{"id":2157,"date":"2025-10-17T18:18:58","date_gmt":"2025-10-17T21:18:58","guid":{"rendered":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/?p=2157"},"modified":"2025-11-17T18:41:36","modified_gmt":"2025-11-17T21:41:36","slug":"introducao-a-propagacao-de-ondas-de-radiofrequencia-ondas-curtas-hf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/?p=2157","title":{"rendered":"Introdu\u00e7\u00e3o a Propaga\u00e7\u00e3o de Ondas de Radiofrequ\u00eancia (Ondas Curtas &#8211; HF)"},"content":{"rendered":"<p><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A propaga\u00e7\u00e3o de ondas de r\u00e1dio em altas frequ\u00eancias, faixa de HF de 3 a 30 MHz, continua sendo um tema central para radiodifus\u00e3o internacional, servi\u00e7os aeron\u00e1uticos e mar\u00edtimos em HF, comunica\u00e7\u00f5es militares e radioamadorismo. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX os princ\u00edpios b\u00e1sicos de propaga\u00e7\u00e3o em HF e o papel da ionosfera foram bem estabelecidos, mas a f\u00edsica detalhada da intera\u00e7\u00e3o entre ondas eletromagn\u00e9ticas e o plasma ionosf\u00e9rico \u00e9 um problema aberto e ativo na literatura cient\u00edfica, que hoje incorpora modelos de plasma anisotr\u00f3pico, espalhamento, irregularidades e acoplamento com o campo magn\u00e9tico terrestre. <\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, quem opera em ondas curtas precisa dominar alguns blocos fundamentais papel do Sol e do ciclo solar estrutura e varia\u00e7\u00e3o da ionosfera conceitos como MUF, LUF e \u00edndices solares e geomagn\u00e9ticos particularidades do Ciclo Solar 25 e seus efeitos atuais na propaga\u00e7\u00e3o para escolher a banda correta, na hora correta,  com o n\u00edvel de confiabilidade desejado.<\/p>\n<p><strong>2. Bandas de radiodifus\u00e3o em ondas curtas<\/strong><\/p>\n<p>As faixas de radiodifus\u00e3o internacional em HF continuam organizadas em bandas centradas em determinados comprimentos de onda em metros, padronizadas pela UIT por meio dos regulamentos de radiocomunica\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>A tabela a seguir resume, em ess\u00eancia, as bandas cl\u00e1ssicas de radiodifus\u00e3o em OC:<\/p>\n<p>Banda aproximada (m)\tFaixa t\u00edpica (MHz)\tUso t\u00edpico de propaga\u00e7\u00e3o<br \/>\n120 m\t~2,3 a 2,5\tAlcance regional, noturno, muito sens\u00edvel a ru\u00eddo e absor\u00e7\u00e3o<br \/>\n90 m\t~3,2 a 3,4\tAlcance regional, noturno, boa para cobrir pa\u00edses inteiros<br \/>\n75 m\t~3,9 a 4,0\tSemelhante a 90 m, muito usada em servi\u00e7os regionais<br \/>\n60 m\t~4,75 a 5,06\tCobertura regional e subcontinental \u00e0 noite<br \/>\n49 m\t~5,9 a 6,2\tNoite com m\u00e9dio alcance, alguma utiliza\u00e7\u00e3o diurna em circuitos curtos<br \/>\n41 m\t~6,9 a 7,6\tDia para curtas dist\u00e2ncias, noite para m\u00e9dio e longo alcance<br \/>\n31 m\t~9,4 a 9,9\tBanda cl\u00e1ssica de DX, dia e noite, dependendo da esta\u00e7\u00e3o e da MUF<br \/>\n25 m\t~11,6 a 12,1\tMuito eficiente de dia para m\u00e9dio e longo alcance<br \/>\n22 m\t~13,6 a 13,9\tBoa para dist\u00e2ncias m\u00e9dias de dia, pode abrir \u00e0 noite em m\u00e1ximo solar<br \/>\n19 m\t~15,1 a 15,8\tExcelente banda diurna em ciclos fortes, com DX intercontinental<br \/>\n16 m\t~17,5 a 17,9\tNot\u00e1vel em m\u00e1ximos solares, muitas vezes com sinais fort\u00edssimos<br \/>\n15 m\t~18,9 a 19,0\tMais sens\u00edvel ao ciclo solar, \u00fatil em m\u00e1ximos e hor\u00e1rios centrais do dia<br \/>\n13 m\t~21,45 a 21,85\tEm m\u00e1ximos solares abre de forma espetacular para longas dist\u00e2ncias<br \/>\n11 m\t~25,7 a 26,1\tExtremamente dependente do ciclo; hoje, no Ciclo 25, abre com frequ\u00eancia<\/p>\n<p>Em termos operacionais, a regra geral