{"id":139,"date":"2009-11-19T19:14:03","date_gmt":"2009-11-19T22:14:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.sarmento.eng.br\/2009\/11\/19\/noruegues-ouve-a-radio-cultura-ondas-tropicais-a-mais-de-9-mil-km-de-distancia\/"},"modified":"2009-11-20T19:21:12","modified_gmt":"2009-11-20T22:21:12","slug":"noruegues-ouve-a-radio-cultura-ondas-tropicais-a-mais-de-9-mil-km-de-distancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/?p=139","title":{"rendered":"Noruegu\u00eas ouve a R\u00e1dio Cultura Ondas Tropicais a mais de 9 mil km de dist\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Utilizando um receptor de r\u00e1dio, Tore Vik captou os sinais da emissora rec\u00e9m-reinaugurada pela Funtelpa<\/strong><br \/>\n17\/11\/2009 &#8211; 16:13<\/p>\n<p><strong>Por Carlos Henrique Gondim<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00faltima sexta-feira (13), o Portal Cultura recebeu um e-mail de um habitante da Noruega, informando que, na noite anterior, havia ouvido a R\u00e1dio Cultura do Par\u00e1 Ondas Tropicais (OT). Com a experi\u00eancia de quem j\u00e1 ouviu entre 2.000 e 2.500 r\u00e1dios de todas as partes do mundo, o noruegu\u00eas Tore Vik se disse impressionado pelo fato de os sinais da R\u00e1dio Cultura OT terem atingido o sul da Noruega, a mais de 9.000 km de dist\u00e2ncia do Brasil.<\/p>\n<p>Aos 71 anos de idade, o oficial aposentado Tore Vik \u00e9 um DXista (ou dexista) \u2013 como s\u00e3o conhecidas as pessoas que t\u00eam como hobby ouvir transmiss\u00f5es de r\u00e1dio oriundas de pa\u00edses distantes do local de recep\u00e7\u00e3o, utilizando um receptor de r\u00e1dio tradicional. A sigla DX, do ingl\u00eas, traduz-se como \u201cdist\u00e2ncia X\u201d, ou seja, uma dist\u00e2ncia desconhecida. Trata-se de um hobby que conquista cada vez menos adeptos, devido, entre outros motivos, \u00e0 for\u00e7a das novas m\u00eddias, que permitem acessar, com maior facilidade e qualidade de som, a uma infinidade de r\u00e1dios internacionais por meio da internet.<\/p>\n<p>DXista h\u00e1 57 anos, Tore Vik n\u00e3o fala nem escreve em portugu\u00eas. Mas pediu para um que um grande amigo seu, chamado Rudolf Grimm, que mora em S\u00e3o Paulo, traduzisse a carta que enviou ao Portal Cultura. Nela, Tore Vik informa que, no dia 12 de novembro, recebeu os sinais da R\u00e1dio Cultura Ondas Tropicais, com um programa de bossa nova.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.portalcultura.com.br\/banco_imagem\/Tore%20B%20Vik02%20BX_67026262f5f.jpg\" alt=\"Tore Vik - Norway\" \/><\/p>\n<p>\u201cSou entusiasta dos assuntos de r\u00e1dio \u2013 mais precisamente por esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio de outros pa\u00edses, que s\u00e3o as minhas favoritas. Gasto um certo n\u00famero de horas semanalmente para tentar ouvi-las, em noites sem sono e no amanhecer dos dias eu procuro sintonizar a banda de AM (Amplitude Modulada), ondas m\u00e9dias, especialmente procurando ouvir emissoras de pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina\u201d, conta Tore Vik.<\/p>\n<p>A R\u00e1dio Cultura OT foi reinaugurada no in\u00edcio de outubro, depois de 11 anos sem transmitir. Para esta nova fase da emissora, foram adquiridos modernos equipamentos, incluindo um transmissor de 10 kW, em um investimento de quase R$ 1,2 milh\u00e3o, oriundo de uma parceria entre o Governo Estadual, por meio da Funtelpa, e a Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o (EBC). Os equipamentos e o tipo de transmiss\u00e3o utilizado pela OT possibilitam que a r\u00e1dio seja ouvida em todos os 143 munic\u00edpios paraenses, e at\u00e9 mesmo outros estados e pa\u00edses.