Que rádio devo comprar: um portátil ou um modelo de mesa ?

Para quem gosta realmente de sintonizar emissoras de rádio, e conhecer outras culturas, não só fora do país, mas dentro de nosso próprio país continental, a história sempre começa com um receptor de rádio.

Que obviamente, é a primeira ferramenta para poder se captar as ondas Hertzianas. E o segundo passo, por motivos também óbvios, é procurar uma antena de forma a possibilitar melhor condição de se receber os sinais, na faixa que se pretende iniciar.

E esse assunto é recorrente na lista de discussão Radioescutas WWW.radioescutas.com que é o maior fórum sobre rádio em nosso idioma e á gerido pelo DX Clube do Brasil.

Recentemente, um colega radioamador questionou na lista a respeito de qual fabricante e modelo de rádio adquirir para a radioescuta, e a pergunta girava em torno de um novo rádio, sobre se valeria a pena adquiri-lo e caso positivo, questionava sobre um fornecedor de equipamentos para radioescutas.

A oportunidade foi interessante, pois é uma dúvida comum a quem quer entrar no mundo da radioescuta, e gira em torno de que tipo de equipamento comprar: portátil ou de mesa.

E a comparação girou entre o recém lançado Grundig Satellit 750 e o clássico receptor Icom R75, muito apreciado por seus recursos avançados, porém, que requerem certos requisitos para operar com plena capacidade.

Grundig Satellit 750

E nesta linha, segue minha resposta que pode ser útil a outros que por ventura estejam se aventurando neste mundo das ondas de rádio.

Olá Marcelo;

O Renato é totalmente confiável, já comprei alguns rádios com ele com bastante tranquilidade.

Aqui mesmo na lista, já existe uma opinião sobre o 750 que inclusive foi fornecido pelo Renato:

http://br.groups.yahoo.com/group/radioescutas/message/52601

Como você é radioamador, certamente conhece os prós e contras de um receptor “de mesa” e de um “portátil”. Para colocar no contexto correto minha opinião, considerando o R75 sendo de mesa, e o 750 portátil, existem algumas diferenças de utilização.

Como por exemplo, em uma DXCamp, o Icom irá necessitar de uma bateria externa para fornecer 12 volts com boa amperagem. O portátil 750, opera com pilhas grandes internamente o que é mais prático dependendo do uso.

Ambos necessitam de antena externa, porém, em ondas médias, o 750 se sobressai por ter antena de ferrite que inclusive pode ser acoplada uma RGP3 para melhorar o DX.

O Icom em ondas médias irá precisar de uma antena “especial” como uma loop de quadro com acoplamento indutivo e amplificado, de forma a ter diretividade e ganho razoável.

Se você tiver espaço para lançar uma longwire com comprimento razoável para OM, isso não será problema.

O 750 é orientado a broadcast, com áudio mais apropriado para esse fim, já o Icom é subproduto de transceiver, especializado em SSB, e neste item, é imbatível, porém, para radioescuta e DX de broadcast irá requerer alguns acessórios.

Exemplo : um filtro de 3.3kHz para dar qualidade no modo AM especialmente em faixas congestionadas para melhorar a seletividade e melhorar o áudio; uma pequena modificação no circuito AGC para aumentar o tempo, pois o original é muito rápido, e em AM o sinal oscila causando prejuízo na recuperação do áudio.

O filtro original além de largo, não serve para a função PBT; com este filtro, tanto em AM como em SSB o Icom é espetacular. O inconveniente é o alto preço deste acessório.

O alto falante interno do R75 é inútil para broadcast, será necessário acoplar uma pequena caixa externa, eu por acaso, uso uma caixa da Selenium, o que confere qualidade de áudio excepcional.

O 750 já nasceu com a orientação para radioescuta, que suporta antena externa adequada, ou sua própria telescópica, conferindo grande mobilidade.

Enfim, são aplicações completamente diferentes e grosseiramente falando, não podem ser comparadas, pois as características de uso são bem diferentes.

Se você quer hardcore DX, é o ICOM R75. Faça algumas modificações, compre o filtro opcional, acople uma antena boa para OC e outra para OM e poderá operá-lo como um rádio “de mesa”.

O Renato senão me engano também fornece R75, como o Erwin da Radiohaus onde eu comprei o meu em 2002. Hoje o Icom R75 “pelado” custa R$ 2.750,00 na Radiohaus. Com opcionais fortemente recomendados, o preço vai girar em torno de R$ 4.000 (*)

(*) Recomendo também o circuito DSP para auxiliar a recepção em modo ECSS, com um pouco de paciência, pode-se tirar do ruído algum DX interessante usando o DSP que é ajustável.

Para uso em casa, NÂO use a fonte original do Icom R75, ou compre outra fonte, de preferência de 13.8 Volts ou modifique o circuito da fonte original, para introduzir um regulador de tensão e diodos de proteção contra inversão de polaridade, pois a fonte original além de não ter proteção, fornece até 18 Volts sem carga, e em torno de 15 Volts com carga. Ou seja, se usar a fonte original, o Icom vai esquentar um pouco, pois ele internamente não tem regulador de tensão.

Para DX em praia, campo ou local remoto, compre uma bateria de 12 volts, com amperagem suficiente para operar pelo período desejado, e um carregador naturalmente. Não aconselho a usar a bateria do carro apesar da Icom oferecer um cabo para este fim, pois o Icom consume até 2 amperes.

O mais indicado, dependendo do que se deseja e dentro das nossas intenções de gasto (ou investimento), é juntar os dois mundos, um rádio portátil de boa qualidade para se ter mais mobilidade, e outro de mesa para hardcore.

Espero ter ajudado se desejar trocar experiência sobre o R75 para DX em particular, pode me enviar um email diretamente.

73s

Sarmento Campos – Rio de Janeiro

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Radiações Eletromagnéticas e Ondas: Breve Introdução

Radiações Eletromagnéticas

A dedução matemática de natureza da luz foi feita por James Clerk Maxwell, em 1864. Ele demonstrou que a luz é produzida por cargas elétricas que estão se movimentando, portanto dizemos que ela possui características de uma onda eletromagnética que transporta energia sem transportar matéria e produz fenômenos eletromagnéticos.

Todo fenômeno eletromagnético está associado a três grandezas: o comprimento de onda (λ), que é medido em metros ou seus múltiplos e submúltiplos, a freqüência (f), que é medida hertz (Hz) e a velocidade (v) que é medida em m/s.

No caso das radiações eletromagnéticas (a luz visível, as ondas de rádio, raios-X, ultravioleta, infravermelho, raios gama, etc.) o valor da velocidade é constante e é representado pela letra “c” c=300.000.000 m/s).

A freqüência de uma onda eletromagnética está diretamente relacionada com a energia da onda. A equação que relaciona a energia com o comprimento de onda é a equação de Planck:

Equação de Plank

Onde: c é a velocidade da luz, E é a energia (joule), h é a constante de Planck (6.624 x 10-34 joule x segundo) e λ é o comprimento de onda. Max Planck (1858 – 1947) – Físico alemão, autor da teoria dos quanta, contribuiu muito para o estudo da física e, em especial, para o entendimento dos fenômenos eletromagnéticos.

 Raios gama (<10-10m): produzidos pelo decaimento de substâncias radioativas;

 Raios X (10-11 m – 10-8 m): originados pela desaceleração repentina de elétrons de alta energia, ao colidirem com núcleos dos átomos;

 Radiação ultravioleta (10-8 m – 4 x 10-7 m): para fins práticos, é produzida por lâmpadas de vapor de mercúrio;

 Luz visível (380 – 750 nm; 1 nm = 10-9 m) única faixa capaz de ser percebida pelo olho humano, é gerada por objetos quentes como o Sol ou filamentos de lâmpadas incandescentes, quando a temperatura é alta o suficiente para excitar os elétrons de um átomo;

 Radiação infravermelha (0,75 nm – 1 nm): também conhecida como a radiação de calor ou radiação térmica, é produzida pela vibração de moléculas nos materiais;

 Microondas (1nm – 30cm): geradas pelos elétrons defletidos por um campo magnético, como acontece nos magnétrons de forno de microondas;

 Ondas de rádio (>30cm): produzidas por circuitos de oscilação de cargas elétricas como os de emissoras de TV e rádio AM e FM.