continua v\u00e1lida:<\/p>\n<p>frequ\u00eancias acima de cerca de 10 MHz tendem a ser mais utiliz\u00e1veis durante o dia,<br \/>\nfrequ\u00eancias abaixo de cerca de 10 MHz tendem a ser mais eficientes \u00e0 noite, quando a camada D praticamente desaparece,<br \/>\nmas isso \u00e9 apenas um ponto de partida. A escolha fina depende do estado da ionosfera no dia e na hora em quest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>3. Sol, ciclo solar e situa\u00e7\u00e3o atual do Ciclo 25<\/strong><\/p>\n<p>O Sol \u00e9 a fonte de energia que ioniza as camadas superiores da atmosfera, formando a ionosfera e permitindo a propaga\u00e7\u00e3o em longa dist\u00e2ncia em HF. A atividade solar varia em ciclos de aproximadamente 11 anos, medidos principalmente por dois indicadores:<\/p>\n<p>n\u00famero de manchas solares,<br \/>\nfluxo de r\u00e1dio em 10,7 cm, o F10.7<\/p>\n<p>O Ciclo Solar 25 come\u00e7ou em dezembro de 2019 e deve se estender at\u00e9 aproximadamente 2030. <\/p>\n<p>Pontos essenciais, agora, em novembro de 2025:<\/p>\n<p>O ciclo 25 foi inicialmente previsto como moderado, com pico suave em 2025 com n\u00famero suavizado de manchas em torno de 115. <\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00f5es posteriores mostraram que o ciclo superou essa previs\u00e3o. O m\u00e1ximo observado de manchas n\u00e3o suavizadas atingiu cerca de 216 em agosto de 2024, com pico suavizado em torno de 160,8 em outubro de 2024, acima da maioria dos cen\u00e1rios iniciais. <\/p>\n<p>Em 2023 e 2024 ocorreram v\u00e1rias fulgura\u00e7\u00f5es de classe X fortes, incluindo eventos X8.7 e X9 em 2024. <\/p>\n<p>Em 11 de novembro de 2025, a regi\u00e3o ativa 4274 produziu uma fulgura\u00e7\u00e3o X5.16 com eje\u00e7\u00e3o de massa coronal r\u00e1pida e alerta de tempestade geomagn\u00e9tica severa G4, mostrando que o ciclo ainda est\u00e1 em n\u00edvel alto de atividade. <\/p>\n<p>A NOAA publica previs\u00f5es mensais do n\u00famero de manchas e do fluxo F10.7. Essas proje\u00e7\u00f5es indicam que, ao longo de 2025, o ciclo mant\u00e9m patamar elevado, com valores suavizados de manchas acima de 120 e F10.7 tipicamente acima de 150 unidades solares na maior parte do ano. <\/p>\n<p>Para ondas curtas, isso significa:<\/p>\n<p>MUFs mais altas e bandas de 15, 13 e 11 metros com aberturas amplas durante o dia,<br \/>\nmaior probabilidade de apag\u00f5es de HF na face diurna durante fulgura\u00e7\u00f5es fortes,<br \/>\nmaior frequ\u00eancia de tempestades geomagn\u00e9ticas que degradam rotas polares.<\/p>\n<p><strong>4. Ionosfera e camadas D, E, F1 e F2<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.sarmento.eng.br\/Fotos\/Ionospheric_reflectionDay_and_Night.png\" alt=\"null\" \/><br \/>\n<em>Reflex\u00e3o Ionosf\u00e9rica &#8211; Noite e Dia<\/em><\/p>\n<p>A radia\u00e7\u00e3o ultravioleta e de raios X do Sol ioniza o oxig\u00eanio e o nitrog\u00eanio nas altitudes entre cerca de 50 e 500 km, produzindo \u00edons e el\u00e9trons livres que comp\u00f5em o plasma ionosf\u00e9rico. <\/p>\n<p>Tradicionalmente, descrevem-se quatro regi\u00f5es principais:<\/p>\n<p><strong>Camada D<\/strong><\/p>\n<p>cerca de 50 a 90 km<\/p>\n<p>aparece apenas durante o dia,<br \/>\natua principalmente como absorvedora de HF, especialmente abaixo de 10 MHz<\/p>\n<p><strong>Camada E<\/strong><\/p>\n<p>cerca de 90 a 140 km<\/p>\n<p>importante para comunica\u00e7\u00f5es regionais e, em situa\u00e7\u00f5es especiais, para espalhamento espor\u00e1dico em VHF<\/p>\n<p><strong>Camadas F1 e F2<\/strong><\/p>\n<p>de cerca de 140 at\u00e9 350 ou 400 km,<br \/>\ndurante o dia podem aparecer como F1 e F2 distintas,<br \/>\n\u00e0 noite tendem a se fundir em uma \u00fanica regi\u00e3o F.