Programação da Rádio Voz da Rússia

Sintonizando a emissora Voz da Russia no Brasil com sinal local

Radio Voz da Russia

Esta é a programação da Voz da Rússia em suas emissões em português para Brasil, Portugal e Africa, sendo que alguns áudios podem ser obtidos no website da VOR em formato MP3 ou através de stream do Windows Media Player :

http://www.vor.ru

Radio Voz da Russia

Seus sinais costumam chegar com muita intensidade aqui no Brasil, sendo relativamente fácil captar sua programação.



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Сигалова Мария Витальевна – Se Correspondendo com as Emissoras e outros Povos

Бразилия – португальско

Radio Voz da Russia

Um dos pontos altos do que se pode chamar de hobby da sintonia de emissoras internacionais em ondas curtas, é justamente poder interagir com pessoas de outros países, que naturalmente, representam outra cultura, outras formas de pensar e que torna extremamente interessante a radioescuta.

Eis que para minha grata surpresa, recebo uma saudação de uma jornalista Russa em resposta a uma carta que enviei para a Voz da Rússia, que transmite para o Brasil a 75 anos, nos trazendo sempre uma programação inteligente, crítica, e de forte cunho cultural.

Radio Voz da Russia

Rádio Voz da Rússia - 80 anos no ar
Rádio Voz da Rússia – 80 anos no ar
CORREIO DE AMIZADE: O PROGRAMA DEDICADO A 75 ANOS DAS EMISSÕES EM PORTUGUÊS

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Caro Sarmento!

Como esta?

Muito obrigada pelas suas felicitacoes tao sinceras e lindas!!!

Apreciamos imesno isso!!!)))

Vamos citar o seu e-mail no nosso programa Correio de Amizade. Acho que na semana seguinte))))

Abracos,

Maria.
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Mensagem para o Mundo desde Guarujá através das Ondas Curtas do Rádio

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

Boa noite prezado ouvinte, quem vos fala é Sarmento Campos do Rio de Janeiro, trazendo a já tradicional mensagem de Rudolf Walter Grim. Rudolf sempre nos traz um comentário interessante e alguma novidade sobre o rádio de ondas curtas.

Antes porém, gostaria de lembrá-lo prezado ouvinte, que através das ondas curtas, a sua cidade não apenas passa a ser conhecida nos outros estados do Brasil, como também no mundo.

As cartas recebidas de ouvintes dos mais distantes países, são uma demonstração desta característica das ondas curtas.

Apesar do nosso programa ser dedicado a voce, que está no trabalho, em casa, no seu lazer, enfim, apreciando a ótima programaçao da Radio Guaruja Paulista, pelos mais diversos estados do nosso Brasil de dimensões continentais, este programa também chega em outros países.

E como forma de dirigir a palavra a estes outros ouvintes mais distantes, trazemos uma mensagem em ingles de nosso amigo Pedro Machado de Lorena, para os dxistas de outros países que estão nos ouvindo agora, de forma a facilitar a identificacao do nosso programa.

Vamos ouvir a saudação de Pedro Machado em ingles para o mundo :

Nas Ondas Curtas da Guarujá

E agora vamos conhecer um pouco mais sobre o clube que produz o conteudo de programa para voce, conforme nos envia Rudolf Walter Grimm :

Amigos da Rádio Guarujá, seqüencialmente nas edições deste programa menciona-se vez por outra o DX Clube do Brasil. Tentaremos em poucas palavras colocar o que é o DX Clube do Brasil, sua importância e sua finalidade.

Mundialmente existem associações e clubes de radioescutas voltados para o dexismo, que, sob um comando organizado procura explorar o que há de melhor e o mais importante nas ondas de rádio vindas de longa distancia. Em termos gerais, a preocupação do dexista é de se fixar no rádio em tudo aquilo que não é dirigido para a região onde ele mora. Pode tratar-se de uma emissora de ondas médias de uma cidade longínqua, de uma emissora de ondas curtas que não dirige os seus sinais para o Brasil, ou uma emissora de FM que repentinamente, por questões do fenômeno da propagação, irrompe dial a dentro com seus sinais vindos de um outro estado, ou de um outro pais.

No âmbito dos clubes de dexistas brasileiros, o DX Clube do Brasil representa bem uma busca incansável dos seus associados por novas emissoras, desenvolvimento de técnicas e equipamentos complementares ao rádio que permitem uma recepção melhor, encontros em locais próprios para testes de equipamentos e intercâmbio de experiências, e de uma forma regular a emissão de 2 boletins: um, o Atividade DX, mensal que já superou a casa das 200 edições, e um semanal, o @tividade DX eletrônico, trazendo via Internet as informações do que acontece durante a semana. Enfim, o foco principal do DX Clube do Brasil é o rádio na sua forma mais do que técnica, séria e quase sempre regado a novas e boas experiências.

O DX Clube do Brasil foi fundado em outubro de 1981 por Samuel Cássio Martins e por Marcio Roberto Bertoldi, na cidade de São Carlos sob o nome de DX Clube Paulista, e desde o ano de 2000 passou a chamar-se DX Clube do Brasil, dada a sua abrangência alcançada dentro de fora do Brasil. Com associados no Brasil e no exterior, representa junto com outros clubes de rádio muito bem o dexismo brasileiro no contexto mundial.

Ainda, além do programa ‘Nas ondas curtas da Guarujá’, o DX Clube do Brasil atua fortemente em outros programas de rádio para dexistas, como o ‘Amigos do Rádio’ da Rádio Transmundial, o ‘Altas Ondas’ pela Rádio Voz Cristã, o ‘Encontro DX’ pela Rádio Aparecida, o ‘DX HCJB’ pela HCJB. Ainda de forma espontânea, seus associados tem participado de entrevistas e comentários por emissoras internacionais de renome, como Radio Romênia, Voz da Rússia, Deutsche Welle, dentre outras.

Tudo isto integra os objetivos do DX Clube do Brasil: informações, comentários, temas técnicos e atualidades do mundo do rádio através da Rádio Guarujá Paulista e por outras emissoras conhecidas no Brasil e no mundo.

Está aí ouvinte, a mensagem de hoje de Rudolf Grimm de São Bernardo do Campo, para a Rádio Guarujá Paulista.

DX Clube do Brasil



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80 Anos da Rádio VOZ da Rússia – ex Rádio Central de Moscou CCCP

Sintonizando a emissora Voz da Russia no Brasil com sinal local

Radio Voz da Russia

Бразилия – португальско

Os sinais da Voz da Rússia, ex emissora Rádio Central de Moscou, tem chegado muito forte no Brasil, especificamente no Rio de Janeiro.

A emissora está completando 80 anos de transmissões para todo o mundo, e continua sendo uma excelente opção para entretenimento e cultura e conhecimento da diversidade dos povos.

A Rússia além de uma potência econômica e militar, é uma sociedade com vasta história e cultura muito rica, e tem presença marcante na rádiodifusão internacional.

Levando ao ar noticiário atual, com editoriais que analisam fatos de relevancia mundial e não menos importante, apresenta outro ponto de vista em contraste com a imprensa ocidental. Apesar da Guerra Fria ter acabado formalmente, as diferenças políticas sempre existirão, independente de qual sistema de governo exista.

Sintonizando a emissora Voz da Rússia no Rio de Janeiro com sinal local
Frequência de 11.605 kHz as 23:00 UTC

A gravação a seguir foi efetuada através de um receptor Kenwood R5000 conectado a uma antena vertical externa de faixa cidadão (PX), e o sinal atingia S9+20 em média, com ótima qualidade de modulação.

Podemos acompanhar as comemorações dos 80 anos da emissora russa pelo rádio com um simples receptor portátil, pois os sinais emitidos além de muito potentes, estão planejados nas faixas em tese mais indicadas para a propagação nestes horários e frequências.

Rádio Voz da Rússia - 80 anos no ar
Rádio Voz da Rússia – 80 anos no ar



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Radio em Ondas Curtas : Uma Opção Inteligente

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

Boa noite ouvinte da Radio Guaruja Paulista. Meu nome é Sarmento Campos e falo da cidade do Rio de Janeiro, abrindo mais um programa dedicado ao radio de ondas curtas.
E hoje, ao invés de comentarmos somente sobre aspectos técnicos do rádio de ondas curtas, vamos falar um pouco sobre a preferência de muitos ouvintes brasileiros quando se trata de se manter informado.

Vamos ver o porquê existem aficionados que se dedicam a ouvir emissoras regionais e em particular, emissoras internacionais de ondas curtas.
Nós podemos afirmar como regra geral, que vivemos saturados de escolhas de fontes de informação. Jornais, revistas, televisão aberta, televisão a cabo com programas de diversos países, enfim, uma montanha de informação à nossa disposição.

Mas volta e meia, parece que quanto mais mídias estão disponíveis, menos informados nós estamos. Com tantos acontecimentos no mundo de extrema importância acontecendo, e que afetam nossa vida direta e indiretamente, só um pequeno exemplo em termos econômicos, presenciamos um aumento no preço do barril de petróleo recorde na história.

Outro exemplo humanitário foi a perda de talvez mais de 500.000 civis iraquianos durante os ataques dos Estados Unidos na segunda guerra do petróleo.