Espectro Radiação Eletromagnética

A seguir, alguns tipos de radiação eletromagnética:

Radiação infravermelha

É um tipo de radiação eletromagnética não ionizante, que, quando interage com a matéria produz vibrações nas moléculas provocando o aumento da temperatura do sistema. A radiação infravermelha é responsável pela transmissão de calor de um corpo para o outro, sem a necessidade de contato entre eles. Temos como exemplo: os raios solares, um ferro de passar roupas, aquecido, etc.

Radiação Ultravioleta

A radiação ultravioleta é um tipo de radiação eletromagnética. A principal fonte da radiação ultravioleta recebida pela Terra são os raios solares. A camada de ozônio protege a Terra dos raios ultravioletas provenientes do Sol, pois as moléculas de ozônio têm capacidade de absorverem energia neste comprimento de onda. O aumento da incidência de cataratas (problema de visão), também está associado à exposição à radiação ultravioleta. A distribuição da dose de radiação recebida pelas pessoas aumenta com a latitude e altitude.

A média global de dose de radiação devido à radiação cósmica ao nível do mar é da ordem de 0,26mSv/ano.

Radiação de Microondas

O forno de microondas, o radar para detectar velocidade, a TV a cabo, a internet por cabo axial e o telefone celular são exemplos de fontes de radiação de microondas em nosso dia-a-dia. O forno de microondas usa um gerador de microondas do tipo magnetron para produzir microondas em uma freqüência de aproximadamente 2,45GHz, e é regulado para atuar somente sobre moléculas de água (molécula polar) provocando vibrações. Isso é feito para que só os alimentos possam ser cozidos. Quando colocamos um copo com água no interior de um forno de microondas, somente a água é aquecida, a água transfere energia para o copo por condução.

No forno de microondas existe um dispositivo de segurança para impedir que a radiação escape para o meio externo, não havendo esse dispositivo, uma pessoa que estivesse próxima poderia ser cozida, literalmente de dentro para fora.

Raios X

Com a descoberta dos Raios X pelo físico Wilhelm Conrad Roentgen, em 8 de Dezembro de 1901, deu-se início aos estudos sobre emissões de partículas, provenientes de corpos radiativos, observando suas propriedades e interpretando os resultados. Naquela época, destacaram-se dois cientistas: Pierre e Marie Curie, pela descoberta do polônio e do radium.

Deve-se a eles a criação do termo: “radioatividade”. No começo do século XX, mais precisamente em 1903, Rutherford, após profundos estudos, formulou hipóteses sobre as emissões radioativas. Convém frisar, que naquela época ainda não se conhecia o átomo e os núcleos atômicos e, coube a esse cientista, a formulação de um modelo atômico que é até hoje estudado nas escolas.
Os Raios X são radiações da mesma natureza da radiação gama (outro tipo de ondas eletromagnéticas), com características idênticas. Só se diferem da radiação gama pela origem, ou seja, os raios-X não saem do núcleo do átomo e, portanto, não são energia nuclear e sim, energia atômica. Toda energia nuclear é atômica porque o núcleo pertence ao átomo, mas nem toda energia nuclear é atômica. Os raios X são emitidos quando elétrons acelerados por alta voltagem são lançados contra átomos e sofrem frenagem, perdendo energia.

Partículas e Ondas

As radiações nucleares podem ser de dois tipos. As partículas possuem massa, carga elétrica e velocidade que dependem do valor de sua energia. Já as ondas eletromagnéticas, não possuem massa e se propagam com velocidade de 300.000km/s, para qualquer valor de energia que ele possua e são da mesma natureza da luz e das ondas de transmissão de rádio e TV.

A identificação desses tipos de irradiação foi feita utilizando-se uma porção de material radioativo, com o feixe de radiações passando por entre duas placas polarizadas com um forte campo elétrico.

As partículas “Alfa” são constituídas de dois nêutrons e dois prótons caracterizando um núcleo atômico de Hélio. Devido ao seu alto peso e tamanho, elas possuem pouca penetração e são facilmente absorvidas por poucos centímetros de ar.

Radiação Beta

As partículas “Beta” são constituídas por elétrons que são emitidos pelo núcleo de um átomo. Essas partículas possuem velocidades próximas à velocidade da luz e carga elétrica negativa. O poder de penetração da radiação “Beta” é bastante superior ao das radiações “Alfa”, podendo ser absorvidas por alguns centímetros de acrílico ou plástico, na sua grande maioria.

As radiações ”X e Gama”, ao contrário das radiações a e b que têm características corpusculares, são de natureza ondulatória. Com isso, não possuem nem carga e nem massa. Isso lhes dá um grande poder de penetração nos materiais.

Radiação Gama

Devido às suas características diferentes, é possível separar os três tipos de radiação através da aplicação de um campo elétrico ou magnético. Por possuírem cargas com sinais diferentes, as radiações alfa e beta serão desviadas por esses campos para lados opostos.

Já os raios X e gama, por não possuírem carga elétrica, não serão desviados.

Radiação e Radioatividade

Define-se “Radioatividade” como sendo a emissão espontânea de radiação corpuscular e eletromagnética por um núcleo atômico que se encontra num estado excitado de energia, que podem ser do tipo alfa (α), beta (β) ou gama (γ). As radiações eletromagnéticas que possuem energia inferior a 12 eV são chamadas de radiações não-ionizantes, as quais podemos visualizar através da escala de energia mostrada na figura abaixo.

Espectro Eletromagnético

Esta escala inicia-se na faixa de radiação ultravioleta, passando pela luz visível e infravermelha de aparelhos como: microondas, telefonia celular, rádios AM e FM, e termina na faixa de freqüências extremamente baixas (ELF) da rede elétrica (comprimento de onda l = 5.000 km). As radiações não-ionizantes compreendem valores de l superiores de a 10-7m (100nm), ou seja, valores de dimensão comparável ao tamanho de um vírus. No domínio da freqüência, de acordo com a figura 5, tais radiações têm valores menores que a freqüência de 3×1015 Hz, ou seja, valores correspondentes ao início do espectro dos raios ultravioletas. A faixa do espectro eletromagnético, na qual os sistemas móveis modernos de comunicação operam, compreende freqüências entre 108Hz e 1010Hz. Isso corresponde a um valor médio de 1GHz (109Hz) que faz parte da faixa das freqüências ultra-altas ou UHF (300 MHz a 3 GHz), também denominadas ondas decimétricas, por seu comprimento de onda variar de 10 a 1 dm.

O SOL: Emite em Múltplos Comprimentos de Ondas

O Sol emite radiação ao longo de todo o espectro eletromagnético, desde os energéticos raios gama e raios X, até ondas quilométricas de rádio, passando pelo ultravioleta, visível, infravermelho e microondas. A maior parte da intensidade concentra-se no visível e não é coincidência o fato de nossos olhos serem adaptados para enxergarem nesta faixa do espectro.

Especificamente, a intensidade máxima encontrada nas emissões do espectro solar está em um comprimento de onda de 500 nm. Para detectar a radiação solar nos vários comprimentos de onda, dois fatores devem ser levados em consideração. O primeiro é tecnológico e depende de sensores adaptados ao comprimento de onda específico que se deseja analisar. O segundo fator diz respeito à atmosfera terrestre e como esta irá absorver, total ou parcialmente, diferentes faixas do espectro da radiação solar.