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o F2 \u00e9 a mais relevante para propaga\u00e7\u00e3o de longa dist\u00e2ncia em HF, pois apresenta as maiores alturas virtuais e as maiores frequ\u00eancias cr\u00edticas. <\/p>\n<p>\u00c0 noite, a camada D desaparece, a E enfraquece e a regi\u00e3o F se mant\u00e9m parcialmente ionizada. Isso reduz a absor\u00e7\u00e3o em baixas frequ\u00eancias e explica por que bandas como 160, 80 e 40 metros passam a permitir contatos a centenas ou milhares de quil\u00f4metros, inclusive em ondas m\u00e9dias. <\/p>\n<p><strong>5. MUF, LUF e faixa \u00f3tima de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, a an\u00e1lise de propaga\u00e7\u00e3o em HF \u00e9 feita com base em modelos padronizados como a Recomenda\u00e7\u00e3o ITU R P.533, que define o m\u00e9todo oficial para previs\u00e3o de desempenho de circuitos HF, incluindo c\u00e1lculo da MUF para diferentes modos de propaga\u00e7\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o por mecanismos adicionais e determina\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de sinal esperado. <\/p>\n<p><em>Tr\u00eas conceitos operacionais s\u00e3o cr\u00edticos<\/em><\/p>\n<p><em>MUF, Maximum Usable Frequency<\/em><br \/>\nmaior frequ\u00eancia na qual, para um dado percurso e hor\u00e1rio, a onda ainda \u00e9 refratada de volta \u00e0 Terra com confiabilidade m\u00ednima especificada<\/p>\n<p><em>LUF, Lowest Usable Frequency<\/em><br \/>\nmenor frequ\u00eancia em que a rela\u00e7\u00e3o sinal ru\u00eddo \u00e9 aceit\u00e1vel, limitada principalmente por absor\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o D e por ru\u00eddos atmosf\u00e9ricos e artificiais<\/p>\n<p><em>OWF, frequ\u00eancia \u00f3tima de trabalho<\/em><br \/>\ngeralmente na faixa de 80 a 90 por cento da MUF, onde se obt\u00e9m melhor compromisso entre n\u00edvel de sinal, estabilidade e probabilidade de propaga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Softwares como VOACAP, ASAPS e implementa\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria P.533 geram previs\u00f5es mensais de MUF, LUF e confiabilidade de circuito com base em modelos clim\u00e1ticos da ionosfera, normalmente acoplados ao modelo IRI, International Reference Ionosphere. <\/p>\n<p><strong>6. \u00cdndices solares e geomagn\u00e9ticos e como utiliz\u00e1-los<\/strong><\/p>\n<p>Os \u00edndices citados no texto original continuam sendo refer\u00eancia, mas hoje h\u00e1 acesso praticamente em tempo real via web e APIs.<\/p>\n<p><em>N\u00famero de manchas solares<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 uma medida padronizada da atividade de manchas. Valores pr\u00f3ximos de zero indicam m\u00ednimo solar; valores acima de 150 indicam forte atividade. No Ciclo 25, n\u00fameros di\u00e1rios n\u00e3o suavizados chegaram a 216 em agosto de 2024, com valores regularmente altos em 2023 2025. <\/p>\n<p>Fluxo solar F10.7<\/p>\n<p>Medido em 2800 MHz, 10,7 cm, \u00e9 diretamente usado em modelos de ionosfera e previs\u00e3o de MUF. Valores em torno de 70 indicam m\u00ednimo; valores acima de 150 indicam ioniza\u00e7\u00e3o forte e MUFs elevadas. <\/p>\n<p>\u00cdndices Kp e Ap<\/p>\n<p>Correspondem ao que o texto original chama de \u00edndices K e A.