<\/p>\n<p>Em seu e-mail, Tore Vik pediu uma confirma\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Cultura OT, para se certificar de que a r\u00e1dio que estava ouvindo se tratava realmente da emissora paraense. \u201cMeu hobby \u00e9 captar emissoras latino-americanas e eu coleciono as identifica\u00e7\u00f5es e confirma\u00e7\u00f5es das mesmas, as quais ouvi aqui na Noruega. Vivo no sul da Noruega, a cerca de 70 km ao sudeste de Oslo. O distrito onde moro \u00e9 uma \u00e1rea tipicamente agr\u00edcola habitada por fazendeiros. Estou impressionado que os sinais de sua emissora tenham chegado a um local t\u00e3o afastado, que fica a mais de 9.000 km de dist\u00e2ncia\u201d, afirma Vik.<\/p>\n<p>Av\u00f4 de duas crian\u00e7as, Tore Vik conta, na entrevista a seguir, que seu interesse por r\u00e1dio come\u00e7ou em 1952, aos 14 anos de idade. Nestes 57 anos como DXista, Tore Vik j\u00e1 perdeu a conta de quantas esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio estrangeiras j\u00e1 ouviu, mas lembra que a emissora latino-americana mais distante que captou foi a r\u00e1dio Base Esperanza, que funciona na base argentina da Ant\u00e1rtida, a regi\u00e3o mais in\u00f3spita do planeta.<\/p>\n<p>Confira:<\/p>\n<p>Quando come\u00e7ou o seu interesse por ouvir r\u00e1dios estrangeiras?<br \/>\nTore Vik &#8211; Comecei como DXista em 1952. Antes, preciso fazer um retrospecto. Temos que voltar um pouco no tempo, para abril de 1940, quando as tropas alem\u00e3s invadiram a Noruega. Para prevenir que os noruegueses obtivessem informa\u00e7\u00e3o de fora, todos os receptores de r\u00e1dio foram confiscados \u2013 isso foi na primavera de 1942. Alguns conseguiram esconder seus receptores e continuaram a ouvir. Se voc\u00ea fosse pego com um receptor, a pena poderia ser a morte. Havia transmiss\u00f5es em noruegu\u00eas em v\u00e1rios pa\u00edses, como R\u00fassia, Inglaterra, Canad\u00e1 e Estados Unidos \u2013 tanto em ondas m\u00e9dias quanto curtas. Ent\u00e3o, quando a guerra terminou, em maio de 1945, a fome por informa\u00e7\u00e3o era grande. Aqueles que tinham um r\u00e1dio de repente tinham uma grande plateia em suas casas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.portalcultura.com.br\/banco_imagem\/Tore%20B%20Vik03%20BX%20corte2_82682436334.jpg\" alt=\"Tore Vik - Norway\" \/><\/p>\n<p>Estas transmiss\u00f5es continuaram nos anos ap\u00f3s a guerra e muitos ouviam a R\u00e1dio de Moscou, a BBC de Londres, a CBC de Montreal, a WRUL de Boston e outras transmiss\u00f5es de ondas curtas em ingl\u00eas de todas as partes do mundo. O objetivo era transmitir as not\u00edcias \u201cassim que elas aconteciam\u201d. Logo depois, veio a \u201cguerra fria\u201d, quando a r\u00e1dio assumiu um papel muito importante, como intermediadora da \u201cverdade real\u201d.<\/p>\n<p>Eu era um dos que se interessaram pelas transmiss\u00f5es vindas de outros pa\u00edses. Aos 14 anos de idade, comecei a ouvir no nosso aparelho de r\u00e1dio, durante as horas que a R\u00e1dio Nacional da Noruega n\u00e3o transmitia. Durante dois anos, eu catava morangos em uma fazenda pr\u00f3xima \u00e0 minha casa e pude comprar meu pr\u00f3prio r\u00e1dio. Este hobby ganhou um nome. Eu era um \u201cDXista\u201d (DX significa \u201cdesconhecido \u00e0 dist\u00e2ncia\u201d).<\/p>\n<p>O que os DXistas faziam?<br \/>\nTore Vik &#8211; N\u00f3s escrev\u00edamos para esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio internacionais e inform\u00e1vamos a elas sobre a qualidade de recep\u00e7\u00e3o. As informa\u00e7\u00f5es coletadas eram usadas para corrigir as frequ\u00eancias, antenas e tempo de transmiss\u00f5es. Em troca, n\u00f3s peg\u00e1vamos um tipo de verifica\u00e7\u00e3o de que esta era a esta\u00e7\u00e3o que n\u00f3s est\u00e1vamos ouvindo. Naquele tempo, estas cartas de ouvintes dedicados eram importantes para as esta\u00e7\u00f5es internacionais. N\u00e3o apenas pelo aspecto t\u00e9cnico, mas tamb\u00e9m porque havia algu\u00e9m l\u00e1 fora que estava ouvindo. Hoje, n\u00e3o \u00e9 este o caso, mas n\u00f3s continuamos a ouvir e enviar informa\u00e7\u00f5es de ouvintes, com a esperan\u00e7a de uma resposta indicando que era a esta\u00e7\u00e3o deles que est\u00e1vamos ouvindo.