Interior do Sol
Camadas internas do Sol

Energia Solar Recebida

A quantidade total de energia recebida pela Terra é determinada pela projeção da sua superfície sobre um plano perpendicular a propagação da radiação. Como o planeta gira em torno do seu eixo, esta energia é distribuída, embora de forma desigual, sobre toda a sua superfície. Resulta que a radiação solar média recebida sobre a Terra, designada por insolação, é 342 W/m², valor correspondente a ¼ da constante solar. O valor real recebido na superfície do planeta depende, além dos fatores astronômicos ditados pela latitude e pela época do ano, do estado de transparência da atmosfera sobre o lugar, em particular, da nebulosidade.

O equilíbrio energético no planeta

Para manter o equilíbrio energético, a Terra deve restituir ao espaço o mesmo tanto de energia que recebe. A troca de energia entre a Terra e o espaço reduz-se substancialmente a dois componentes. Por um lado, a energia que provém do Sol em virtude de sua temperatura, e por outro, a energia que a Terra difunde no espaço, também associada à temperatura dos corpos irradiantes. A contribuição dos outros corpos celestes é totalmente irrelevante no equilíbrio energético terrestre. É também desprezível o calor proveniente do interior da Terra. O calor interno disperso é, de fato, apenas 50 cal/cm² por ano, menos de 1/5000 da energia proveniente do Sol.

Do total da radiação solar incidente nos limites da atmosfera, chega ao solo cerca de 4%, aproximadamente a metade como radiação direta e a outra metade como radiação espalhada pela atmosfera e pelas nuvens. Naturalmente, não se deve entender que toda esta energia esteja disponível para o homem. Em linhas gerais, pode-se estimar que pelo menos 30% da energia solar que atinge a Terra seja utilizada para a evaporação das águas, ao passo que uma modestíssima percentagem (entre cerca de 0,3 e 1,5%) é utilizada para síntese clorofiliana. Cerca de 0,3% é utilizada para a produção de ventos e das correntes marítimas.

A energia restante é emitida pela Terra sob a forma de radiações térmicas, ou seja, de elevado comprimento de onda.

Interior da Terra
Camadas internas da Terra

Referências

CNEN

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Brasil e mundo (re)descobrem o Padre Roberto Landell de Moura

Padre Roberto Landell de Moura
Padre Roberto Landell de Moura – Cientista brasileiro pioneiro na invenção do rádio e telefone sem fio

Por Eduardo Ribeiro
eduribeiro@megabrasil.com.br

Era uma aula até certo ponto despretenciosa de Rádio-jornalismo, com o professor chileno Júlio Zapata.

Vivíamos tempos bicudos (1977 se a memória não me falha) e víamos sombras em tudo e em todos. E com Zapata não era diferente: um chileno no Brasil, em plena ditadura, dando aulas no curso de jornalismo numa faculdade, digamos assim, burguesa, era, no mínimo, muito estranho. Mas como suas aulas situavam-se entre as mais agradáveis e mobilizadoras do curso, passávamos por cima de eventuais desconfianças, com participações sempre marcantes.

Naquela aula Zapata fez uma revelação que deixou a todos atônitos e incrédulos: o rádio não havia sido inventado pelo italiano Guglielmo Marconi, como até os livros de história brasileiros ensinavam, e sim pelo padre e cientista gaúcho Roberto Landell de Moura, em fins do século XIX, aqui mesmo no Brasil, em transmissões feitas (algumas delas) entre a Avenida Paulista e o Morro de Santana.

Ficamos chocados e desconcertados com aquela revelação e mais ainda por ela ter sido feita por um professor estrangeiro, que certamente conhecia mais de nossa história do que qualquer um de nós.

Pela nossa cabeça passou de tudo, inclusive a idéia de ser aquela uma farsa ou uma brincadeira de mau gosto. Como poderia o rádio ter sido inventado no Brasil, por um cientista brasileiro, e ninguém, no próprio País saber disso? Se na época já fossem conhecidas as tais pegadinhas, sem dúvida alguma aquela seria uma delas, para testar nossa capacidade de reação.

Porém o professor Zapata, no curso, deu evidências mais do que suficientes para que todos nós deixássemos de duvidar de suas afirmações e foi além: indignado com o desconhecimento (e desprezo) dos brasileiros com um de seus mais ilustres filhos, lançou na sala de aula um desafio: que o grupo tomasse para si aquela causa resgatando o padre gaúcho para a história. E certamente o fez por dever de ofício, como já devia ter feito inúmeras vezes, em outros ambientes profissionais e acadêmicos, sem muita esperança de que a provocação tivesse algum resultado prático.

E estava certíssimo, a não ser pela presença, entre nós, de um tal Hamilton Almeida, que, à época, chamávamos de Benê, apelido tirado de seu primeiro nome, Benedito.

Hamilton comprou a pauta, foi à luta e decidiu que ela seria a grande reportagem de sua vida. Faz mais de 20 anos que pesquisa a vida e a obra de Roberto Landell de Moura, padre cientista, renegado e perseguido pela Igreja Católica, que esteve à frente de seu tempo, com experimentos que anteciparam algumas das mais importantes invenções do século XX.

Duas décadas depois de ter editado no Brasil os livros “O outro lado das telecomunicações – A saga do Padre Landell” (Editora Sulina) e “Landell de Moura” (Editora Tchê/RBS – coleção Esses Gaúchos), ele foi lançado na Alemanha pela Editora Debras Verlag, da cidade de Konstanz. O nome do livro é “Pater und Wissenschaftler” (Padre e cientista) e o lançamento ocorreu durante um evento para radioamadores realizado nos dias 4 e 5 de dezembro deste ano na cidade de Dortmund. Um segundo e maior lançamento será realizado em junho de 2005, provavelmente com a presença do autor, numa exposição mundial de radioamadores – a Hamradio -, na cidade de Friedrichshafen.

Hamilton precisou ser lançado na Alemanha para ganhar reconhecimento no Brasil. Suas primeiras obras, editadas no Sul, não conseguiram romper a barreira geográfica e desse modo perderam o efeito multiplicador tão necessário para o reconhecimento de um trabalho dessa magnitude.

Mais do que ele, obviamente perdeu o Brasil e, claro, a História, que continuou, por mais este período, ignorando as peripécias de um dos maiores gênios dos séculos XIX e XX.

Isso pode estar agora mudando, graças à edição alemã. Por conta dela, Hamilton ganhou um espaço privilegiado na mídia brasileira e a saga do Padre Landell, pelo visto, começa a ser recontada. Jornais, sites e agências de todo o País abriram espaço para o livro e isso despertou o interesse de dezenas de pesquisadores, cienteistas e professores que procuraram o autor para saber outros detalhes dessa história desconcertante que quase ninguém conhecia.

Está aberto, portanto, o caminho para que novos pesquisadores se debrucem sobre o Padre Landell de Moura e sua obra e, mais do que isso, para que a História do Brasil possa ganhar esse importante reforço, ainda que tardiamente. Se isso ocorrer, logo logo Padre Landell estará sendo ensinado nos cursos básicos e também na Universidade, ganhando, quem sabe, o mundo, como nosso reconhecido Santos Dumont.

Para contar a história do Padre Landell, Hamilton pesquisou durante vários anos em diversas cidades brasileiras. Revirou bibliotecas, entrevistou familiares e pessoas que tiveram algum tipo de envolvimento com Padre Landell ou seus inventos, manuseou jornais e revistas daquele período, checou, enfim, como bom repórter, todas as pistas e evidências que obteve. E fez tudo isso com dinheiro do próprio bolso e nas horas vagas, sem qualquer apoio oficial.

Desconhecido da mídia e do grande público, o trabalho de Hamilton circulava com certa desenvoltura entre radioamadores por razões óbvias. Um desses radioamadores era o editor alemão Heinz Prange, e ele ficou simplesmente fascinado com a história. Nascia, desse modo, em meados do ano 2000, a decisão de publicar uma nova obra de Hamilton sobre o Padre Landell, porém em alemão e na Alemanha. Trata-se, portanto, de uma obra nova, que atualiza e amplia significativamente os dois livros escritos anteriormente.