E cada vez mais, está ao nosso alcance, às fontes de informação, como a Internet, por exemplo, e TVs a cabo, com dezenas de canais transmitindo noticias de diversas partes do mundo.
Mas mesmo com esta montanha de informação, muitos cidadãos têm a percepção de estarem cada vez mais desinformados …

Um pequeno exemplo do que podemos observar sobre a midia nos Estados Unidos, e que podemos acompanhar através das TVs a cabo, é o tipo de noticiário. Podemos observar a grande cobertura de guerras e desastres naturais, mas pouco tempo é dedicado em analises e comentários sobre assuntos internacionais, em particular que envolvam questões diplomáticas.

Também observamos uma tendência de consolidação e aglomeração de corporações americanas que através de aquisições e fusões, cada vez mais concentram a geração de conteúdo das mídias, e cada vez mais torna a informação transmitida, mais uniforme, mais parecida.

No Brasil, guardados o devido contexto e escala, ocorre algo similar. Cada vez mais surgem periódicos como jornais e revistas dedicados a fazer a cobertura do que acontece com celebridades e outras futilidades, até a programação da televisão brasileira, é um convite a uma grande alienação sobre os importantes e urgentes problemas que enfrentamos no nosso país.
Enquanto vemos cada vez mais espaço dedicado a moda, aos grandes eventos de desfiles de modelos que acontecem com cada vez mais freqüências, os programas que se propõem a debater assuntos de relevância para a sociedade são cada vez mais escassos.

A lógica atual da mídia nos faz entender que a política é dar as pessoas o que elas querem, e nada mais.

Mas felizmente, desde a década de 40, temos a nossa disposição o rádio de ondas curtas.

Através das ondas do rádio, podemos receber em nossa casa com todo conforto e privacidade, informações sobre nosso próprio país, e sobre praticamente todas as regiões do mundo.
Seja através das emissoras regionais brasileiras, como a Rádio Guarujá Paulista, presente nas ondas curtas e tropicais, seja através das emissoras internacionais, como a Rádio Difusão Portuguesa, a Rádio NHK do Japão, a Rádio Havana Cuba, e tantas outras que transmitem para a América do Sul, seja em português ou espanhol, temos um importante ponto de equilíbrio.

Durante a guerra de ocupação do Iraque, aqui no Brasil foi possível acompanharmos a brilhante cobertura dos acontecimentos através do jornalismo da Rádio e Televisão Portuguesa, através de um simples rádio de ondas curtas.

De forma fácil e descomplicada, sem pagar nada, temos à nossa disposição um mundo diversificado e cheio de informações relevantes, que expõem fatos regionais ou mundiais, repletos de comentaristas que fazem a análise do contexto da informação.

Se voce deseja saber mais sobre a integração européia, uma boa fonte de informação pode ser a Rádio Exterior de Espanha. Se voce deseja conhecer a situação atual da China, e de como ela está se relacionando com o mundo, sintonize a Rádio Internacional da China.

Sintonizar emissoras de ondas curtas, além de um hobby, é uma forma de entendermos o que acontece no mundo, temas como a questão palestina, a guerra ao terror tão em moda atualmente, podem ser entendidos e analisados através das ondas curtas.

Até se você desejar, pode utilizar a Internet para ouvir as emissões ou em tempo real, ou sob demanda, de emissoras ao longo do mundo, como a famosa BBC de Londres.
Além de conhecer mais sobre a cultura de outros povos, você ouvirá músicas de todos os tipos, os mais variados assuntos e o mais importante, o ambiente propício ao questionamento sobre os eventos mundiais, o que irá realmente estimular nossa capacidade crítica e de pesquisa.

Tanto para o cidadão comum, quanto aos estudantes e professores, o rádio de ondas curtas é a verdadeira alternativa aos comunicados e as versões sintetizadas das informações que a mídia oficial quer nos fazer aceitar.

Reative aquele seu velho e confiável receptor de ondas curtas, e recomece a ouvir a programação das emissoras, inclusive se correspondendo com as emissoras. Para você que é novo no assunto, é uma ótima oportunidade de conhecer uma nova e saudável atividade, que lhe proporcionará um campo de conhecimento, que certamente, poderá lhe ajudar na sua formação de opinião.
Quero lhe convidar a você que está nos ouvindo pela primeira vez, a acompanhar nosso programa todos os sábados neste mesmo horário, e escrever para a Rádio Guarujá Paulista, enviando suas críticas e sugestões.

Este foi a abertura do programa Nas Ondas Curtas da Guarujá, continue ligado.

Visite a página do Clube e conheça nossa atividade : www.ondascurtas.com.

DX Clube do Brasil


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História da Rádio Nacional do Rio de Janeiro – 1130 kHz

RADIO NACIONAL

Perto de completar 74 anos de idade, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro se mistura com a história do Brasil. Se não bastasse o rico acervo cultural, a emissora é privilegiada: fica no coração da Praça Mauá, onde os governos estadual e federal vão desenvolver um megaprojeto de revitalização, que inclui a zona portuária. A rádio ocupa três dos 22 andares do edifício A NOITE, o primeiro “arranha-céu” da América Latina, que também passará por uma ampla reforma, pois já apresenta sinais dos seus 81 anos.

Ali no alto, com vista panorâmica da cidade, é que a Rádio Nacional continua escrevendo sua história e se adaptando aos novos tempos. Um dos diversos veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a Rádio Nacional nasceu em 1936, usufruindo dos bons ventos da economia. Naquele período, o país atraía investimentos estrangeiros e empresas multinacionais que traziam equipamentos de última geração. O ex-presidente Getúlio Vargas a transformou na rádio oficial do Governo brasileiro.

Ao longo de sua vida, a Rádio Nacional serviu de palco para jornalistas e diversos artistas que, em suas salas e auditórios começaram suas carreiras. Entre eles, os atores Paulo Gracindo e Mario Lago e cantores como Angela Maria, Cauby Peixoto, Emilinha Borba e Marlene. E tantos outros.

Presente na memória afetiva da população, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro é historicamente reconhecida como referência de programação plural e popular. Ela é, na realidade, responsável pelas matrizes que fomam hoje o Rádio brasileiro: a música, a informação, o humor, a dramaturgia, o esporte e os programas de auditório.

Agora, como parte integrante da EBC, a emissora por onde passaram grandes intérpretes, maestros e compositores de nossa música popular, de onde foram transmitidas as radionovelas que enriqueceram o imaginário do brasileiro, passa por ampla reformulação estrutural, técnica e de sua programação com os olhos no futuro sem esquecer, porém, das suas características históricas.

http://www.ebc.com.br/

Predio A Noite - Estudios da Radio Nacional do Rio de Janeiro
A Rádio Nacional ocupa os três últimos andares do edifício ‘A Noite’ na Praça Mauá

Um pouco da história

A Rádio Nacional se tornou líder de audiência desde a sua fundação. Manteve-se no topo até o aparecimento da TV, que passou a controlar os novos rumos da comunicação. Ainda no ano de sua estreia, a rádio levou ao ar as primeiras cenas de radioteatro intercaladas com números musicais. Em 1938, foi criada a Voz do Brasil.

Já no ano de 1941, a Rádio Nacional estreou a primeira radionovela do país, chamada “Em busca da Felicidade”. Em 42, inaugurou a primeira emissora de ondas curtas, o que deu a ela um novo status, elevando os programas a uma dimensão nacional. Ficou conhecida como “A escola do Rádio”, o que por si só dá o tamanho de sua importância histórica.

A rádio também “fabricava” programas de humor como: “Balança mas não cai” com Paulo Gracindo, Brandão Filho, Walter D’Ávila, entre outros. Sem contar o “PRK-30”, que simulava uma emissora clandestina que invadia a freqüência da Rádio Nacional e parodiava outros programas – até mesmo da própria rádio – além de propagandas, cantores e músicas.

A Nacional foi pioneira, ainda, no radiojornalismo. Em 1941, durante a II Guerra Mundial, criou o Repórter Esso. Ele foi elaborado para noticiar a guerra sob a visão dos aliados e acabou criando um padrão inédito de qualidade no radiojornalismo brasileiro que, até então, limitava-se a ler no ar as notícias dos jornais impressos.

O Repórter Esso estreou um modo austero e preciso de noticiar, servindo de modelo para outros inúmeros programas de notícias que se seguiram, até mesmo na televisão. Ficou no ar até 1968 com o slogan: “testemunha ocular da história”.

Casos e lembranças

A credibilidade do noticiário era tão grande que enquanto o Repórter Esso não deu a notícia do fim da guerra, o público não acreditou. Segundo relatos de funcionários antigos um jornal até publicou: “A guerra só acabou depois que o Repórter Esso noticiou”.

Conta-se que, quando Getúlio Vargas morreu, Vitor Costa (então diretor da rádio) copiou a carta testamento e a levou para ser lida em primeira mão por Eron Domingues, o locutor que deu voz ao jornal. Só depois desse fato é que, com as informações corretas sobre suicídio de Getúlio, dadas pelo Repórter Esso, a população foi para as ruas.