<\/p>\n<p>Atualmente, as pessoas preferem usar a internet para ouvir r\u00e1dios estrangeiras, diretamente dos seus websites. Voc\u00ea ainda usa os equipamentos tradicionais, n\u00e3o \u00e9? Por qu\u00ea?<br \/>\nTore Vik &#8211; Neste hobby, voc\u00ea tem que ouvir as ondas de r\u00e1dio \u2013 n\u00e3o via internet. Eu uso um receptor tradicional, mas ele \u00e9 mais sofisticado do que os receptores comuns que voc\u00ea encontra nas lojas de eletr\u00f4nicos. Por qu\u00ea? Humm&#8230; Boa pergunta. Acho que tem a ver com o fato de eu gostar de captar os sinais de r\u00e1dio das ondas com \u201cfades\u201d e barulho.<\/p>\n<p>Que equipamento voc\u00ea usou para ouvir a R\u00e1dio Cultura do Par\u00e1?<br \/>\nTore Vik &#8211; Usei um receptor produzido pela AOR chamado AR-7030. \u00c9 um receptor muito bom, feito para DXistas e r\u00e1dio amadores. Sou DXista desde 1952 e o desenvolvimento mudou as coisas dramaticamente \u2013 dos receptores anal\u00f3gicos para digitais, mas os sinais de r\u00e1dio AM s\u00e3o os mesmos. Eu n\u00e3o estou sozinho. Nos anos 60, havia mais de 10.000 DXistas nos pa\u00edses da Escandin\u00e1via. O n\u00famero, com o passar do tempo, diminuiu para algumas poucas centenas, e a idade m\u00e9dia \u00e9 alta. Existem no Brasil dois ou tr\u00eas clubes de DX. A principal organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o Clube DX do Brasil (www.ondascurtas.com).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.portalcultura.com.br\/banco_imagem\/Tore%20B%20Vik06%20BX%20400.jpg\" alt=\"Tore Vik - Norway\" \/><\/p>\n<p>Como estava a qualidade do \u00e1udio da R\u00e1dio Cultura OT?<br \/>\nTore Vik &#8211; Considerando a dist\u00e2ncia entre o Par\u00e1 e o Sul da Noruega, a qualidade estava boa. Os sinais de r\u00e1dio de pa\u00edses muito distantes viajam um longo caminho antes de alcan\u00e7ar a antena do receptor. N\u00e3o h\u00e1 apenas a dist\u00e2ncia f\u00edsica entre o transmissor e o receptor, mas tamb\u00e9m o sinal precisa ser refletido na ionosfera v\u00e1rias vezes. A energia que \u00e9 induzida na antena \u00e9 muito pequena e n\u00f3s usamos receptores adequados para sinais fracos.<\/p>\n<p>Voc\u00ea \u00e9 um \u201ccolecionador de r\u00e1dios estrangeiras\u201d?<br \/>\nTore Vik &#8211; No in\u00edcio, foi pela informa\u00e7\u00e3o e para aprender ingl\u00eas. Hoje, voc\u00ea pode dizer que eu coleciono o som das identifica\u00e7\u00f5es como ele \u00e9 recebido aqui e escrevo para as esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio na esperan\u00e7a de que elas venham a verificar se foi a esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio delas que eu recebi.<\/p>\n<p>Por que voc\u00ea escolheu a Am\u00e9rica Latina, especificamente?<br \/>\nTore Vik &#8211; Pela m\u00fasica. Eu me lembro dos anos quando havia muitas esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio brasileiras em ondas curtas. Eu sentava l\u00e1 nas \u00faltimas semanas de fevereiro ouvindo a m\u00fasica do carnaval de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. A primeira esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio brasileira para qual escrevi foi a R\u00e1dio Bandeirantes de S\u00e3o Paulo \u2013 o ano era 1954.<\/p>\n<p>Quantas r\u00e1dios voc\u00ea j\u00e1 \u201ccolecionou\u201d?<br \/>\nTore Vik &#8211; J\u00e1 ouvi entre 2.000 e 2.500 esta\u00e7\u00f5es de radio de todo o mundo.