Nela se descobre que Padre Landell foi precursor não só do rádio, mas também da televisão e do teletipo, entre outras descobertas. E que, apesar da sua genialidade, o padre cientista não recebeu apoio de ninguém, tendo sido, ao contrário, ignorado e perseguido. Quis unir a religião à ciência e acabou acusado de ter pacto com o diabo. Patenteou seus inventos no Brasil e nos Estados Unidos, realizou experimentos e, ainda assim, não foi reconhecido em sua época. No Brasil, chegaram a destruir os seus aparelhos e impedir seus estudos, por considerá-lo uma espécie de bruxo.

Padre Landell também aperfeiçoou o sistema de telegrafia sem fio e transmitiu pela primeira vez no mundo em ondas contínuas, que são superiores às ondas amortecidas utilizadas nos primeiros tempos das radiocomunicações por outros cientistas. Recomendou o emprego das ondas curtas para aumentar as distâncias das transmissões quando elas não eram sequer cogitadas pelos outros cientistas. Para a transmissão de mensagens, ele também se utilizava da luz, o mesmo princípio que aperfeiçoou as comunicações modernas, empregando-se o laser e as fibras ópticas. Numa época em que as telecomunicações eram precárias até mesmo entre cidades vizinhas, ele já acreditava na possibilidade das comunicações interplanetárias. Morreu no anonimato e sua obra até hoje é pouco conhecida. Com o tempo, as suas invenções acabaram sendo reinventadas por outros cientistas, que ficaram com a fama e a glória.

O jornalista Hamilton Almeida, nascido na cidade de Guarulhos (São Paulo), começou sua carreira em revistas técnicas na capital paulista, e em meados dos anos 80 mudou-se para Porto Alegre. Ali trabalhou por vários anos na editoria de Economia do Zero Hora, sendo posteriormente transferido para Buenos Aires, como correspondente. Ficou cerca de oito anos na capital argentina, os últimos pela Gazeta Mercantil Latino-americana. Em 2000, regressou ao Brasil deixando pouco depois o jornal, num dos cortes feitos pela empresa, àquela altura já em crise. Atualmente, ele integra a equipe do Departamento de Análise

Fonte: Site Comunique-se, 22/12/2004

Saiba mais sobre a história de Padre Roberto Landell de Moura acessando :

https://www.sarmento.eng.br/Padre_Roberto_Landell_de_Moura.htm

Patente da invenção do telefone sem fio - Padre Landell de Moura
Patente da invenção do telefone sem fio concedida ao Padre Landell de Moura

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Como os sinais das emissoras de radio em ondas curtas alcançam o mundo inteiro?

Conceito Básico de Radiação Eletromagnética e Ondas

Em primeiro lugar, devemos definir o que são ondas eletromagnéticas e radiação eletromagnética, para chegarmos na particular a faixa de freqüências denominadas de Alta Freqüência.

As ondas eletromagnéticas são uma combinação de um campo elétrico e de um campo magnético que se propagam simultaneamente através do espaço transportando energia. A luz visível por exemplo, cobre apenas uma pequena parte do espectro de radiação eletromagnética possível. O conceito de ondas eletromagnéticas foi postulado por James Clerk Maxwell e confirmado experimentalmente por Heinrich Hertz.

E uma de suas principais aplicações é a transmissão de ondas de rádio, que transportam informação, tal como a voz humana, música, sinais de todos os tipos, como transmissão de fax, imagens, vídeo e tudo aquilo que as ondas de rádio podem transportar.

Por sua vez, o que denominamos de radiação eletromagnética é composta por ondas que se propagam pelo espaço, algumas das quais são percebidas pelo olho humano como luz. A radiação eletromagnética compõe-se de um campo elétrico e um magnético, que oscilam perpendicularmente um ao outro e à direção da propagação de energia. A radiação eletromagnética é classificada de acordo com a freqüência da onda, que em ordem crescente por freqüência da onda são: ondas de rádios, microondas, radiação terahertz (Raios T), radiação infravermelha, luz visível, radiação ultravioleta, Raios-X e Radiação Gama.

Um importante aspecto da natureza das ondas é a freqüência. A freqüência de uma onda é sua taxa de oscilação e é medida em Hertz, a unidade SI (Sistema Internacional) de freqüência, onde um hertz é igual a uma oscilação por segundo. No caso da luz que é uma onda, normalmente tem um espectro de freqüências que somados juntos formam a onda resultante. Diferentes freqüências formam diferentes ângulos de refração.

Espectro Eletromagnetico

Uma onda consiste nos sucessivos baixos e altos e a distância entre dois pontos altos ou baixos é chamado de comprimento de onda. Ondas eletromagnéticas variam de acordo com o tamanho, de ondas de tamanhos de prédios a ondas gama pequenas menores que um núcleo de um átomo. A freqüência é inversamente proporcional ao comprimento da onda, de acordo com a equação:

V = f λ

Onde v é a velocidade da onda, f é a freqüência e λ (lambda) é o comprimento da onda. Na passagem de um meio material para o outro, a velocidade da onda muda, mas a freqüência permanece constante

Ondas de Rádio – Alta Freqüência

A região das ondas de rádio estende-se desde alguns hertz até aproximadamente (10)9 Hz (comprimento de onda de muitos quilômetros até mais ou menos 30 cm).

Assim, temos a banda (ou faixa) de Ondas Médias (em inglês MW – Medium Waves), utilizadas para transmissão de emissoras de radiodifusão, o popular “AM” que se inicia em 530 kHz até 1700 kHz.

Já dentro da faixa de VHF (Very High Frequency) especificamente compreendida entre em 88 MHz até 108 MHz estão as emissoras de radiodifusão em FM (Freqüência Modulada). Também dentro da faixa de VHF estão outros sistemas de rádio, como os canais baixos da Televisão indo até a faixa de UHF (Ultra High Frequency) onde estão os canais altos da TV e outros sistemas de rádio.

A faixa de Alta Freqüência compreende o intervalo de 3000 kHz até 30000 kHz, e é conhecida também como Ondas Curtas é de nosso particular interesse.

É na faixa de ondas curtas é que ocorrem as transmissões de radiodifusão regional e internacional, e esta faixa de freqüências, sofre influencia direta do Sol e da hora do dia, em relação a seu alcance e qualidade do sinal.

E em termos gerais, as ondas de rádio sofrem influencia direta das radiações emitidas pelo Sol, que é a estrela principal de nosso sistema Solar, e fornece toda a gama conhecida de radiações eletromagnéticas, luz, Raios X, ultravioleta e etc.

E a interação do Sol com nosso planeta Terra é o responsável em última instancia pelo que podemos utilizar em termos de sinais de rádio, inclusive nos modernos sistemas de satélite de comunicações e até no sistema de posicionamento global GPS.

Ionosfera

A ionosfera é a parte superior da atmosfera, que se estende a partir de aproximadamente 50 km até 2000 km acima da superfície da Terra. A parte que temos interesse em particular para transmissão de sinais eletromagnéticos são os 500 km mais baixos. Na ionosfera, a radiação do Sol (primordialmente Raios-X, ultravioleta e partículas) bombardeia as moléculas de gás e causa a liberação de elétrons deste. Estes são chamados de “elétrons livres” e apresentam carga negativa. As moléculas que perdem elétrons se tornam carregados positivamente O nome dado para moléculas ou átomos carregados é “íons” e estes íons positivos é o que é posteriormente chamado de ionosfera. Os elétrons livres e íons fazem com que a radiação de alta freqüência que está se movendo para cima ser refletida de volta a Terra, um efeito chamado de refração. Esta flexão permite que os sinais viajem de volta até a superfície da terra em alcance de bem acima da linha do horizonte, conferindo a radiação de alta freqüência sua característica única de alcançar longas distâncias. Quando a radiação do Sol não está mais presente durante o período da noite, muitos dos elétrons se aglomeram novamente com os íons, mas alguns permanecem livres ao longo da noite. Um importante parâmetro para a propagação eletromagnética é a quantidade de elétrons livres que estão presentes; isto é denominado de “densidade de elétrons”. Quanto maior a densidade de elétrons, mais radiação de alta freqüência é flexionada à superfície da terra.