A radialista Dayse Lúcidi, que mantém há 38 anos no ar seu programa diário “Alô Dayse”, comenta sobre o profissionalismo da Rádio Nacional. “Constantemente Leonei Mesquita, diretor de jornalismo da rádio nos anos 60, alertava repórteres e locutores: “se vocês derem que morreu alguém, essa pessoa vai ter que morrer mesmo”.

De 1930 até o final de 1950, o rádio possuía um enorme “glamour” no Brasil. Ser artista ou cantor de rádio era um desejo acalentado por milhares de pessoas, especialmente os jovens. Pertencer ao “cast” de uma grande emissora como a Rádio Nacional era suficiente para que o artista conseguisse fazer sucesso em todo o país e obtivesse grande destaque e prestígio.

Em suas publicações, o jornalista José Ramos Tinhorão, um dos maiores pesquisadores da música popular brasileira, comenta: “A Rádio Nacional não era só vitrolão. Existiam os programas ao vivo com os cantores, como o programa de Francisco Alves aos domingos. Havia orquestras diferentes para quatro maestros diferentes. Era o maior quadro de músicos contratados do Brasil. Você tinha uma orquestra sobre a regência do maestro Lazoli, outra sobre a regência dos dois irmãos Gnattali. Era uma coisa fantástica, uma experiência única e irreproduzível”.

Um dos mais antigos funcionários da Rádio Nacional é Djalma de Castro. Ele continua trabalhando e busca na memória fatos inesquecíveis. Por exemplo, conta que Roberto Carlos andava pelos corredores da rádio esperando uma oportunidade para cantar em algum dos programas da rádio, até que foi chamado por César de Alencar. A partir de então, passou a se apresentar frequentemente no programa de Carlos Imperial, seu amigo e conterrâneo.

Nos dias de Hoje

A Rádio Nacional foi revitalizada em 2003. Um convênio com a Petrobras foi fundamental para recuperar grande parte de sua história. Os três últimos andares do prédio de número 7 da Praça Mauá estavam praticamente inabitáveis. A emissora conta hoje com três estúdios para gravação de programas diários de entretenimento, música, informação e esporte. Além deles, o auditório Radamés Gnattali (170 lugares) e o estúdio Paulo Tapajós formam um conjunto para apresentação e gravação de programas ao vivo, como o de Dorina Ponto Samba e peças teatrais.

Ali também está guardada uma relíquia: um piano de calda Steinway & Sons, um dos três únicos exemplares existentes no mundo. Não é raro presenciar o espanto e a admiração de diversos músicos que não resistem aos encantos do velho piano alemão. Até param para dedilhar uma melodia nas teclas gastas do instrumento. Também resiste ao tempo a parede de vidro, importado da ex-Tchecoslováquia, que separa um auditório do outro. A peça chegou de navio em 1936 e precisou subir pelo lado de fora do prédio por cabos de aço, sob o olhar espantados de quem passava.

Outra raridade guardada a sete chaves em uma das salas mais antigas e preservadas da Rádio Nacional é a cabine telefônica. Dali o diretor da Rádio se comunicava diariamente com o então presidente Getúlio Vargas.

O acervo da Rádio Nacional abriga 24 mil LPs de 33 rotações, 3.850 compacto simples e 1.800 LPs de 78 rotações. Sem contar os 3.500 discos de acetato que já estão digitalizados. O arquivo contém ainda quase 1.500 fotografias, 595 registros de textos – somando aproximadamente 459 mil páginas – usados nas novelas de rádio, programas de auditórios, radioteatros e outros. Outra parte desse material encontra-se no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, com o nome de “Coleção Rádio Nacional”.

Passear pelos corredores da emissora é mergulhar na vida de personagens que fizeram história. Atores como Walter D`Ávila, Oduvaldo Viana, Paulo Gracindo e Henriqueta Brieba. Nas fotografias estampadas nas paredes podemos lembrar destes e de tantos outros que ainda estão tão vivos na memória musical dos brasileiros. Orlando Silva, Emilinha Borba, Marlene, Ângela Maria e Cauby Peixoto são só alguns dos vários nomes que estão na entrada do foyer da Rádio.

Estréia

Bom! Bom! Bom! Um gongo toca três vezes. Ao som da música “Luar do Sertão”, às 21h do dia 12 de setembro de 1936, ouvia-se “Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro”. Surge a PRE-8, a partir da compra da Rádio Philips que teria se dado por 50 contos de Réis.

O programa inaugural teve a participação da Orquestra do Teatro Municipal, sob a regência do maestro Henrique Spedini. Também estavam presentes Bidu Sayão, Maria Giuseppe Danise, Bruno Landi e Aurélio Marcatu, além dos pianistas Mario Azevedo e Dyla Josetti.

A segunda parte do programa foi realizada pela Orquestra de Concertos da Radio Nacional, sob a regência do maestro Romeu Ghipsman e com Radamés Gnattali ao piano. A emissora se torna líder de audiência desde a sua fundação. Mantém-se no topo até o aparecimento da TV, que dita os novos rumos da comunicação.

Política e entretenimento

Revolução nas comunicações. Revolução de 30. Era inevitável que essa coincidência transformasse o rádio num instrumento de primeira grandeza na luta política, a ponto de muitos, à época, considerarem-no tão importante quanto o fuzil para a construção de um Brasil moderno. Basta ouvir a marchinha Gê-Gê: “Só mesmo com revolução/ Graças ao rádio e ao parabellum/ Nós vamos ter transformação/ Neste Brasil verde-amarelo”.

Os programas esportivos, de humor, radionovelas e noticiários são transmitidos dos vários estúdios nos três últimos andares do edifício “A Noite”, número 7 da Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro. E viraram modelo para todas as rádios do país. A música “Luar do Sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão, baseada em uma cantiga folclórica, é tocada em vibrafone por Luciano Perrone e, em seguida, um locutor anuncia o prefixo da emissora: PRE-8.

Anos 30

O final da década de 30 marca a consolidação da emissora no imaginário do País. Ainda em 36, época da estréia, vai ao ar as primeiras cenas de rádio-teatro intercaladas com números musicais. Em 1937, é inaugurado o “Teatro em Casa” para a transmissão de peças completas semanalmente.

Em 30 de outubro de 1938, Orson Welles vai ao ar deixando milhares de pessoas em pânico com a certeza de que a Terra estaria sendo invadida por extraterrestres com a transmissão de “Invasão dos Mundos”, peça escrita por H.G. Wells. Em 1938, é criada a Voz do Brasil. A partir de 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o rádio passa a ter um papel fundamental na transmissão de fatos diários e notícias do front.

Financiamento

Na década de 30, o Brasil assiste ao crescimento da sua economia que atraia, pela primeira vez, investimentos estrangeiros. As empresas multinacionais começam a se instalar no Brasil e com elas chegam aparelhos e tecnologia de última geração. É assim que as indústrias elétrica e fonográfica começam a crescer no país.

As multinacionais não são apenas donas da tecnologia, mas se tornam as primeiras empresas a utilizar o rádio como poderoso instrumento de publicidade. Na época, a legislação brasileira não permitia que textos comerciais ocupassem mais de 10% da programação, o que dificultava a sobrevivência financeira das rádios.

As emissoras não tinham intervalos comerciais, como se vê hoje, mas programas patrocinados por anunciantes. Esse é o caso, por exemplo, do programa “Clube Juvenil Toddy”, que se manteve no ar de 1950 a 1957, inicialmente na Rádio Mayrink Veiga e, a partir de 1951, na Rádio Nacional.

Essa foi também a estratégia escolhida pela Coca-Cola, quando laçada no Brasil. O refrigerante escolhe o rádio como melhor meio de propaganda e patrocina o programa “Um Milhão de Melodias”, que estréia na Rádio Nacional criado especificamente para o lançamento da Coca.

Em março de 1932, com o Decreto Lei 21.111, o governo regulamenta e libera a propaganda comercial pelo rádio. Nesse momento, o rádio já é visto como um setor economicamente rentável, tanto pelas empresas anunciantes como pelo governo.
O rádio passa a ser o maior veículo de comunicação e o melhor meio de promoção comercial. O aumento do número de anúncios permite o crescimento das rádios. Elas caminham tão bem que quando a Rádio Nacional passa a fazer parte do Governo Federal, em 1940, não é sustentada por recursos públicos. A rádio continua a sobreviver e a montar seus estúdios e malha tecnológica apenas com o dinheiro das propagandas.

Em 1942, a Rádio Nacional inaugura a primeira emissora de ondas curtas do Brasil e passa a transmitir seus programas para todo o país, o que a torna ainda mais atrativa para os patrocinadores.

Décadas de ouro

Em 1940, a Rádio Nacional passa a fazer parte do Patrimônio Nacional, a partir do decreto assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. A programação ganha novo formato sob a direção de Gilberto de Andrade e participação do radialista José Mauro, irmão do cineasta Humberto Mauro.

Decreto-Lei 2073, de Getúlio, cria as Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União que, entre outra, encampa a Rádio Nacional, de propriedade do grupo A Noite. Diferentemente do tratamento dispensado a outras emissoras estatais, a Rádio Nacional continuou a ser administrada como uma empresa privada, sendo sustentada financeiramente pelos recursos oriundos da venda de publicidade.

