{"id":63,"date":"2009-05-16T02:13:40","date_gmt":"2009-05-16T05:13:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.sarmento.eng.br\/2009\/05\/18\/nossa-estrela-o-sol\/"},"modified":"2009-05-20T21:40:07","modified_gmt":"2009-05-21T00:40:07","slug":"nossa-estrela-o-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/?p=63","title":{"rendered":"Nossa Estrela, o SOL"},"content":{"rendered":"<p><strong>No\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas sobre Meteorologia Espacial<\/strong><\/p>\n<p>[photopress:Sun.png,thumb,centered]<\/p>\n<p>Todos n\u00f3s sabemos que o SOL \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para a vida em nosso planeta Terra, mas poucos de n\u00f3s j\u00e1 tiveram a oportunidade de ter uma boa descri\u00e7\u00e3o de nossa estrela e de suas varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O SOL \u00e9 uma estrela m\u00e9dia, similar a milh\u00f5es de outras no Universo. Trata-se de uma prodigiosa m\u00e1quina de energia, fabricando em torno de 3.8 x 1023 KiloWatts. Em outras palavras, se o total da energia produzida pelo SOL fosse condensado por um segundo proveria a um pa\u00eds como os Estados Unidos, por exemplo, energia suficiente, em seu padr\u00e3o atual de consumo, para seus pr\u00f3ximos 9.000.000 anos.<\/p>\n<p>A fonte b\u00e1sica de energia para o SOL \u00e9 a fus\u00e3o nuclear, o qual utiliza as altas temperaturas e densidades dentro do n\u00facleo para fundir o hidrog\u00eanio, produzindo energia e criando o h\u00e9lio como subproduto. O n\u00facleo \u00e9 t\u00e3o denso e o tamanho do SOL t\u00e3o grande que a energia liberada no centro do SOL leva cerca de 50.000.000 de anos para chegar a superf\u00edcie, se sobrepondo um n\u00famero incont\u00e1vel de absor\u00e7\u00f5es e re-emiss\u00f5es durante o processo. Se o SOL tivesse o processo de produ\u00e7\u00e3o de energia terminado hoje, levaria 50.000.000 anos para os efeitos serem sentidos no nosso planeta Terra !<\/p>\n<p>O SOL tem produzido suas energias radiantes e t\u00e9rmicas durante os \u00faltimos 4 ou 5 bilh\u00f5es de anos. Ele possui hidrog\u00eanio suficiente para continuar produzindo para outros bilh\u00f5es de anos. Entretanto, em torno de 10 a vinte bilh\u00f5es de anos a superf\u00edcie do SOL come\u00e7ar\u00e1 a se expandir, englobando os planetas em \u00f3rbita (incluindo a Terra). Nesta ocasi\u00e3o, nosso SOL ir\u00e1 ser conhecido como uma estrela gigante vermelha. Se o SOL fosse mais massivo, ele iria colapsar e entrar em igni\u00e7\u00e3o novamente como uma estrela que queima h\u00e9lio. Devido ao seu tamanho m\u00e9dio, entretanto, o SOL, espera-se que o SOL simplesmente se contraia e se torne uma relativamente pequena, estrela gelada conhecida como an\u00e3 branca.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo se sabe que o SOL n\u00e3o \u00e9 est\u00e1vel, e ainda apresenta algumas caracter\u00edsticas especiais. Os gregos identificaram manchas solares primeiro no ano de 325 A.C. Algumas das mais importantes caracter\u00edsticas solares s\u00e3o explicadas nas seguintes se\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Manchas Solares &#8211; Sunspots<\/strong><\/p>\n<p>[photopress:5290_19890101_092200.jpg,full,centered]<\/p>\n<p>Manchas solares, \u00e1rea escuras na superf\u00edcie do SOL, cont\u00e9m campos magn\u00e9ticos muito fortes que est\u00e3o em constante deslocamento. Uma mancha solar de tamanho moderado \u00e9 quase t\u00e3o grande quando nosso planeta Terra. As manchas solares se forma e se dissipam durante per\u00edodos de dias ou semanas. Elas ocorrem quando campos magn\u00e9ticos fortes emergem atrav\u00e9s da superf\u00edcie solar e permite que a \u00e1rea se esfrie levemente, de um calor de fundo de valor de 6.000 \u00b0 C para aproximadamente 4.200 \u00b0 C; esta \u00e1rea aparece como uma mancha escura em contraste com o SOL. A rota\u00e7\u00e3o destas manchas pode ser vista na superf\u00edcie solar; elas levam em torno de 27 dias para fazer uma completa rota\u00e7\u00e3o como observado a partir da Terra. As manchas solares continuam mais ou menos no mesmo local no SOL. <\/p>\n<p>Perto do equador solar a superf\u00edcie rotaciona em uma taxa mais r\u00e1pida que pr\u00f3ximo aos p\u00f3los solares.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.swpc.noaa.gov\/SWN\/mlso_halpha_sm.gif\" alt=\"Manchas Solares\" \/><\/p>\n<p>Grupos de manchas solares, especialmente aquelas com configura\u00e7\u00f5es complexas de campos magn\u00e9ticos, s\u00e3o freq\u00fcentemente os locais de labaredas. Nos \u00faltimos 300 anos, o numero m\u00e9dio de manchas solares tem se apresentado regularmente com inicio e fim em um clico de onze anos. O SOL, tal qual a Terra, apresenta esta\u00e7\u00f5es, por\u00e9m sem \u201cano\u201d equivale a onze dos nossos. O m\u00e1ximo solar ocorre nos anos que as manchas solares s\u00e3o mais numerosas. Durante o Maximo solar, a atividade no SOL e seus efeitos no nosso ambiente terrestre s\u00e3o elevados.