<\/p>\n<p>Kp varia de 0 a 9, calculado de 3 em 3 horas. Indica a perturba\u00e7\u00e3o geomagn\u00e9tica instant\u00e2nea. Valores de Kp iguais ou superiores a 5 indicam tempestade geomagn\u00e9tica, com impactos fortes em HF, principalmente em rotas polares e de altas latitudes. <\/p>\n<p>Ap \u00e9 uma m\u00e9dia di\u00e1ria dos dist\u00farbios, derivada de Kp. Valores abaixo de 10 indicam ionosfera quieta. Valores acima de 40 sinalizam condi\u00e7\u00f5es de tempestade e forte absor\u00e7\u00e3o em HF em certas regi\u00f5es. <\/p>\n<p><em>Onde obter esses dados hoje<\/em><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos boletins em HF como WWV e WWVH, mencionados no texto original e que continuam ativos, hoje \u00e9 trivial obter tudo isso pela internet em tempo quase real:<\/p>\n<p>NOAA Space Weather Prediction Center<br \/>\ngr\u00e1ficos de progresso do Ciclo 25, previs\u00e3o de manchas e F10.7, \u00edndices Kp, Ap, avisos de flares e tempestades geomagn\u00e9ticas. <\/p>\n<p>NASA e bases agregadas como SpaceWeatherLive<br \/>\ns\u00e9ries hist\u00f3ricas, listagem das maiores flares, gr\u00e1ficos comparativos de ciclos. <\/p>\n<p>Isso permite que o operador de ondas curtas integre previs\u00e3o clim\u00e1tica ionosf\u00e9rica com observa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas em tempo real.<\/p>\n<p><strong>7. Impactos atuais na propaga\u00e7\u00e3o de ondas curtas<\/strong><\/p>\n<p>A literatura recente de clima espacial refor\u00e7a e quantifica aquilo que operadores de HF observam h\u00e1 d\u00e9cadas<\/p>\n<p>Em ciclos fortes e moderados como o 25, a incid\u00eancia de eventos de impacto moderado e severo em HF aumenta, incluindo apag\u00f5es completos em HF na face diurna durante flares fortes de classe X e M alta. <\/p>\n<p>Tempestades geomagn\u00e9ticas G3 a G5 produzem forte absor\u00e7\u00e3o em rotas polares, instabilidades de fase e amplitude e deslocamento r\u00e1pido de MUFs, exigindo mudan\u00e7as de rota e de banda em servi\u00e7os de avia\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas. <\/p>\n<p>Em termos pr\u00e1ticos para ondas curtas, no cen\u00e1rio de 2023 2025 do Ciclo 25<\/p>\n<p>Bandas altas, 21 e 28 MHz, t\u00eam se mostrado frequentemente abertas em rotas intercontinentais durante o dia, algo raro no m\u00ednimo anterior. <\/p>\n<p>Bandas m\u00e9dias, 15 a 18 MHz, apresentam janelas amplas de propaga\u00e7\u00e3o quase todos os dias, incluindo liga\u00e7\u00f5es Brasil Europa, Brasil Am\u00e9rica do Norte e Brasil \u00c1frica com sinais fortes.<\/p>\n<p>Bandas baixas, 3,5 a 7 MHz, continuam dominadas pela absor\u00e7\u00e3o diurna na D e pelo ru\u00eddo, mas oferecem excelentes condi\u00e7\u00f5es noturnas para enlaces regionais e intercontinentais, com forte depend\u00eancia da esta\u00e7\u00e3o do ano e do n\u00edvel de ru\u00eddo local. <\/p>\n<p>A pesquisa recente vem sofisticando os modelos de espalhamento e absor\u00e7\u00e3o em HF, com novas abordagens matem\u00e1ticas para tratar o plasma ionosf\u00e9rico como meio anisotr\u00f3pico multicamadas, o que melhora a previs\u00e3o de efeitos de espalhamento, multipercurso e distor\u00e7\u00e3o da onda em curtos per\u00edodos. <\/p>\n<p><strong>8. Como usar tudo isso na pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>Se o objetivo \u00e9 maximizar o aproveitamento da propaga\u00e7\u00e3o em ondas curtas hoje, a recomenda\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica \u00e9 objetiva:<\/p>\n<p>&#8211; Monitorar diariamente Sunspot Number, F10.7, Kp e os alertas de flares X e tempestades geomagn\u00e9ticas emitidos pela NOAA. <\/p>\n<p>&#8211; Utilizar softwares de previs\u00e3o baseados em ITU R P.533 e em modelos como VOACAP ou equivalentes para planejar rotas fixas e hor\u00e1rios. <\/p>\n<p>&#8211; Operar, sempre que poss\u00edvel, pr\u00f3ximo da frequ\u00eancia \u00f3tima de trabalho, em torno de 85 a 90 por cento da MUF prevista para o percurso. <\/p>\n<p>&#8211; Em presen\u00e7a de flares fortes e apag\u00f5es de HF, ter banda alternativa preparada, muitas vezes em frequ\u00eancias mais altas, e, em servi\u00e7os cr\u00edticos, redund\u00e2ncia via sat\u00e9lite ou outros meios. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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