Em 1941, vai ao ar a primeira radionovela, “Em busca da Felicidade”. O programa durou três anos, quando cedeu lugar a “O Direito de Nascer”. Com a troca a radionovela torna-se uma febre. No mesmo começa o Repórter Esso, marco do jornalismo radiofônico. Três anos depois o locutor Heron Domingues passa a apresentar o programa.

Em 18 de abril de 1942 são inaugurados os novos estúdios, no 21º andar. Com 486 lugares, as novas instalações traziam inovações como o piso flutuante sobre molas especiais do palco sinfônico. No mesmo ano, a Rádio Nacional inaugurou a primeira emissora de ondas curtas do país passando a transmitir seus programas para todo o território nacional, o que a torna uma estação ainda mais atrativa para os patrocinadores. Também é lançada uma publicação semanal com a programação da emissora. A capa traz, na maioria das vezes, a foto de cantores ou cantoras da Nacional.

Em 1943, o programa “Um Milhão de Melodias” estréia sob regência do maestro Radamés Gnattali, tendo como patrocinador a Coca-Cola, que lança seu refrigerante no País. Radamés apresenta também “A história do Rio pela Música”, “Clube dos Fantasmas e Vida Pitoresca” e “Musical dos Compositores da Nossa Música Popular”. Para o programa foi criada a Orquestra Brasileira, sob a regência de Radamés.

Até meados de 50, o Rádio-Teatro Nacional já havia transmitido 861 novelas. A trajetória de crescimento segue pelas décadas. Até que, em 1954, a TV a cores, inventada em 1940, entra em funcionamento.

Celebridades

Nos anos 40 e 50, o rádio possuía glamour. Ser cantor ou ator de uma grande emissora carioca ou paulista era o suficiente para que o artista conseguisse sucesso em todo o país, obtivesse destaque na imprensa escrita e até mesmo freqüentasse os meios políticos (como um convidado especial ou mesmo como candidato a algum cargo eletivo).

Normalmente as turnês nacionais desses astros eram concorridíssimas. O maior sonho de muitos jovens de todo o país era o de se tornar artista de rádio – seria o correspondente ao desejo de hoje de se tornarem artistas de televisão. É o caso, por exemplo, de Emilinha Borba, que em 1953 é eleita a Rainha do Rádio e crava, definitivamente, seu nome na história da cultura brasileira.

Declínio

Chega ao fim o apogeu do rádio. Com a popularização da televisão, no final da década de 50, as rádios são obrigadas a rever seus programas e redefinir objetivos. O declínio da Nacional, que se iniciara com a inauguração da televisão, acentuou-se de forma definitiva com o Golpe militar de 1964 que afastou 67 profissionais e colocou sob investigação mais 81.

Nos anos 60, o rádio viveu tempos difíceis devido à concorrência mais ativa da televisão. Os profissionais receberam propostas milionárias para a época, para reeditar na telinha o sucesso do rádio. Foi uma década de esvaziamento do meio, que ficou mais pobre com o sumiço dos grandes programas.

Em 1972, os arquivos sonoros e partituras utilizadas em programas da Rádio foram doados ao Museu da Imagem e do Som (MIS). Durante as décadas de 1980 e 1990, o declínio da Nacional se acentuou devido à falta de investimentos e à concorrência cada vez maior da televisão e também das rádios FM.

A emissora foi perdendo audiência e deixando de disputar os primeiros lugares na preferência do público. Manteve, no entanto, durante todos esse anos, diversos programas tradicionais, apresentados por radialistas como Dayse Lucide e Gerdal dos Santos, que ainda conseguiam reunir a audiência de ouvintes fiéis e saudosos dos tempos de glória da emissora.

2004: a revitalização

A Rádio Nacional do Rio de Janeiro será reinaugurada no dia 3 de julho, quando terminam as obras de restauração feita por meio de contrato firmado entre a Radiobrás e a Petrobrás.

O trabalhou começou no dia 5 de janeiro de 2004 e custará R$ 1,7 milhão. A recuperação do famoso auditório, de estúdios de rádio e teatro, a construção de novos e a restauração do imóvel onde está instalado o parque de transmissores de Itaóca, no município de São Gonçalo, fazem parte da reforma.

Além das obras físicas, o convênio inclui a atualização da tecnologia da emissora com a aquisição de novos equipamentos, como um transmissor de 50 quilowatts que irá substituir o antigo, de quase 30 anos. O novo aparelho fará da Nacional a primeira rádio digital AM do país.

Será construído ainda o Museu Rádio Nacional e criada a Sociedade dos Amigos da Rádio Nacional, que será um instrumento para o desenvolvimento do museu. A idéia abrange também um restaurante que será um ponto de encontro de cariocas e turistas.

Rádio-novelas

As rádio-novelas inauguram tendências e fazem escola. Três meses depois da inauguração da Rádio Nacional, em 1936, são incluídos trechos de rádio-teatro entre os números musicais. Em 1937, é inaugurado o “Teatro em Casa” para a transmissão de peças completas semanalmente. Mas é em 1941, que vai ao ar a primeira rádio-novela, “Em busca da Felicidade”, que dura três anos.

“Em busca da felicidade” é uma história cubana escrita por Leandro Blanco e adaptada para o rádio por Gilberto Martins. A rádio-novela teria sido patrocinada pela “Standart Propaganda”, que escolhe o horário matinal para seu lançamento. Para captar os ouvintes, já que o horário normalmente é de baixa audiência, teria resolvido oferecer brindes a quem enviasse um rótulo do creme dental Colgate. Já no primeiro mês de programação, 48 mil ouvintes teriam enviado os rótulos. A história é contada ainda hoje e marca o uso de estratégias de marketing, não só no rádio, mas no país.

A segunda rádio-novela a ir ao ar pela Nacional é “O Direito de Nascer”, posteriormente adaptada à televisão. Com texto do escritor cubano, Félix Caignet, o romance muda horários e compromissos dos brasileiros, que não queriam perder nem um capítulo e se torna um dos maiores sucessos radiofônicos de todos os tempos.

Era o início dessa mania brasileira, eternizada pelas TVs. A televisão aprende com o rádio como fazer novelas. A versão da TV Tupi de “O Direito de Nascer”, que vai ao ar em 1965, teria alcançado 73% de índice de audiência no Rio de Janeiro. Anos mais tarde, já na década de 90, ainda se pode observar o quanto a televisão brasileira foi influenciada pelo rádio. Basta lembrar que a maior batalha dominical pela audiência é travada pelos apresentadores Silvio Santos e Fausto Silva, ambos ex-radialistas.

Outro destaque da programação da Rádio Nacional são os seriados “Gerônimo, o herói do sertão” e “O Sombra”, inesquecíveis pelos truques de sonoplastia. Pela Rádio Nacional passam atores como Walter D`Ávila, Mário Lago, Oduvaldo Viana, Paulo Gracindo e Henriqueta Brieba. O escritor, compositor e ator Mário Lago é um dos maiores responsáveis pelas adaptações feitas na Nacional.

Depoimentos

Roberto Salvador

Roberto Salvador é professor de rádio e televisão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e no Centro Universitário Moacyr Bastos, também no Rio de Janeiro. Mas foi na Rádio Nacional que aprendeu o seu atual ofício. Lá entrou aos 13 anos, exatamente no dia 18 de setembro de 1952. Inicialmente, como rádio-ator, fez papéis infantis no programa Clube Juvenil Toddy. Ficou até acabar o programa, em 1957. Foi, então, trabalhar nas rádio-novelas e, posteriormente, no noticiário Repórter Esso.

Estatal

“No mesmo prédio onde está a Rádio hoje, tinha um jornal matutino, que se chamava “A manhã” e um vespertino chamado “A Noite”. O edifício chama-se “A Noite” e a Rádio Nacional pertencia a esses jornais. No início, ela dava muito prejuízo. Mas Getúlio Vargas sabia do poder e da força do rádio. Como a Rádio estava em má situação, ele a incorporou ao governo. Colocou, na direção, Gilberto de Andrade e disse a ele: “o governo não quer dinheiro da Rádio Nacional. Ele quer o poder da Rádio, quer força, quer que a rádio seja o porta-voz da cultura brasileira”. Então, Gilberto reuniu os diretores da Nacional e disse assim: “olha, a partir de agora, vocês podem gastar dinheiro à vontade. Arranjem os anunciantes e tudo o que der de lucro é para ser reinvestido na própria rádio”. Então, a rádio começou a contratar tudo que existia de melhor, a comprar equipamentos mais modernos e se transformou, de imediato, na maior emissora da América Latina porque veio justamente para se produzir rádio e não para dar lucro ao governo”.

Rádio-novelas

“A Rádio Nacional tinha vários estúdios. Cada programa, dependendo do perfil e formato, era transmitido em um ou em outro. Então, tínhamos o “gongo eletrônico”. Quando entrava uma novela no ar, o locutor que passava para o estúdio de rádio-teatro tinha que dizer a seguinte frase: “Nesse ponto, a Rádio Nacional passa a transmitir diretamente de seu estúdio de rádio-teatro” e vinha o gongo eletrônico, “gooooo!!!!”. O gongo era uma solenidade especialíssima, que só a rádio tinha. Esse gongo era a senha para que os ouvintes do Brasil inteiro aumentassem os seus volumes porque ia começar uma atração de rádio-teatro. Era como uma senha, que ligava o Brasil inteiro em determinados horários para a apresentação dos capítulos de novelas”.

