de escrever e deixe bem nítidos os blocos de sua carta. A apresentação separada do relatório e do pedido de QSL. Assim, se o V/S for apressado em uma rápida passada de vista ele verá o que interessa a ele na sua carta. Se for uma pessoa com mais tempo, a sua organização do texto irá tornar mais agradável o prazer da leitura.

Reportar emissoras de ondas médias e tropicais brasileiras é uma parte muito interessante do nosso hobby. Mas nessa modalidade residem alguns dos perigos para o radioescuta novato.

Diferentemente das grandes emissoras internacionais de ondas curtas, que incentivam o envio de relatórios de recepção, as emissoras regionais não tem tanto interesse em recebê-los.

Esse fato já predispõe as emissoras a não dar tanta atenção a esses relatos. Sendo assim devemos proceder de forma diferente se estivermos interessados em um cartão QSL. Recebo vários relatórios de recepção na R. Transmundial. Vários deles não têm nenhum comentário. Muitos radioescutas enviam somente o relatório de recepção, pedem o cartão QSL e adesivos, flâmulas etc…

A diferença da Radio Transmundial entre outras emissoras é que ela é uma emissora de ondas curtas e tem interesse em saber como ela está sendo sintonizada em várias partes do país. Sendo assim nós respondemos mesmo esses relatórios, pois eles trazem a informação que desejamos.

Mas será q esse procedimento daria certo com uma emissora que transmite no interior do Mato Grosso? Ela já sabe que o seu sinal “vai longe”, receber relatórios de recepção não é nenhuma novidade para ela.

Aí reside o perigo. Como já foi comentado anteriormente, você deve fazer um relatório com capricho, que seja interessante em informações sobre a captação da emissora e que cative quem for lê-lo. Ressalto aqui que é importante que você fale um pouco de você no relatório.

E o QSL? Será que receberei a confirmação para o meu relatório? Eu diria que, o ideal, é esperar sentado pelo seu QSL. Por vários motivos as respostas demoram as vezes para vir. Eu diria que depois de 60 dias, para relatórios para emissoras nacionais, as possibilidades de se receber o cartão QSL diminuem sensivelmente.

O que fazer então? Desistir? Abandonar o hobby? O dexista deve ser persistente.

Citarei aqui um caso que ocorreu comigo. Uma emissora da banda tropical de 90 metros me chamava atenção. Mandei o relatório e não obtive resposta. Após três follow-ups, (que podemos traduzir como acompanhamento ou cobrança), tive o QSL tão esperado. Usei esse procedimento com outras emissoras e consegui recuperar vários relatórios “perdidos”. Quando envio um Follow-up eu remeto juntamente com a cópia do relatório uma pequena carta, que deve ser curta, dizendo que não recebi o tão esperado QSL. Ocasionalmente jogo a culpa nos serviços postais brasileiros…

Costuma render bons resultados. Nem sempre dá certo, mas não é tão difícil Ter uma fotocopia do relatório e escrever uma pequena carta insistindo na confirmação.

Após receber o seu cartão QSL não custa nada agradecer a emissora. Lembre-se que ela foi cortes com você. Alguém dedicou tempo para lhe redigir uma carta e não custa nada remeter um cartão postal agradecendo a atenção.

Fazendo isso você estará ajudando o próximo amigo dexista que enviar um relatório a emissora. Certamente.

Há de se considerar que essas regras não precisam ser levadas ao pé da letra. Escrever um relatório de recepção não é o mesmo que escrever um programa para computador. Em um programa de computador, se você fizer uso correto da linguagem de programação, a máquina interpretará os dados e executará o que você pré-determinou.

No mundo dos QSLs o seu relatório de recepção é como se fosse um programa. Só que quem irá interpretar esse “programa” é uma pessoa de carne e osso, sujeita a mau humor e a todos as emoções que um ser humano tem. Por isso procure se especializar escrevendo os seus relatórios com sensibilidade, procurando trazer a essa pessoa alguma informação interessante e não somente um pedido por um cartão QSL.

DX Clube do Brasil



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Nossa Estrela, o SOL

Noções Básicas sobre Meteorologia Espacial

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Todos nós sabemos que o SOL é de extrema importância para a vida em nosso planeta Terra, mas poucos de nós já tiveram a oportunidade de ter uma boa descrição de nossa estrela e de suas variações.

O SOL é uma estrela média, similar a milhões de outras no Universo. Trata-se de uma prodigiosa máquina de energia, fabricando em torno de 3.8 x 1023 KiloWatts. Em outras palavras, se o total da energia produzida pelo SOL fosse condensado por um segundo proveria a um país como os Estados Unidos, por exemplo, energia suficiente, em seu padrão atual de consumo, para seus próximos 9.000.000 anos.

A fonte básica de energia para o SOL é a fusão nuclear, o qual utiliza as altas temperaturas e densidades dentro do núcleo para fundir o hidrogênio, produzindo energia e criando o hélio como subproduto. O núcleo é tão denso e o tamanho do SOL tão grande que a energia liberada no centro do SOL leva cerca de 50.000.000 de anos para chegar a superfície, se sobrepondo um número incontável de absorções e re-emissões durante o processo. Se o SOL tivesse o processo de produção de energia terminado hoje, levaria 50.000.000 anos para os efeitos serem sentidos no nosso planeta Terra !