Ionosfera reflete os sinais de rádio em ondas curtas de volta a terra

Camadas da Ionosfera

Existem três camadas importantes da ionosfera sumarizados na tabela abaixo:

Camada Elevação Aproximada Importância Quando presente
F 140 – 400 km Região principal de “reflexão” Sempre – mais forte durante o dia
E 90 – 140 km Região de “reflexão” de baixa freqüência Sempre – mas muito fraco durante a noite
D 50 – 90 km Principal região de absorção Apenas durante o dia

Camada F

A camada F é a mais significativa da ionosfera e cuja parte central apresenta a maior densidade de elétrons da atmosfera da Terra. Esta é a principal região aonde a radiação de alta freqüência vinda de baixo é refletida de volta. Nós usamos o termo “reflexão” na tabela porque a flexão se parece como uma reflexão. Tecnicamente, este processo de flexão é chamado de refração, mas nós podemos pensar nisso como uma reflexão a partir da camada F. Durante o dia a camada F se separa em duas camadas, chamadas de F1 e F2. A F2 é a mais forte e importante camada.

Camada E

A representação da parte central desta camada contém outro pico ou valor máximo de densidade de elétrons. Entretanto existem poucos elétrons da camada E1 comparada à camada F e, portanto geralmente não é tão importante na flexão de radiação de alta freqüência como é a camada F. Algumas baixas freqüências dentro da faixa de radiação de alta freqüência, particularmente durante o dia, serão “refletidas” por esta camada, a qual, por star mais baixo do que a camada F pode resultar em alcance menor. Esta camada é altamente variável em espaço e tempo. Algumas vezes distúrbios irão causar reflexões anômalas em partes da camada E. Quando isto ocorre se fala que uma camada “Esporádica E” está presente.

Camada D

Esta camada contém alguns elétrons livres e íons, mas também muitas mais moléculas normais (ou neutras significando que não estão carregadas) e átomos. Quando a radiação interage com um elétron faz com que este se mova. Se o elétron corre para uma molécula neutra ou átomo, ele é absorvido assim como é a energia da radiação. Entretanto o efeito primário desta camada é absorver a radiação. Isto é ruim para as transmissões porque quando a radiação é absorvida, o sinal é perdido. Quanto mais baixa a freqüência da transmissão mais elétrons são movidos e mais sujeitos a serem absorvidos. Assim, quanto menor a freqüência mais a camada D absorve a energia da transmissão.

Efeitos diurnos

“Diurno” se refere ao ciclo dia-noite que ocorre durante as 24 horas na Terra. O Sol apresenta um grande efeito nas características da ionosfera. Durante as horas do dia quando se recebe a luz do Sol, a densidade de elétrons nas camadas E e F é aproximadamente 100 vezes maior do que a noite. A camada D desaparece completamente durante a noite.

Ciclo Solar

Adicionalmente as mudanças da radiação solar devido a hora do dia, também existem mudanças na radiação solar devido ao Sol em si. O Sol sofre um ciclo solar de aproximadamente 11 anos de mudanças de radiação. O numero de manchas solares seguem o mesmo ciclo solar de 11 anos, entretanto o ciclo solar é algumas vezes referido como ciclo de manchas solares. Durante o período de máximo solar (mais manchas solares) a ionosfera apresenta maior densidade de elétrons que qualquer outro período.

Sumário dos efeitos do Ciclo Solar e Diurno nas camadas D, E e F

Ambos os efeitos diurnos e o ciclo solar afetam a quantidade de elétrons livres em todas as três camadas da ionosfera. A densidade de elétrons é máxima durante a tarde e durante períodos de máximo solar. As densidades de elétrons também são maiores durante o verão em comparação ao inverno e mais próximo a linha do equador quando comparado aos pólos devido a radiação solar ser mais direta nesta região.

Conclusão

Assim, conforme a faixa de freqüência dentro do intervalo de 3000 kHz a 30000 kHz, conforme o período do dia (ou noite), conforme a estação do ano, e conforme o comportamento do Sol durante o ciclo solar tem grande variação no alcance das ondas de rádio em ondas curtas.

Basicamente, a ionosfera funciona como um grande defletor que faz com que os sinais de rádio emitidos pelas antenas das emissoras viajem até a ionosfera, seja refletido de volta a Terra, e que por sua vez retorna a ionosfera, sendo refletido diversas vezes, alcançando grandes distâncias.

Por outro lado, durante o dia, por exemplo, a ionosfera absorve grande parte da energia das ondas de radio da faixa de ondas médias, e é por isso que estes sinais tem curto alcance durante o dia. Já a noite, quando a ionosfera não sofre os efeitos diretos da radiação do Sol, não há tanta absorção dos sinais de rádio em ondas médias, e assim, os sinais podem viajar por centenas e milhares de quilômetros.

Desta forma, conhecendo como se comporta o Sol, o ciclo solar e seus principais fenômenos e indicadores que hoje são mensurados por sofisticados equipamento desenvolvidos e mantidos por diversos países; conhecendo também como se comporta a Ionosfera e como esta interage com o Sol; conhecendo os aspectos básicos da sazonalidade da Terra, como podemos observar nas diferenças dos sinais de rádio recebidos no verão e no inverno, por exemplo; podemos ter uma visão ampla de como é complexo a natureza que nos cerca, que é quem em última instância, dá a permissão – ou não – para usarmos as ondas de rádio em nossa atual civilização.

Conheça um pouco mais sobre como as ondas de rádio se propagam acessando a página principal:

HTTP://www.sarmento.eng.br

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Música de Qualidade do Outro Lado do Atlântico – Radio Med1 Marrocos – África

Medi 1 Rádio é um projeto editorial onde os valores e métodos têm nome: independência editorial, o respeito pelos valores de cada um dos países abrangidos, e da prioridade dada à notícia do Magrebe.

Radio Med 1, la radio du Maghreb, de Marrocos, ao norte da África, transmite através do rádio de ondas curtas música e noticiário para todo o planeta, e seus sinais em 9.575 kHz na faixa de 31 metros podem ser sintonizados no sudeste do Brasil com facilidade.

Sua programação musical é simplesmente sensacional, eclética, e além de músicas árabes que são extremamente agradáveis e interessantes, se apresentando nos mais diversos ritmos e estilos orientais, representa um porto seguro para quem aprecia música de qualidade.

Com presença marcante do dial internacional nas ondas curtas e presença na Web, é um convite aos apreciadores da boa música uma visita virtual ou a sintonia através do rádio.

Devemos considerar que a cultura árabe é pródiga em poesia em rimas e prosas, músicas e romances, e muito rica e diversificada em costumes, e apresenta arquitetura milenar de extremo bom gosto, que infelizmente a mídia ocidental como regra geral omite, preferindo reverberar a ignorância belicista de algumas grandes potência militares ocidentais.

Se recordarmos que no período da Idade Média, onde o mundo ocidental desenvolvia os mais bárbaros e selvagens costumes, que levaram a denominação deste período também como Idade das Trevas, onde o planeta sofreu atraso cultura e de desenvolvimento científico de pelo menos 1000 anos, os árabes desenvolviam sua cultura e se expandiam desde o Oriente Média a África e Ásia, e inclusive em pequenas áreas da Europa, como Portugal por exemplo.

Quem nunca leu um conto das Mil e Uma Noites, que apesar de suas origens remontarem à India, foram os árabes que imortalizaram estas histórias ricas em relações humanas que são presença obrigatória em todas as bibliotecas.

E se transportarmos para os dias atuais, podemos traçar um paralelo com a mídia rádio no Brasil, de forma praticamente escatológica.