Decadência

“Trabalhei na Rádio até 1962. Neste ano, ela já estava em processo de decadência porque a televisão começava a levar não só os artistas. Os grandes anunciantes da Rádio Nacional migraram para a televisão e levaram também os seus grandes astros. O rádio estava passando por profundas modificações. Os programas de auditório já não tinham o apelo de antes e passaram a acontecer coisas muito desagradáveis porque o perfil dos freqüentadores começou a mudar. Aquela rivalidade saudável que tinha entre as cantoras Marlene, Emilinha, Ângela Maria e Dalva de Oliveira, por exemplo, era extremamente saudável e bonita na época. Mas começou a descambar, o termo é esse, para algo quase como um precursor dos momentos de violência que a gente foi viver nas décadas seguintes. A própria direção da Rádio Nacional temia perder o controle da violência no seu auditório. Os programas começaram a sofrer com isso e a direção já começava a perder o pulso sobre esses freqüentadores. E começou a haver então o esvaziamento dos próprios programas de auditório”.

Sonho de ser TV

“Um outro fator importante foi a perda do canal de TV que a Rádio Nacional contava com muito entusiasmo. Era o famoso Canal 4, que acabou indo para as mãos da TV Globo. A rádio perdeu seu canal e, progressivamente, seus patrocinadores e verbas publicitárias para televisão. Não podendo mais arcar com o pagamento de artistas, que passaram a emigrar para a TV, houve necessidade de se rever o perfil da Rádio. A Rádio Tamoio foi pioneira ao rever o seu perfil. Ela se transformou exclusivamente em música. Mas a Rádio Nacional custou a acreditar que ia cair de seu pedestal”.

Repórter Esso

“O Repórter Esso foi criado para dar notícias da guerra e também, na verdade, para atrair o povo brasileiro para a causa aliada porque o Getúlio, nesta época, estava ainda em cima do muro entre o nazifascismo e os americanos. Mas, depois, o Getúlio acabou se definindo contra o nazifascismo. Esse noticiário não era redigido na Rádio Nacional, que fica ainda hoje na Praça Mauá. Era redigido na Cinelândia, que fica seguramente aos três quilômetros de distância. Vinha um ciclista, um estafeta, subindo a Avenida Rio Branco e entregava o noticiário, no 22º andar do edifício “A Noite”, na Rádio Nacional, isso minutos antes do Repórter Esso entrar no ar. A última notícia vinha por telefone porque, nesta época, não existia fax.

Quando o Heron entrava no estúdio para ler o Repórter Esso, cinco minutos antes, a última notícia, às vezes, ainda estava sendo preparada. O locutor lia o noticiário de forma pausada e lia o comercial de forma pausada, que era de um produto Esso. Ele fazia ao mesmo tempo a revisão da última notícia que o redator havia depositado sobre a sua mesa no estúdio. Então ele parecia que tinha o cérebro divido em duas partes. A parte esquerda lia o comercial e a parte direita fazia a revisão da última notícia. Isso eu o vi fazendo”.

O fim da Guerra

Em 1945, quando a guerra acabou, os japoneses já estavam praticamente para se render. O Heron (referindo-se ao locutor Heron Domingues) mudou para a rádio, botou cama de campanha, levou escova de dente, roupa e ficou morando na Radiobrás. “Acabou a guerra! Acabou a guerra! Acabou a guerra!”. O Heron tinha este disco guardado, mostrou pra todo mundo e disse: “olha, se eu estiver lá fora, vocês botam este disco”. Assim foi, até que ele resolveu ir a um restaurante. Quando estava lá, escuta um foguetório na rua, chama o garçom e diz: “o que está acontecendo?”. Aí o garçom olhou pra ele, levou um susto: “Ué, o senhor não está sabendo!?. Acaba de dar no Repórter Esso que acabou guerra”. Ele saiu esbaforido, pegou um táxi e veio para a rádio e ai sim, em sucessivas edições extraordinárias, ele começou a dar detalhes da rendição japonesa.

Acontece, que na hora que vieram os telegramas dizendo que os japoneses tinham assinado a rendição, procura daqui, cadê o disco?. Nesta história toda, a Rádio Tupi, com o locutor Dércio Luiz, deu a notícia primeiro. Acontece que o povo não acreditou. Muita gente dizia “Olha, escutei na Rádio Tupi. Mas só acredito quando der no Repórter Esso”. Tamanha era a credibilidade do noticiário do Esso. Isso é histórico. Foi um fato marcante. Enquanto o Repórter Esso não deu, o público não acreditou. Isso, na época, foi muito comentado. Teve até um jornal que disse assim: “A guerra só acabou depois que o Repórter Esso noticiou”.

Luiz Carlos Saroldi

Professor, escritor e radialista, um dos autores do livro “Rádio Nacional: o Brasil em Sintonia”.

Um fenômeno

“A Rádio Nacional está muito ligada à emoção do brasileiro, não só pelo lado musical e das novelas, que eram lacrimogêneas, melodramas sem pretensão à grande literatura. Mas a Rádio Nacional capitalizou até mesmo o sentido de unidade nacional, de integração dos brasileiros com o Brasil e até dos estrangeiros com o Brasil porque usando ondas curtas, também mandou pra fora do país todo o seu som e tudo aquilo que fazia.A Rádio foi realmente muito importante, foi um grande fenômeno. Talvez o único fenômeno parecido com o da Rádio Nacional, foi o da Revista Cruzeiro, dos Diários Associados, que se preocupava com a fotografia, que mostrava muito o Brasil para os brasileiros. A Nacional mostrava o Brasil para os brasileiros de uma maneira até mais sugestiva porque era sem imagem, só o som”.

Nação

“Getúlio Vargas percebeu, antes mesmo de ser presidente, que a música popular era importante. Quando ainda era deputado, em 1928, fez uma lei, conhecida como Lei Getúlio Vargas, regulamentando o uso da música nos lugares públicos e defendendo os direitos autorais dos compositores. Antes mesmo que se fosse um grande assunto, que se falasse muito nisso, ele já estava se antecipando. Em 1931, Vargas lança o primeiro decreto que vai regulamentar as normas técnicas para a concessão de emissoras. Em seguida, em 32, lança um decreto regulamentando a publicidade no rádio, que não era permitida. A partir disso, é que o rádio realmente ganha força porque descobre que não pode viver só da contribuição dos sócios, que pagavam uma quantia de 5 mil Réis na época. E vão buscar, no mercado publicitário, patrocínios para as rádios poderem sobreviver e pagar algum tipo de cachê aos seus artistas”.

Anúncios

“Antes do decreto, os anunciantes não acreditavam muito no anúncio radiofônico, acreditavam mais na imagem, nos outdoors e no anúncio da revista. Quando o rádio começa a procurar o anunciante, esse anunciante fica meio indeciso, se vale a pena botar dinheiro numa coisa que é só falada. Mas ai, um homem aparece, e se torna um grande vendedor. Era Ademar Case, que começa pela Rádio Phillips e sai em campo procurando patrocinadores. Mas, onde a coisa vai tomar impulso e seriedade, é na Rádio Nacional, em 1936, quando ela é lançada pelo Jornal “À Noite”, no alto daquele prédio da Praça Mauá, que era sempre majestoso, um arranha céu, o primeiro da América Latina e o único da cidade. Ele se destacava quase tanto quanto o Pão de Açúcar. A Rádio Nacional vai tentar chamar a atenção para àquela emissora. E chamou até nas menores coisas. Um vidro enorme que eles compraram para botar no auditório era da Tchecoslováquia, chegou de navio e teve que subir pelo lado de fora, levantado por cabos e a multidão ficou olhando aquela coisa”.

Marketing

“Os anunciantes começam a botar dinheiro mas depois acharam que, em certos bairros, a Rádio não era ouvida. Então, começaram a retrair a publicidade. Getúlio Vargas, 4 anos depois, em 1940, nomeou como diretor, Gilberto de Andrade. Ele já sabia de todos os defeitos técnicos. A rádio ia futuramente partir para o mercado, procurar patrocinadores para ganhar dinheiro e reinvestir no crescimento e aperfeiçoamento da própria rádio. A primeira coisa que eles fazem é mudar os transmissores de lugar, botar antenas novas, conseguir dinheiro para colocar transmissores de ondas curtas e, dois anos depois, inaugurar o auditório de quatrocentos e oitenta e poucos lugares, ninguém tinha um auditório daquele tamanho. Com isso a rádio ganhou seriedade e uma administração inteligente, no sentido moderno, até de marketing. Montam um serviço de estatística para descobrir qual dos artistas do elenco recebiam o maior número de cartas, qual dos programas interessavam mais ao público porque não existia o Ibope naquela época”.