<\/p>\n<p><strong>Eje\u00e7\u00e3o de Massa Coronal &#8211; CME \tCoronal Mass Ejection (CME)<\/strong><\/p>\n<p>[photopress:Coronal_Ejection.gif,full,]<\/p>\n<p>A atmosfera solar exterior, denominada de corona, \u00e9 estruturada por campos magn\u00e9ticos fortes. Nos locais onde estes campos s\u00e3o fechados, geralmente acima de grupos de manchas solares, a atmosfera solta confinada pode s\u00fabita e violentamente liberar bolhas ou l\u00ednguas de g\u00e1s e campos magn\u00e9ticos chamados de eje\u00e7\u00f5es de massa coronal. Uma grande CME (Coronal Mass Ejection) pode contem 1.016 grams (um bilh\u00e3o de toneladas) de mat\u00e9ria que pode ser acelerada a v\u00e1rios milh\u00f5es de quil\u00f4metros por hora em uma espetacular explos\u00e3o. O material solar se propaga atrav\u00e9s do meio interplanet\u00e1rio, impactando qualquer planeta ou nave espacial em seu caminho. As CMEs s\u00e3o algumas vezes associadas com labaredas, mas geralmente ocorrem independentemente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.swpc.noaa.gov\/SWN\/sw_dials.gif\" alt=\"Velocidade do Vento Solar e Campo Magn\u00e9tico\" \/><\/p>\n<p><strong>Labaredas &#8211; Flares<\/strong><\/p>\n<p>[photopress:arch4.gif,full,alignleft]<\/p>\n<p>As labaredas solares s\u00e3o libera\u00e7\u00f5es intensas e de curta dura\u00e7\u00e3o de energia. Elas s\u00e3o observadas como \u00e1reas brilhantes no SOL em comprimentos de onda \u00f3pticos e como explos\u00f5es de ru\u00eddo em comprimentos de onda de r\u00e1dio; elas podem durante desde minutos at\u00e9 horas. As labaredas s\u00e3o os maiores eventos explosivos do nosso sistema solar. A fonte prim\u00e1ria de energia para as labaredas parecem ser rompimentos e re-conex\u00f5es de campos magn\u00e9ticos fortes. Elas irradiam atrav\u00e9s do espectro eletromagn\u00e9tico, desde raios gama at\u00e9 raios X, atrav\u00e9s da luz vis\u00edvel at\u00e9 ondas de r\u00e1dio de comprimento longo.<\/p>\n<p><strong>Buracos na Corona &#8211; Coronal Holes<\/strong><\/p>\n<p>[photopress:xray_small.gif,full,alignleft]<\/p>\n<p>Os buracos na corona s\u00e3o caracter\u00edsticas solares vari\u00e1veis que podem durar de semanas a meses. Eles s\u00e3o grandes, \u00e1reas escuras onde o SOL \u00e9 observado em comprimentos de onda de raios X, algumas vezes t\u00e3o largos quanto um quarto da superf\u00edcie do SOL. Estes buracos s\u00e3o enraizados em c\u00e9lulas grandes de campos magn\u00e9ticos unipolares na superf\u00edcie do SOL; suas linhas de campo se estendem at\u00e9 fora do sistema solar. Estas linhas de campo abertas permitem um continuo fluxo de alta velocidade de vento solar. Os buracos na corona apresentam um ciclo de longa dura\u00e7\u00e3o, mas o ciclo n\u00e3o corresponde exatamente ao ciclo das manchas solares; os buracos tendem a ser mais numerosos nos anos seguintes ao m\u00e1ximo das manchas solares. Em alguns est\u00e1gios do ciclo solar, estes buracos s\u00e3o continuamente vis\u00edveis ao norte solar e no p\u00f3lo sul.<\/p>\n<p><strong>Efeitos das Tempestades da Meteorologia Espacial<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aurora<\/strong><\/p>\n<p>[photopress:aurorapaintsm.gif,full,alignleft]<\/p>\n<p>A aurora \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o din\u00e2mica e visualmente delicada de tempestades geomagn\u00e9ticas induzidas pelo SOL. O vento solar energiza os el\u00e9trons e \u00edons na magnetosfera. Estas part\u00edculas geralmente entram na atmosfera superior da Terra pr\u00f3ximo as regi\u00f5es polares. Quando as part\u00edculas atacam as mol\u00e9culas e \u00e1tomos da fina, alta atmosfera, algumas delas iniciam a brilhar em cores diferentes. A aurora come\u00e7a entre as latitudes 60 e 80 graus. Assim como a tempestade se intensifica, a aurora se espalha em dire\u00e7\u00e3o ao equador. Durante uma n\u00e3o usual grande tempestade em 1909, uma aurora se tornou vis\u00edvel em Singapura, no equador geomagn\u00e9tico. A aurora prov\u00ea exibi\u00e7\u00f5es belas, mas ele \u00e9 apenas um sinal vis\u00edvel de mudan\u00e7as na atmosfera e que podem causar dist\u00farbios nos sistemas tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.swpc.noaa.gov\/pmap\/gif\/pmapNst.gif\" alt=\"Mapa da Aurora Boreal\" \/><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.swpc.noaa.gov\/primer\/primer.html\">NOAA \/ Space Weather Prediction Center<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas sobre Meteorologia Espacial [photopress:Sun.png,thumb,centered] Todos n\u00f3s sabemos que o SOL \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para a vida em nosso planeta Terra, mas poucos de n\u00f3s j\u00e1 tiveram a oportunidade de ter uma boa descri\u00e7\u00e3o de nossa estrela e &hellip; <a href=\"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/?p=63\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-63","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-telecomunicacoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/63","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=63"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/63\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=63"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=63"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=63"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}