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as suas r\u00e1dios favoritas da Am\u00e9rica Latina?<br \/>\nTore Vik &#8211; A minha \u00e1rea de r\u00e1dio favorita \u00e9 o planalto das montanhas dos Andes.<\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 tinha ouvido uma r\u00e1dio de um pa\u00eds t\u00e3o distante, quanto a R\u00e1dio Cultura do Par\u00e1?<br \/>\nTore Vik &#8211; As esta\u00e7\u00f5es de radio brasileiras s\u00e3o ouvidas regularmente. A r\u00e1dio mais distante que j\u00e1 ouvi \u00e9 a Base Esperanza, na Ant\u00e1rtida. \u00c9 uma esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio na base argentina.<\/p>\n<p>Quantas horas por dia voc\u00ea ouve r\u00e1dio?<br \/>\nTore Vik &#8211; Ou\u00e7o meu r\u00e1dio pelo menos duas ou tr\u00eas horas por dia. \u00c0s vezes mais, \u00e0s vezes menos.<\/p>\n<p>Em sua carta, voc\u00ea disse que n\u00e3o fala portugu\u00eas. Voc\u00ea consegue entender alguma coisa que \u00e9 dita no r\u00e1dio?<br \/>\nTore Vik &#8211; N\u00e3o, eu n\u00e3o falo nem escrevo em portugu\u00eas \u2013 mas entendo algumas palavras aqui e ali, mas voc\u00eas falam t\u00e3o r\u00e1pido que \u00e9 quase imposs\u00edvel entender. O que eu entendo \u00e9 quando tem um gol em uma partida de futebol. Acima de tudo, eu gosto de ouvir m\u00fasica \u2013 esta \u00e9 uma l\u00edngua internacional.<\/p>\n<p>O que voc\u00ea sabe sobre o Brasil?<br \/>\nTore Vik &#8211; M\u00fasica muito boa \u2013 especialmente a bossa nova. Fala-se com frequ\u00eancia sobre a devasta\u00e7\u00e3o da floresta na regi\u00e3o amaz\u00f4nica e como os nativos perdem terreno para os fazendeiros. Tamb\u00e9m que o Brasil tem uma economia que est\u00e1 crescendo r\u00e1dio, principalmente na regi\u00e3o em torno da costa do sudeste. Tamb\u00e9m as favelas ao redor das grandes cidades e a alta taxa de criminalidade. Que o Brasil venceu a disputa pelos Jogos Ol\u00edmpicos de ver\u00e3o \u2013 o qu\u00ea mais? Ah, sim, eu quase esqueci o futebol e que voc\u00eas importam bastante bacalhau da Noruega. Eu bebo um copo de suco de laranja toda manh\u00e3, de laranjas brasileiras, e caf\u00e9 brasileiro.<\/p>\n<p>Qual era a sua profiss\u00e3o antes de se aposentar?<br \/>\nTore Vik &#8211; Fiz um curso de eletr\u00f4nica no Servi\u00e7o de Telecomunica\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito Noruegu\u00eas e como engenheiro eletr\u00f4nico trabalhei no Servi\u00e7o de Telecomunica\u00e7\u00f5es at\u00e9 1997, quando me aposentei. Terminei como oficial de comando em uma oficina do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Fonte:<br \/>\n<strong><a href=\" http:\/\/www.portalcultura.com.br\/?site=1&#038;pag=conteudo&#038;mtxt=12783&#038;cabeca=Noruegu%EAs%20ouve%20a%20R%E1dio%20Cultura%20Ondas%20Tropicais%20a%20mais%20de%209%20mil%20km%20de%20dist%E2ncia\"><br \/>\nhttp:\/\/www.portalcultura.com.br\/?site=1&#038;pag=conteudo&#038;mtxt=12783&#038;cabeca=Noruegu%EAs%20ouve%20a%20R%E1dio%20Cultura%20Ondas%20Tropicais%20a%20mais%20de%209%20mil%20km%20de%20dist%E2ncia<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Utilizando um receptor de r\u00e1dio, Tore Vik captou os sinais da emissora rec\u00e9m-reinaugurada pela Funtelpa 17\/11\/2009 &#8211; 16:13 Por Carlos Henrique Gondim Na \u00faltima sexta-feira (13), o Portal Cultura recebeu um e-mail de um habitante da Noruega, informando que, na &hellip; <a href=\"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/?p=139\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,5],"tags":[],"class_list":["post-139","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dx","category-hardcore-dx"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/139\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radio.sarmento.eng.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}