José Ramos Tinhorão

O jornalista José Ramos Tinhorão é um dos principais pesquisadores da música popular brasileira. Nascido em 1928, em Santos, Tinhorão reuniu um acervo de mais de 7 mil livros e revistas sobre música, além de 10 mil discos, entre 78 rotações e LPs. O pesquisador é autor de livros essenciais para entender a história da cultura do país, entre eles “A música popular no romance brasileiro”, “História social da música popular brasileira”, “E o samba agora vai…” e “Cultura popular: temas e questões”.

Função unificadora

“O papel da Rádio Nacional foi muito importante. Em primeiro lugar, como ela tinha mais potência do que as outras, ela era ouvida em todo o Brasil. Então começa por cumprir um papel de política cultural, ou seja, passa a ter um papel unificador. Dentro de um conceito moderno, ela não unificava o Brasil a partir de uma cultura regional e, sim, a partir de um produto de cultura de massa que eram as chamadas ‘músicas de sucesso’. Consagrava artistas em programas de auditórios que se tornavam ídolos nacionais, como Emilinha Borba e outras. Isso tudo quando já existia a influência da música estrangeira que se acentua com a Segunda Guerra Mundial. A Rádio Nacional mantinha programas com artistas brasileiros. Lançou toda a música brasileira produzida pelas fábricas, como RCA Victor e a Odeon. Esse papel ninguém pode tirar da Rádio Nacional. Ela marca um momento de consciência nacional das massas urbanas. Ela é ouvida nos núcleos urbanos já mais desenvolvidos que tinham luz elétrica, pessoas que podiam comprar aparelhos de rádio para ter em casa. A Rádio Nacional contribui para uma tentativa de criar um caráter nacional, que era o objetivo do Getúlio Vargas no Estado Novo, que deixava as políticas regionais da Primeira República para uma política centralizada. E a Rádio Nacional representa a contrapartida cultural dessa proposta de centralização do governo Vargas”.

Artistas

“Naquela época, esses chamados ídolos de massas na música popular eram chamados de ‘cartazes’. Por exemplo, Orlando Silva aparece como grande cartaz, Francisco Alves também. Lança, inclusive, ídolos fabricados, como Cauby Peixoto. É o extremo da profissionalização na área da música de consumo. Existiam programas com prêmios e às vezes os caminhões da Rádio Nacional iam fazer os programas nos bairros e nos cinemas. Eles congregavam a própria cidade. Não era um negócio isolado na Praça Mauá. tinha programas que iam para os bairros, faziam sorteios em cima do caminhão com equipamento transmitindo ao vivo. Foi uma coisa muito rica. O Brasil começa imitando o rádio americano e depois faz coisas que eles nunca fizeram como fazer o programa numa praça de um bairro”.

Programação

“Na época, a Rádio Nacional não era só vitrolão. Existiam os programas ao vivo com os cantores, como o programa do Francisco Alves ao meio dia de domingo. Havia orquestras diferentes para quatro maestros diferentes. Era o maior quadro de músicos contratados do Brasil. Você tinha uma orquestra sobre a regência do maestro Lazoli, outra sobre a regência dos dois irmãos Gnattali, era uma coisa fantástica, uma experiência única e irreproduzível”.

Arquivos

“Quando a Rádio Nacional entra em decadência, não havia essa mentalidade. O Sergio Cabral (jornalista e pesquisador musical) conta que um dia ele foi ao banheiro da Rádio Nacional e lá estavam pilhas de disco de 78 rotações. Eu pergunto: onde é que estão aquelas milhares de partituras manuscritas dos maestros da Radio Nacional? Se você pusesse em ordem cronológica os manuscritos do Radamés Gnattali e outros maestros da Radio Nacional, teríamos uma idéia da evolução dos arranjos e da instrumentação de musica popular para orquestra. Isso sumiu tudo. Existem algumas fitas, mas se você considerar que ela levou anos, fazendo horas e horas diárias de programação musical, isso praticamente é uma gota d’água no oceano”.

Emissora de Rádio criada no Rio de Janeiro em 1936 a partir da compra da Rádio Philips, por 50 contos de réis. Seu primeiro prefixo, “Luar do sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, era tocado em vibrafone por Luciano Perrone e em seguida um locutor anunciava o prefixo da emissora: PRE-8.
Nesse ano mesmo, começou a apresentar pequenas cenas de rádio-teatro intercalados com números musicais. Foi nos anos 1940 e 1950 a principal emissora do país e verdadeiro símbolo da chamada “Era do Rádio”. Em 1937, foi inaugurado o “Teatro em Casa” para a irradiação de peças completas, semanalmente. Sua programação ao vivo passou depois a ser retransmitida para todo o país, o que a tornou uma pioneira na integração cultural do país. Seus programas de auditório, radionovelas, programas humorísticos e musicais marcaram a História do Rádio no Brasil.

Foi líder de audiência praticamente desde a fundação até que o aparecimento da TV ditasse novos rumos para a comunicação no país. Seus programas eram transmitidos diretamente dos muitos estúdios específicos, inclusive do auditório da Rádio, todos localizados nos três últimos andares do edifício “A Noite”, Praça Mauá, 7, Rio de Janeiro. Se seus programas de humor, suas radionovelas, seus programas noticiários e os esportivos viraram modelo para muitas outras Rádios do país, foi fundamental também para o desenvolvimento da música popular brasileira. Os primeiro nomes de cantores a formar seu casting foram Sonia Carvalho, Elisinha Coelho, Silvinha Melo, Orlando Silva, Nuno Roland, Aracy de Almeida e Marília Batista. Segundo depoimento do radialista e compositor Haroldo Barbosa ao pesquisador Luis Carlos Saroldi, “Nos primeiros anos, a Rádio Nacional apresentava uma estrutura muito simples: uma seção artística e uma seção administrativa, nada mais que isso. A emissora contava com menos de 30 pessoas para cantar, executar músicas, contabilizar e realizar outras tarefas menores”.

As rádionovelas da emissora marcaram época a partir da primeira transmitida em 1941, “Em busca da felicidade”, que durou três anos, até “O direito de nascer”, que chegou a mudar hábitos das pessoas que tinham compromisso marcado com as transmissões dessa radionovela, posteriormente adaptada para a televisão. Até meados da década de 1950, o Rádio-Teatro Nacional irradiou 861 novelas, as mais ouvidas do rádio brasileiro, segundo as mais seguras pesquisas de audiência. Pode-se observar que a música popular brasileira foi uma antes e outra depois da Nacional, que se transformou numa verdadeira criadora de ídolos através da realização de concursos como “A Rainha do Rádio”, que consagrou diversas cantoras, como Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira e Ângela Maria.

Um dos cantores que ficou marcado como símbolo dessa era foi Cauby Peixoto, que enchia o auditória da Rádio em suas apresentações. Em 1936, Linda Batista foi eleita a primeira “Rainha do Rádio”, permanecendo no posto por doze anos. Em 1938, Almirante estreou o primeiro programa de montagem, ou montado, que foi “Curiosidades musicais”, sob o patrocínio dos produtos Eucalol. O mesmo artista lançou no mesmo ano o primeiro programa de brincadeiras de auditório, o “Caixa de perguntas”. Outro programa de destaque na emissora surgido no mesmo período foi “Instantâneos sonoros brasileiros”, produzido por José Mauro com direção musical de Radamés Gnattali, regente da orquestra. Em 1939, Lamartine Babo passou a apresentar o programa “Vida pitoresca e musical dos compositores”.

Em 1940, a Rádio Nacional passou a fazer parte do Patrimônio Nacional, a partir de decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas, sendo então, dirigida por Gilberto de Andrade, que tratou de dar uma nova cara à programação da Rádio, no que muito foi auxiliado pelo radialista José Mauro, irmão do cineasta Humberto Mauro. No ano seguinte, passou a ser apresentado o noticioso “Reporter Esso”, marco do jornalismo radiofônico e que passaria a ter como apresentador três anos depois o locutor Heron Domingues. O prefixo do “Reporter Esso” foi escrito pelo maestro Carioca e executado por Luciano Perrone na bateria, Carioca no trombone e Francisco Sergio e Marino Pissiani nos pistons.

A Rádio Nacional foi a primeira emissora do Brasil a organizar uma redação própria para noticiários, com a rotina de um grande jornal diário impresso. A emissora da Praça Mauá possuía construiu uma divisão de rádio-jornalismo com mais de uma dezena de redatores, secretários de redação, rádio- repórteres, informantes e outros auxiliares, além de uma sessão de divulgação e uma sessão de esportes completa, e um boletim de notícias em idioma estrangeiro, que cobria todo o continente. Em 18 de abril de 1942, foram inaugurados os novos estúdios da Rádio Nacional, no viségimo primeiro andar do edifício “A Noite”.

Com 486 lugares, as novas instalações traziam inovações como o piso flutuante sobre molas especiais do palco sinfônico. Ainda em 1942, Almirante estreou o programa “A história do Rio pela música”. Nesse ano iniciou-se uma publicação semanal com a programação da emissora e cuja capa na maioria das vezes estampava a foto de cantores ou cantoras ligados à emissora. Também nesse ano, as ondas curtas da PRE-8 passaram a ser ouvidas em vários países.