Basta varrer o dial e sintonizar emissoras que de ponta a ponta o que irá aparecer são pseudo-religiosos cobrando dízimos de incautos e toneladas de entulho que a mídia insiste em denominar “musical” mas que na realidade, escamba para a idiotização completa da sociedade além da distorção total de valores morais e ainda até, fazendo apologia as drogas e ao crime em geral.

Voltando a cultura, o Sufismo, o caminho místico musical do Islã, foi a principal fonte de inspiração artística no mundo muçulmano, particularmente na música e na poesia. Música sufi é lenta e solene, ela é composta e dirigida para que os ouvintes possam sentir e pegar todos os seus sentidos. Seus sons têm o poder de penetrar a alma, a sua riqueza prodigiosa pode sentir com milhas diferentes tonalidades. Ele convida os ouvintes para propecção, escutando e saboreando a música.

Se voce deseja conhecer este aspecto cultural e estar em contato com outras culturas, o rádio de ondas curtas ainda é uma opção interessante.

Radio Med1 Marrocos - África 9.575 kHz
Página da Radio Med 1 que contém belo acerto de músicas árabes

Para se ter uma idéia da programação musical da Radio Med 1 segue uma lista extraída da página da emissora que descreve a preferência musical dos ouvintes no intervalo de uma semana. Observem que são reproduzidas músicas em diversos idiomas, como inglês, árabe, francês e outros o que torna a programação musical da Med 1 muito interessante.

Radio Med 1 Marrocos África

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Radioescuta em Itaipuaçu – Região dos Lagos

Neste fim de semana, passando um dia e uma noite em Itaipuaçu, uma pequena cidade a beira da praia próxima ao centro do Rio (60 km), aproveitei para tentar ouvir alguma emissora exótica seja em ondas médias ou ondas curtas e tropicais, pois em tese, á beira da praia, o ruído elétrico é baixo, e as condições de recepção para sinais transatlânticos costumam ser excelentes.

A Jibóia na árvore, acompanhou as escutas de rádio
Uma jibóia sonolenta de quase dois metros, acompanhou as escutas de rádio

Porém, devido a baixa qualidade da manutenção da rede elétrica e a chuva constante, a prática da radioescuta foi bastante prejudicada na pousada próxima a praia.

No atual esquema de entregatização (leia-se privatização) dos serviços de utilidade pública, especialmente a distribuição de energia elétrica, não existe nenhum compromisso com a qualidade de rede que transporta a energia.

Transformadores da Ampla em condições péssimas de manutenção produzindo faiscas nos isoladores de alta tensão
Transformadores de alta tensão com falhas nos isoladores gerando barulho irritante e faíscas brilhantes a noite, gerando ruído elétrico em rádio frequência

Na entrada do hotel, dois transformadores de alta tensão, sendo que um deles, com falha em seus isoladores no circuito primário, produziam uma faísca tão grande – em todas as três fases – que além do alto som gerado, os isoladores faiscavam como velas de motor de automóvel, produzindo arcos muito brilhantes que se destacavam no poste. O som emitido era muito forte, e a intereferência elétrica gerada na faixa de ondas médias, inviabilizou qualquer tentativa de ser ouvir rádio nesta faixa.

E a chuva complementou o serviço, aumentando as faíscas no transformador, e não deixando nenhum lugar próximo protegido de forma a ficar longe destes transformadores.

Porém, para sintonizar emissoras em ondas curtas e tropicais, um fio de 20 metros bem esticado longe dos transformadores, permitiu sintonizar algumas emissoras novas, e proporcionou algumas horas de radioescuta nestas faixas.

Posto de escuta no quarto da pousada
Posto de escuta no quarto da pousada

Seguem alguns logs, sendo destaque para a Rádio Victoria de Lima, Peru, arrendada pelo David Miranda que está exportando suas técnicas de arrecadar dinheiro de fiés em outros países da América do Sul. Aqui no Brasil, as ondas médias já estão tomadas por este tipo de “programação”, não satisfeitos, tomam de assalto as ondas curtas até em outros países. Lastimável realmente, pois ao invés de cultura, informação e cidadania, podemos ouvir em português e portunhol, o Diabo em pessoa sendo torturado pelo David Miranda, assim como podemos ouvir entrevistas diretamente do Inferno, e lógico, o numero das contas bancárias para depósito de doações, que comprarão o lugar no Paraíso. (*)

Radio : Sony ICF-SW77
Antena : longwire 20 metros

Data 17/10/2009

Frequência – Hora UTC – Emissora – Comentários – Código SINPO

3255 kHz 2110 BBC, Meyertown, Africa do Sul – programa em ingles, noticiario – 25222

4905 kHz 2120 R Nacional Chade – programa musical, musicas de percussão – 22533

9735 kHz 2153 Deutche Welle, via Inglaterra – programa em inglês, sinal regular, duas garotas conversando, “special series for girls” – 44433

4805 kHz 2255 R Difusora Amazonas, Manauas – programa esportivo, jogo futebol – 25322

9970 kHz 0430 RTBF International, Belgica – sinal bom, programa musical, locutora em frances – 43433

9720 kHz 0456 R Victoria, LIma Peru – gemidos e urros em portunhol, implorando doações para caravana dos enfermos, desde Lima indo para Cusco, “Peru está em Victoria com David Miranda” – 34333

Como estamos enfrentando péssimas condições de propagação ionosférica que estão prejudicando a captação de sinais de Ondas Tropicais e Curtas, é interessante notar que alguns sinais começam a retornar no dial, como a Rádio Nacional de Angola em 4950 kHz.

Nesta oportunidade, observei extensiva presença da CRI – Radio China Internacional – em diversos idiomas e frequências, talvez até para ocupar os espaços deixados por outras emissoras governamentais que encerraram suas emissões em ondas curtas.

Registrei muitas emissões interessantes em outros idiomas, com os mais peculiares sotaques, como uma emissão da BBC para Zimbawe em idioma nativo, com muita música e saudações em inglês para o ouvinte : “good morning Zimbawe”. Infelizmente, não estava de posse do gravador, pois a locutora da BBC além de falar rápido, falava cantando, de uma forma bem musical, por longo período de tempo, quando então, fazia uma saudação em inglês, e reproduzia músicas africanas realmente muito interessantes.

São facetas culturais que somente o rádio pode proporcionar.

(*)

Em relação a este tema, a comercialização e os negócios que são realizados por pseudo missionários, que infestam o dial do rádio brasileiro, vale ressaltar uma nota em destaque na página da HCJB, a Voz do Equador, que fala a respeito deste tema. Muito interessante e oportuno, de forma a separar o joio do trigo.

Data: 30/07/2009

QUANDO A RELIGIÃO SE TORNA COMÉRCIO
Quando religião se torna comércio – Victor Arndt

Uma das passagens bíblicas que são mais conhecidas está em João 2:16 na qual o
Senhor Jesus entrou no templo em Jerusalém, e expulsou os vendedores e os
animais que eram vendidos ali, derrubando as mesas dos cambistas e dizendo, não
façais da casa de meu pai, casa de negócios.

Deve ter sido um momento de grande tensão, ver o Senhor que cuidava dos pobres,
curava os enfermos, e agora entrando no templo reagindo daquela maneira. Que
teria acontecido? É que haviam tornado o templo, que era a casa do Senhor, numa
casa de comércio. Jesus não aceitou este fato, e agiu da maneira como vemos
descrito nos evangelhos.

A linha divisória entre a boa administração eclesiástica, e o comércio religioso
às vezes é muito delicada. Nós sabemos que uma igreja para manter os serviços
pastorais, de assistência à crianças, jovens e adultos, precisa de dinheiro. Há
contas de manutenção, há gastos de luz, água, telefone e tantas outras coisas
que precisam ser pagas, e de onde vem as entradas para fazer frente a estas
obrigações? Evidentemente das contribuições que os membros desta igreja
apresentam voluntariamente.