O SOL tem produzido suas energias radiantes e térmicas durante os últimos 4 ou 5 bilhões de anos. Ele possui hidrogênio suficiente para continuar produzindo para outros bilhões de anos. Entretanto, em torno de 10 a vinte bilhões de anos a superfície do SOL começará a se expandir, englobando os planetas em órbita (incluindo a Terra). Nesta ocasião, nosso SOL irá ser conhecido como uma estrela gigante vermelha. Se o SOL fosse mais massivo, ele iria colapsar e entrar em ignição novamente como uma estrela que queima hélio. Devido ao seu tamanho médio, entretanto, o SOL, espera-se que o SOL simplesmente se contraia e se torne uma relativamente pequena, estrela gelada conhecida como anã branca.

Há muito tempo se sabe que o SOL não é estável, e ainda apresenta algumas características especiais. Os gregos identificaram manchas solares primeiro no ano de 325 A.C. Algumas das mais importantes características solares são explicadas nas seguintes seções.

Manchas Solares – Sunspots

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Manchas solares, área escuras na superfície do SOL, contém campos magnéticos muito fortes que estão em constante deslocamento. Uma mancha solar de tamanho moderado é quase tão grande quando nosso planeta Terra. As manchas solares se forma e se dissipam durante períodos de dias ou semanas. Elas ocorrem quando campos magnéticos fortes emergem através da superfície solar e permite que a área se esfrie levemente, de um calor de fundo de valor de 6.000 ° C para aproximadamente 4.200 ° C; esta área aparece como uma mancha escura em contraste com o SOL. A rotação destas manchas pode ser vista na superfície solar; elas levam em torno de 27 dias para fazer uma completa rotação como observado a partir da Terra. As manchas solares continuam mais ou menos no mesmo local no SOL.

Perto do equador solar a superfície rotaciona em uma taxa mais rápida que próximo aos pólos solares.

Manchas Solares

Grupos de manchas solares, especialmente aquelas com configurações complexas de campos magnéticos, são freqüentemente os locais de labaredas. Nos últimos 300 anos, o numero médio de manchas solares tem se apresentado regularmente com inicio e fim em um clico de onze anos. O SOL, tal qual a Terra, apresenta estações, porém sem “ano” equivale a onze dos nossos. O máximo solar ocorre nos anos que as manchas solares são mais numerosas. Durante o Maximo solar, a atividade no SOL e seus efeitos no nosso ambiente terrestre são elevados.

Ejeção de Massa Coronal – CME Coronal Mass Ejection (CME)

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A atmosfera solar exterior, denominada de corona, é estruturada por campos magnéticos fortes. Nos locais onde estes campos são fechados, geralmente acima de grupos de manchas solares, a atmosfera solta confinada pode súbita e violentamente liberar bolhas ou línguas de gás e campos magnéticos chamados de ejeções de massa coronal. Uma grande CME (Coronal Mass Ejection) pode contem 1.016 grams (um bilhão de toneladas) de matéria que pode ser acelerada a vários milhões de quilômetros por hora em uma espetacular explosão. O material solar se propaga através do meio interplanetário, impactando qualquer planeta ou nave espacial em seu caminho. As CMEs são algumas vezes associadas com labaredas, mas geralmente ocorrem independentemente.

Velocidade do Vento Solar e Campo Magnético

Labaredas – Flares

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As labaredas solares são liberações intensas e de curta duração de energia. Elas são observadas como áreas brilhantes no SOL em comprimentos de onda ópticos e como explosões de ruído em comprimentos de onda de rádio; elas podem durante desde minutos até horas. As labaredas são os maiores eventos explosivos do nosso sistema solar. A fonte primária de energia para as labaredas parecem ser rompimentos e re-conexões de campos magnéticos fortes. Elas irradiam através do espectro eletromagnético, desde raios gama até raios X, através da luz visível até ondas de rádio de comprimento longo.

Buracos na Corona – Coronal Holes

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Os buracos na corona são características solares variáveis que podem durar de semanas a meses. Eles são grandes, áreas escuras onde o SOL é observado em comprimentos de onda de raios X, algumas vezes tão largos quanto um quarto da superfície do SOL. Estes buracos são enraizados em células grandes de campos magnéticos unipolares na superfície do SOL; suas linhas de campo se estendem até fora do sistema solar. Estas linhas de campo abertas permitem um continuo fluxo de alta velocidade de vento solar. Os buracos na corona apresentam um ciclo de longa duração, mas o ciclo não corresponde exatamente ao ciclo das manchas solares; os buracos tendem a ser mais numerosos nos anos seguintes ao máximo das manchas solares. Em alguns estágios do ciclo solar, estes buracos são continuamente visíveis ao norte solar e no pólo sul.

Efeitos das Tempestades da Meteorologia Espacial

Aurora

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A aurora é uma manifestação dinâmica e visualmente delicada de tempestades geomagnéticas induzidas pelo SOL. O vento solar energiza os elétrons e íons na magnetosfera. Estas partículas geralmente entram na atmosfera superior da Terra próximo as regiões polares. Quando as partículas atacam as moléculas e átomos da fina, alta atmosfera, algumas delas iniciam a brilhar em cores diferentes. A aurora começa entre as latitudes 60 e 80 graus. Assim como a tempestade se intensifica, a aurora se espalha em direção ao equador. Durante uma não usual grande tempestade em 1909, uma aurora se tornou visível em Singapura, no equador geomagnético. A aurora provê exibições belas, mas ele é apenas um sinal visível de mudanças na atmosfera e que podem causar distúrbios nos sistemas tecnológicos.

Mapa da Aurora Boreal

NOAA / Space Weather Prediction Center

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