Em 1943, a programação da emissora tomou impulso com a estréia do programa “Um milhão de melodias”, patrocinado pelo refrigerante Coca-Cola, que estava sendo lançado no Brasil. Para esse programa foi criada a Orquestra Brasileira, com direção de Radamés Gnatalli. O repertório do programa apresentava duas músicas brasileiras atuais, duas antigas e três músicas estrangeiras de grande sucesso. A Orquestra Brasileira de Radamés Gnatalli era formada pela mescla de grandes músicos como Luciano Perrone na bateria, vibrafone e tímpano, Chiquinho no Acordeão, Vidal no contrabaixo, Garoto e Bola Sete nos violões, José Meneses no cavaquinho, além dos músicos da velha guarda do samba carioca como João da Baiana no pandeiro, Bide no ganzá e Heitor dos Prazeres tocando prato e faca e caixeta.Também para atuar no programa foram criados os Trios Melodia e As Três Marias. Nesse ano, estreou com grande sucesso o programa “Trem da alegria”, apresentado pelo Trio de Osso, formado por Heber de Bóscoli, Yara Sales e Lamartine Babo.

Entre as muitas inovações surgidas na Rádio Nacional e que influíram no próprio desenvolvimento da música popular brasileira estão os arranjos para pequenos conjuntos, trios e quartetos de Radamés Gnattali e os acompanhamentos rítmicos do baterista Luciano Perrone que causaram uma pequena revolução no samba orquestrado feito até então. Foi Luciano Perrone quem sugeriu a Radamés Gnatalli a utilização dos metais, até então com funções exclusivamente melódicas, como mais um elemento de função rítmica na interpretação dos sambas gravados. Na década de 1940, pelo menos três dos maiores cantores brasileiros eram contratados da Rádio Nacional: Francisco Alves, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Ainda em 1943, estreou na Rádio Nacional o sanfoneiro Luiz Gonzaga que inspirado no sanfoneiro Pedro Raimundo que se vestia com trajes típicos do sul, resolveu vestir-se com trajes típicos do nordeste e dessa forma passou a divulgar a música e a cultura nordestinas. Em 1946, um dos maiores sucessos musicais foi o samba-canção “Fracasso”, de Mário Lago gravado por Francisco Alves e tema extraído da radionovela com o mesmo título.

Nesse ano, a Rádio Nacional inovou na forma de transmitir partidas de futebol, adotando o chamado “sistema duplo”, que dividia o campo de jogo em dois setores, cada qual com um locutor acompanhando de preferência o ataque de cada um dos times. O “sistema duplo” foi inspirado no então moderno método de arbitragem em trio, com os bandeirinhas colocados em ângulos opostos. A década de 1950 ficou marcada pela acirrada competição pelo título de “Rainha do Rádio” que envolveu em disputas memoráveis cantoras como Emilinha Borba, Marlene e Ângela Maria. Nessa década, os programas de auditório da emissora tornaram-se tão concorridos que era cobrado ingresso até para assistir os programas em pé. Outra disputa musical que marcou época no Rio de Janeiro, tendo a Rádio Nacional como centro, era a da divulgação de marchas e sambas carnavalescos, dos quais um dos muitos destaques foi o cantor e compositor Blecaute, sempre presente aos programas de auditório da Rádio.

Nesse período fizeram parte o “cast” da emissora artistas que marcaram a música popular brasileira como: Orlano Silva, Ataulfo Alves, Carlos Galhardo, Linda Batista, Luiz Gonzaga, Carmen Costa, Nelson Gonçalves, Nuno Roland, Paulo Tapajós, Albertinho Fortuna, Carmélia Alves, Luiz Vieira, Zezé Gonzaga, Gilberto Milfont, Heleninha Costa, Ademilde Fonseca, Bidu Reis, Nora Ney, Jorge Goulart, Neuza Maria, Adelaide Chiozzo, Jorge Fernandes, Dolores Duran, Lenita Bruno, Carminha Mascarenhas, Violeta Cavalcânti, Vera Lúcia, etc.

Em 1948, Dircinha Batista foi eleita “Rainha do Rádio” substituindo a irmã Linda Batista. No ano seguinte, teve início a eletrizante disputa pelo título de “Rainha o Rádio” entre as cantoras Emilinha Borba e Marlene. Esta última, foi eleita no ano seguinte com o apoio da Companhia Antártica Paulista, que lançava o Guaraná Caçula e fez dela sua garota propaganda, tendo o total de 529.982 votos. Marlene repetiu o feito no ano seguinte.

Em 1952 e 1953, a Rainha foi Mary Gonçalves. Por volta de 1950 foi criado na emissora o Departamento de Música Brasileira, que obteve um de seus maiores êxitos no ano seguinte no programa “Cancioneiro Rayol” com a série “No mundo do baião”, apresentada pelo radialista Paulo Roberto. A chefia do Departamento de Música Brasileira foi entregue inicialmente ao compositor Humberto Teixeira. Outro programa musical ligado ao departamento de Música Brasileira e que fez muito sucesso foi “Lira de Xopotó”, apresentado pelo radialista Paulo Roberto e que incentivava as bandas do interior que apresentavam músicas com arranjos do maestro Lírio Panicali. Igualmente Programa marcante dessa época foi “Música em surdina”, criado por Paulo Tapajós e apresentado em estúdio no final da noite por Chiquinho, no acordeom, Garoto, ao violão e Fafá Lemos ao violino, interpretando um repertório eclético e que deu ensejo ao sugimento do Trio Surdina.

O violinista Garoto por sinal, foi um dos artistas que se destacou na Rádio Nacional nos anos 1950, quando passou por diferentes grupos nos seus dez anos de permanência na programação. Atuou na Orquestra Brasileira de Radamés Gnattali e pelo Bossa Clube ao lado de Luis Bittencourt, Luis Bonfá, Valzinho, Bide, Sebastião Gomes e Hanestaldo. Ainda na década de 1950, destacaram-se os programas “Sua excelência a música” e “Quando os maestros se encontram”.

Esse último reunia cinco arranjadores da emissora, quase sempre os maestros Alexandre Gnattali, Lírio Panicali, Alberto Lazzoli, Léo Peracchi e Alceo Bocchino. Ainda no começo da década houve a tentativa frustada de criar o selo Nacional para gravação de discos que ficou apenas no primeiro, com Manezinho Araújo gravando o baião “Torei o pau”, de Luiz Bandeira e a marcha “Um cheirinho só”, de Manezinho Araújo e Armando Rosas. Destacaram-se também nessa década inúmeros programas mistos como “Coisas do Arco da Velha”, de Floriano Faissal; “Gente que brilha” e “Nada além de 2 minutos”, de Paulo Roberto; “Clube das donas de casa”, de Lourival Marques; “Grande espetáculo Brahma”, de Mario Meira Guimarães; “Hoje tem espetáculo”, de Paulo Gracindo; “Música e beleza”, de Roberto Faissal; “Nova Historia do Rio pela música” e “Recolhendo o folclore”, de Almirante; “Passatempo Gessy”, de Jota Rui; “Rádiosemana”, de Hélio do Soveral; “Roteiro 21”, de Dinarte Armando; “Seu criador Superflit”, de Lourival Marques e “Todos cantam sua terra”, de Dias Gomes. Entre os programas de Rádio-teatro merecem citação, “A vida que a gente leva” e “Boa tarde, madame”, com Lucia Helena; “Consultório sentimental”, com Helena Sangirardi; “Divertimentos Brankiol”, com Ary Picaluga; “Edifício Balança mas não cai”, com Paulo Gracindo; “Grande Teatro De Milus”, com Dias Gomes; “Jararaca e Ratinho”, com Joe Lester; “Marlene meu bem”, com Mário Lago; “Os grandes amores da História”, com Saint Clair Lopes; “Sabe da última?”, com Rui Amaral e “Tancredo e Trancado”, com Ghiaroni.

Em 1951, Paulo Tapajós criou o programa “A turma do sereno”, de grande sucesso e no qual um repertório de serestas era apresentado por Abel Ferreira no clarinete, Irany Pinto no violino, João de Deus na flauta, Sandoval Dias no clarone, Waldemar de Melo no cavaquinho e Carlos Lentini e Rubem Bergman nos violões. ]

Segundo as palavras de Paulo Tapajós, o programa “Turma do sereno ocupava apenas um cavaquinho, uma flauta, um clarinete, um clarone e um violino, além dos cantores e outros solistas convidados. A “Turma do sereno” era o reencontro da música com a rua mal iluminada pelo lampião a gás, era o momento em que a gente imaginava que numa esquina de rua encontravam-se os velhos amigos para fazer choro, para cantar valsas e modinhas; era a oportunidade da gente tirar dos velhos baús alguns xotes, maxixes, polcas, já um tanto amarelados”. Nos anos de 1953 e 1954, a cantora Emilinha Borba foi eleita “Rainha do Rádio”. Nos dois anos seguinte, a consagrada foi Ângela Maria que chegou a obter o total de 1.464.996 votos. Em 1955, o radialista Almirante retornou à Rádio Nacional e criou os programas “A nova história do Rio pela música” e “Recolhendo o folclore”. Por essa época, Renato Murce apresentou o programa “Alma do sertão”, um dos maiores sucessos entre os programas sertanejos. Em 1959, o cantor e compositor Zé Praxédi passou a apresentar diariamente o programa “Alvorada sertaneja”.