Os funcionários da igreja, os pastores, os obreiros precisam de um salário com o
qual podem viver, e aqui é onde toda esta questão de dinheiro entra em jogo. E é
exatamente neste ponto onde muitos dizem que as igrejas ou organizações
religiosas somente estão interessadas no dinheiro que podem recolher. E é
exatamente aqui que entra a dificuldade. Se o propósito é apenas ou
principalmente o negócio, a comercialização eclesiástica, então estamos na mesma
situação em que estavam os vendedores do templo.

Se porém, nossa preocupação, e interesse é a vida das pessoas, se nosso
interesse principal é suprir as necessidades das pessoas, e a questão financeira
vem em segundo ou terceiro plano, então se trata de administrar corretamente
aquilo que é oferecido. Toda esta questão é muito delicada, e todo cuidado é
pouco.

Então devemos em primeiro lugar verificar quais são nossas prioridades. Por que
estamos fazendo o que fazemos? Por amor a Deus, ou por negócio?

Dependendo de nossa resposta também temos claramente a reação da parte do
Senhor. Se nosso motivo principal é a comercialização religiosa, então estamos
reprovados. Mas se estamos interessados na salvação e restauração de vidas, a
questão financeira terá seu lugar apropriado, e sendo bons administradores
daquilo que Deus nos concede, certamente podemos servir a Deus com o que Ele nos
concede.

Fonte : http://www.hcjb.com.br/

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Governo do Pará reativa a Rádio Cultura Ondas Tropicais

Conforme noticiado no blog de Célio Romais, e divulgado na impressa do Pará, a frequência de 5045 kHz foi re-ativada, inicialmente operando com baixa potência para testes do parque emissor, até atingir os 10 kWatts de potência nominal.

O comunicado a imprenssa contém alguns equívocos a respeito das emissões de rádio, como a propagação “troposférica”, ao invés de “ionosférica” – que é o correto – e a unidade kHz ao invés de Kwatt, para descrever a potência do transmissor. E também vale notar, que a frequência de operação não é citada nos comunicados á imprensa.

O Governo do Estado, por meio da Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa), reinaugura nesta terça-feira (06), no município de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, a Rádio Cultura Ondas Tropicais. Depois de 11 anos desativada, a rádio, que foi o primeiro veículo da Funtelpa, reinicia suas atividades às 16h, com um programa ao vivo.

A Rádio Cultura Ondas Tropicais representa um investimento de R$ 1,18 milhão, com aportes financeiros do governo estadual e de um convênio firmado com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Com a maior capacidade de alcance comparada com as AMs e FMs, a Rádio Cultura OT diferencia-se pela proposta de atender principalmente o público do interior paraense, trazendo as notícias relevantes para o interior, comunicados e uma programação musical especial.

Os dois primeiros programas da grade da Rádio Cultura OT serão norteados por três princípios básicos: serviço, informação e música. A OT é uma ferramenta que se inclui na política de integração do estado defendida pelo governo Ana Júlia Carepa. Inicialmente, serão dois programas: “Nas Ondas do Rádio”, veiculado diariamente, das 16h às 18h; e o “Acorda, Pará”, das 6h às 8h da manhã. Estes horários foram escolhidos por serem os melhores horários de recepção da OT.

Capacidade – A Rádio Cultura OT reinicia suas atividades com dois transmissores: o principal, de 10 KHz, e o reserva, de 1KHz. Nas primeiras semanas, a potência do transmissor será avaliada e aumentada gradativamente, até alcançar sua potência máxima. Quando estiver no máximo, o transmissor terá capacidade para alcançar todos os 143 municípios do estado do Pará, e até mesmo outros países da América do Sul e outros continentes, como a Europa.

A Rádio Cultura Onda Tropical possui uma estrutura de transmissão, localizada em Marituba, na antiga Fazenda da Pirelli, e uma estrutura de estúdio, localizada no prédio sede da Funtelpa, em Belém. Em Marituba, estão localizados o transmissor e a antena, que serão interligados ao estúdio através de links.

Para a inauguração da rádio, foi montado em Marituba um estúdio de rádio, no qual entrará no ar, ao vivo, o programa “Nas Ondas do Rádio”. Início, fim e recomeço – A OT é um sistema que transmite ondas por meio de sinais enviados para a troposfera. O sinal é refletido e reenviado para a Terra.

A Rádio Cultura Ondas Tropicais nasceu em 1977 e a partir de 1978 entrou definitivamente em operação. A Rádio Cultura chegava aonde não chegava a televisão e nenhum outro veículo de comunicação, a não ser a emissora oficial do Governo do Estado. A emissora sempre foi um veículo com o objetivo de auxiliar os ouvintes onde que eles estivessem. Em abril de 1998, a Rádio Cultura do Pará Ondas Tropicais foi retirada do ar. Motivo: o Governo do Estado precisou do terreno onde estava instalado o transmissor, e prometeu levar os equipamentos para um outro local, o que não aconteceu, e não se sabe por que não houve interesse por parte das autoridades de dar continuidade de funcionamento à emissora.

A Rádio Cultura OT se calou e com ela toda a população paraense que tinha espaço garantido, serviço, informação, entretenimento, cultura e educação. Mas o que ficou calado durante 11 anos vai voltar a falar para a Amazônia, para o Brasil e para o mundo. A volta da Rádio Cultura Ondas Tropicais já é realidade. A nova administração da Funtelpa, quando assumiu, em 2007, procurou saber da situação da concessão da emissora e descobriu que havia a possibilidade de a mesma voltar a funcionar.

Após um trabalho árduo de muita luta e pesquisa, o que parecia um sonho está se tornando realidade: a Onda Tropical volta a funcionar já em 2009, graças ao esforço da presidência da Funtelpa, que conseguiu financiamento para a compra de equipamentos. A população paraense, em muitos municípios distantes onde nem a televisão e nenhum outro tipo de comunicação chega, voltará a contar com a presença da Rádio Cultura OT. Serviço: Inauguração da Rádio Cultura Ondas Tropicais, em Marituba (BR-316, Estrada da Pirelli, na Área de Proteção Ambiental – antiga Fazenda da Pirelli), nesta terça-feira (06), às 16h.

Fonte : http://www.fapespa.pa.gov.br/?q=node/1030

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HCJB Encerra suas transmissões de Rádio

A HCJB Voz do Equador encerrará suas transmissões de rádio em ondas curtas.

A mais tradicional emissora em ondas curtas encerra melancólicamente suas emissões em ondas curtas em quase 80 idiomas para todo mundo, iniciadas em 1931.

O seu parque emissora, em Quito, Equador, está sendo desmontado para dar lugar a expansão do aeroporto internacional, e a desta forma, segundo a HCJB, a logística de desmontam o parque de antenas e transmissores e instalar em outra localidade, inviabiliza financeiramente esta mudança.

Apesar da emissora ter realizado testes para utilizar os transmissores do Chile para suas emissões em Português para o Brasil, a HCJB declara oficialmente que está revendo sua estratégia para a América Latina, e estranhamente, contrariando sem lema de ser “global”, conclui que é melhor as comunidades locais produzirem e apresentarem seu próprio conteúdo, com base na cultura local.

Também acrescenta que há possibilidade de se utilizar emissoras FM locais , Internet, e canais de satélite para distribuir sua programação para a América Latina.

Abaixo, a íntegra do press release da emissora.

HCJB Global

FIM DAS TRANSMISSÕES EM ONDAS CURTAS PELA RÁDIO HCJB DE QUITO EQUADOR

Continuamos em intercessão pelo futuro das transmissões em ondas curtas.

Nosso ministério prossegue normalmente com produção de programas que são transmitidos em AM/FM em diferentes cidades do nosso Brasil. Nossa programação está também no site www.hcjb.com.br que é atualizado semanalmente, e também em webradios, mas temos a triste notícia de que o prazo do fim das transmissões em ondas curtas de Pifo no Equador foi antecipado para 30 de setembro de 2009.

A Missão HCJB GLOBAL fechará a localidade de Pifo onde estão as antenas de transmissão dia 30 de setembro deste ano. Um dos motivos é a construção do novo aeroporto internacional nas proximidades. Outro motivo é a crise financeira que afetou drasticamente as entradas financeiras da missão e mudança de visão por parte da direção da missão.

Nós da HCJB do Brasil, somos uma entidade autônoma e queremos lutar para que haja continuidade de transmissões em ondas curtas porque ainda vemos a grande necessidade do povo brasileiro que mora em áreas rurais, ribeirinhas que não tem acesso a emissoras AM ou FM ou mesmo acesso a internet. Muitos lugares no nosso Brasil ainda não têm energia elétrica. E nestes lugares estes outros veículos de comunicação têm dificuldade de acesso. E o desejo do nosso coração é continuar transmitindo a Palavra de Deus para este povo.

Para isso se concretizar entramos em contato com diferentes emissoras de ondas curtas para a compra de tempo de transmissão. Temos algumas propostas que estão sendo analisadas e o principal problema que vemos é cobrir as despesas financeiras.

Precisamos de parceiros que assumam um compromisso de colaborar para que possamos continuar transmitindo em ondas curtas. Potencialmente podemos atingir milhares de pessoas pelas ondas curtas.

Deus tem cuidado da nossa situação financeira. Até o final do mês temos recebido o suficiente para a sobrevivência, para as necessidades básicas, mas agora temos de aumentar essa quantia para pagar horário de transmissão.

Você quer ser um destes parceiros? Você assume alguns minutos de transmissão? Com um dólar você paga um minuto de transmissão.

Esta é a situação atual. É tempo de transição, de mudanças. Estamos investindo mais em nosso site, mas, vemos a necessidade do povo que não tem acesso a esta mídia.

Confiamos na orientação de Deus: “Não vos inquieteis com o dia de amanhã…” MT 6.34

Unidos em Cristo, seus amigos da HCJB!

Fone: (41) 3376-3553 –
E-mail: hcjb@hcjb.com.br –
Ouça a nossa programação: www.hcjb.com.br

Seja um parceiro da HCJB!
Cada U$ doado equivale a um minuto de transmissão.
BANCO ITAÚ S/A BRADESCO S/A
Ag.0624 c/c 13331-0 Ag.3287-5 c/c 12980-1
Curitiba – PR

HCJB Global Voice Moves Up End Date of International Broadcasts from
Ecuador

The end date for international broadcasts from Radio Station HCJB in Ecuador has been moved up as the missionary radio ministry defines new strategies for future outreach.

Anticipating the opening of the new Quito airport near the station’s international transmitter site in Pifo, staff members have already dismantled all but 14 antennas and towers. Present shortwave broadcasts in Portuguese, Spanish, German and indigenous languages, including Quichua, had earlier been announced to end no later than April 1, 2010.

These international broadcasts will cease between September and November 2009.

Announcing the earlier closure date of Pifo, Graham Bulmer, HCJB Global’s director for the Latin America Region, said, “These times stretch us, causing us both to doubt and to grow in faith and opefully drive us to confess our dependence on God. We believe He is guiding us. We hold all things with open hands and pursue understanding of what God expects of us as stewards of the esources of His kingdom.”

The Pifo closure will impact Radio Station HCJB’s Quichua Language Service with some programming moving from the shortwave frequencies to the local AM channel. Investigations are also being made regarding the possibility of transferring HCJB-2, the ministry’s 37-year-old FM station in Guayaquil (Ecuador’s largest city), into the hands of local partners.

The mission’s newer strategy, begun in the 1990s, has been to reduce its emphasis on shortwave in Latin America while focusing on “radio planting” or assisting local ministries realize their dream of beginning a Christian radio ministry. More than 300 local stations have been helped in these endeavors worldwide, including about 60 in Latin America. HCJB Global also continues to expand its raining ministries across the region.

“The way people consume media has changed,” said HCJB Global President Wayne Pederson. “So we have the opportunity to change to delivery systems such as satellite, FM Internet and odcasting. The closing of shortwave in Latin America is strategic because of the planting of local FM radio stations across the region and around the world. These stations are staffed and programmed by local believers who can speak to the culture in their own communities.”

Pederson recently told the staff that a high priority for the mission is its initiative for Latin America called Corrientes that launches in October. The coalition of more than 10 Christian organizations involves training Latin Americans for bi-vocational mission work around the world.

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Rádio Voz da Rússia – Correio da Amizade

Integração Rádio e Internet

Desdes os áureos dias da radiodifusão internacional através das ondas curtas, o intercâmbio cultural sempre foi um dos pontos fortes da prática da radioescuta – se podemos considerar a radioescuta como hobby – porém, nestes tempos de Internet, ambos se complementam.

Após enviar mensagem para o programa Correio da Amizade e ter recebido simpática mensagem no ar, para todo o mundo de lingua portuguesa, eis que tenho a grata surpresa de receber fotos da dona da voz que produz o programa.

Além de hábito saudável sob todos os aspectos, é importante lembrar que ao mantermos intercâmbio com as emissoras internacionais mostramos também nosso interesse na continuidade deste importante meio de comunicação.

Maria Sigalova - Voz da Rússia
Maria Sigàlova – Redatora e Radialista da Voz da Rússia no Uzbequistão

Estas fotos segundo a Maria foram tiradas em viajem ao Uzbequistão.

Maria Sigalova - Voz da Rússia
Maria Sigàlova – Redatora e Radialista Voz da Rússia no Uzbequistão

Conheça o time completo da redação da Voz da Rússia em http://www.ruvr.ru/main.php?lng=prt&w=52

Radio Voz da Russia

"A Voz da Rússia" começou as suas
transmissões em português em 1934.O objetivo das nossas emissões é
apresentar-lhes a vida, cultura, história dos povos da Rússia multinacional, a
sua política externa e interna.
A nossa redação é relativamente pouco numerosa.Nela trabalham pouco mais de uma
dezena de pessoas.O que une todos nós é o amor, o interesse para com o
radiojornalismo, a cultura, história, vida dos povos dos países de expressão
portuguesa.
O nosso endereço é: Serviço em português da Voz da Rússia. Rua Piátnitskaia 25,
115326 Moscou, Rússia.

e-mail: letters@ruvr.ru

PS: O Uzbequistão ou Usbequistão é uma ex-república soviética da Ásia Central, limitado a norte pelo Cazaquistão, a leste pelo Quirguistão e pelo Tadjiquistão, a sul pelo Afeganistão e a sul e a oeste pelo Turcomenistão. Além do território principal, inclui também os enclaves de Sokh e de Iordan, no Quirguistão. Capital: Tashkent

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Radio Voz da Russia – Correio do Ouvinte – 25/09/2009

Бразилия – португальско

Radio Voz da Russia

Ouça trecho do programa Correio do Ouvinte levado ao ar em 25 de setembro de 2009, citando minha carta a redação da emissora. O programa apresentado por Maria e Helena, é um importante canal de relacionamento com a emissora.

São duas jornalistas russas que falam muito bem nosso idioma, e sempre respondem as cartas dos ouvintes com simpatia e atenção.

O trecho abaixo é um extrato do programa onde minha carta, na realidade, um email, foi lido no ar, com 6 minutos de duração.

Enfim, é o rádio de ondas curtas aproximando os povos e continentes.

Rádio Voz da Rússia - Correio do Ouvinte
Rádio Voz da Rússia – Correio do Ouvinte, 25 de setembro de 2009, extrato de 6 minutos com a leitura de minha carta

Obrigado a Voz da Rússia, parabéns pelos seus 80 anos no ar e que continuem par mais muito tempo no ar, em especial em Português para o Brasil.

Rádio Voz da Rússia - Correio do Ouvinte
Rádio Voz da Rússia – Correio do Ouvinte, 25 de setembro de 2009 – programa completo de 15 minutos

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