Um dos mais famosos programas da década de 1950 foi o “Programa César de Alencar”, que comemorou os dez anos no ar com um show para 20 mil pessoas no Maracanãzinho. Outros programas com animadores ficaram também célebres, como os de Paulo Gracindo e Manoel Barcelos. Outro estaque de sua história, foi o estúdio para rádio novelas e seriados diversos , como “Gerônimo, o herói do sertão” e “O Sombra”, onde os truques de sonoplastia ficaram célebres especialmente os truques do sonotecnico Edmo do Valle. Entre os programas de auditório apresentados na Rádio na década de 1950 podemos destacar: “Alegria, meus senhores” e “Este mundo é uma bola”, apresentados por Fernando Lobo; “Alô, memória”, “Dr. Infezulino” e “Enquanto o mundo gira”, apresentados por Paulo Gracindo; “Ganha tempo Duchen”, “O Cartaz da Semana” e “Parada dos Maiorais”, com Hélio do Soveral; “Nas asas da canção”, com Dinarte Armando; “Qualquer semelhança é mera coincidência”, com Waldir Buentes; “Papel Carbono”, Renato Murce e “Placar musical”, com Nestor de Holanda Cavalcânti. Entre os programas musicais também merecem destaque, ” A canção da lembrança”, com Lourival Marques; “Audições Cauby Peixoto”, apresentado por Mário Lago; “Audições Orlando Silva”, com Ghiaroni; “Cancioneiro Royal”, com Paulo Tapajós; “Cancioneiro romântico”, com Rui Amaral; “Carrossel musical”, com Ouranice Franco; “Clube do samba” e “Pelas estradas do mundo”, com Fernando Lobo; “Fama e popularidade”, com Oswaldo Elias; “Festivais G. E.”, com Leo Peracchi; “Festivais de gaitas”, com Cahuê Filho; “Horário dos cartazes”, com Almeida Rego e “Preferências musicais”, com Dinarte Armando. Dentre seus muitos locutores famosos está César Ladeira, uma das vozes de excelência de toda a história do Rádio no Brasil, especialmente lembrado com o programa “A crônica da cidade”. O declínio da Rádio, que se iniciara com a inauguração da televisão acentuou-se de forma definitiva com o Golpe militar de 1964 que afastou 67 profissionais e colocou sob investigação mais 81.

Em 1972, os arquivos sonoros e partituras utilizadas em programas da Rádio foram doados ao Museu da Imagem e do Som, MIS. Durante as décadas de 1980 e 1990 o declínio da Rádio se acentuou devido à falta de investimentos e à concorrência cada vez maior da televisão e também das Rádios FM. A emissora foi perdendo audiência e deixando de disputar os primeiros lugares na preferência do público. Manteve no entanto durante esse tempo diversos programas tradicionais da emissora apresentados por radialistas como Dayse Lucide, Gerdal dos Santos e outros que ainda arrastavam atrás de si a audiêencia de ouvintes fiéis e saudosos dos tempos de glória da emissora. A partir de junho de 2003, passou a estar sob a direção de Cristiano Menezes, que iniciou um plano de revitalização da PRE – 8. Em 2004, foi assinado um convênio entre a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e a Petrobras, que acertou a digitalização de todo o acervo de partituras da Rádio. Entre as obras estão raridades dos maestros Radamés Gnattali e Guerra-Peixe.

Nesse ano, a Rádio saiu do ar por 15 dias para passar por reformas que incluem a troca de transmissores e instalação de novos estúdios no antigo prédio da Praça Mauá, no Rio de Janeiro. Além disso, a Rádio Nacional passará a ser a primeira Rádio Digital AM. Tudo dentro de um plano de revitalização da Rádio. O famoso auditório da Rádio será reformado e terá sua capacidade reduzida de 500 para 150 lugares e voltará a abrigar shows. Entre os novos programas estão previstos, o “Homenagem Nacional”, no qual um sexteto permanente acompanhará a homenagem a um grande nome da história da música popular brasileira, com um astro atual interpretando sucessos do artista homenageado. Programa-se ainda o “Memória Nacional”, que deverá ser apresentando ao vivo, reunindo nomes como Cauby Peixoto, Marlene, Emilinha, Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas e Adelaide Chiozzo, que foram sucessos nos anos de ouro da Rádio Nacional. Ela ficou conhecida como “A escola do Rádio”, o que por si só dá o tamanho de sua importância histórica.

Fontes

BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: CABRAL, Sérgio. A MPB na Era do Rádio. São Paulo: Moderna, 1996. MURCE, Renato. Bastidores do rádio – fragmentos do rádio de ontem e de hoje. Rio de Janeiro: Imago, 1976. SAROLDI, Luiz Carlos e MOREIRA, Sonia Virginia. Rádio Nacional – O Brasil em sintonia. Rio de Janeiro: Funarte, 1984.

http://www.tvbrasil.org.br/saladeimprensa/radionacional.asp



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Rádio Nacional da Amazônia – Ondas Curtas 11.780 kHz e 6.180kHz

A Rádio Nacional da Amazônia é um canal de comunicação popular que fortalece o ele entre as comunidades da Amazônia, valorizando e divulgando a diversidade cultural da região. As pautas nascem das demandas da população amazônida por inclusão social..

Inaugurada em 1 de setembro de 1977, a emissora transmite em ondas curtas para a região amazônica, com cobertura de mais da metade do território nacional. Atinge, potencialmente, 60 milhões de habitantes, com um sinal chega em toda a região norte, além de Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e outros estados.

A Radiobrás possui o maior complexo de transmissores e antenas de radiodifusão em Ondas Médias e Curtas da América Latina, localizado no Parque do Rodeador, em Brasília.

O sistema de alta potência em Ondas Médias conta com dois transmissores de 300 kW de potência, operando em 980 kHz, que, juntos, totalizam 600 kW de potência.

Este sistema combinado é usado apenas à noite, quando as condições de propagação permitem que a Rádio Nacional AM de Brasília cubra todo o território nacional.

O sistema de alta potência em Ondas Curtas é composto de seis transmissores de 250 kW de potência. É formado por 13 antenas e permite cobertura de quase todo o globo terrestre.

http://www.radiobras.gov.br

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Radiobrás desenvolve tecnologia para aumentar vida útil de válvula de transmissores

Brasília, 25 (Agência Brasil – ABr) – Dentre as observações de Issac Newton está a de que “a necessidade é a mãe de todas as invenções”. Popularmente, esse pensamento equivale ao adágio: a necessidade faz o sapo pular. Grandes idéias normalmente brotam de situações adversas, como ocorreu na Radiobrás. A constante queima de uma válvula dos transmissores da Rádio Nacional, que obrigava a remanejamentos na programação e na improvisação de alguns instrumentos, levou os engenheiros da empresa a desenvolver um resfriador que aumenta a vida útil da válvula.

Esse equipamento ganha em importância quando se verifica que essa válvula importada da França custa R$ 70 mil e, funcionando no antigo esquema, tem vida útil aproximada de três mil horas. Com o sistema de resfriamento desenvolvido pelos engenheiros Eumar Paes Nascimento e José Henrique Eichlar a expectativa é de que a mesma válvula opere sem problemas por 50 mil horas.

O ponto chave desse sistema é o resfriamento por condensação forçada. Como explica o professor Aldo João de Sousa, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Brasília (UnB), consultor do projeto, quando válvulas desse tipo estão em funcionamento, um terço da potência é dissipada em calor, aumentando a temperatura nos transmissores. No modelo convencional, o resfriamento é feito com água que, após passar pelo sistema aquecido, evapora, sobe e dissipa, tudo de forma natural e sem controle.

Com a nova tecnologia, a água entra no sistema, absorve parte da temperatura e sai, ainda em estado líquido. O sistema é constante, as bombas que promovem a circulação da água devem ser ligadas antes dos transmissores, assim, a temperatura interna nos transmissores é controlada, mantendo-se inferior a 56° Celsius. Um dos três transmissores em ondas curtas da Rádio Nacional já funciona com o novo resfriador há mais de mil horas.

O desejo de aumentar a vida útil das válvulas vem desde a instalação dos transmissores, em 1978. Entretanto, somente há dois anos a idéia se concretizou. Além da supervisão da UnB em termodinâmica e dinâmica dos fluídos, o projeto contou com o apoio da Richardson, maior fornecedora de componentes eletrônicos do mundo. A empresa norte-americana forneceu R$ 70 mil em materiais, enviando, ainda, técnicos para acompanhar o projeto. Pelos cálculos de Eumar, o custo de desenvolvimento do resfriador ficou em torno de US$ 50 mil.

O aspecto econômico também motivou os engenheiros da empresa a buscarem outras tecnologias. O retificador dos transmissores utilizava seis válvulas, cada uma delas orçada em US$ 8 mil e com vida útil estimada de 1500 horas. Os engenheiros montaram um retificador com componentes nacionais que dispensa o uso de válvulas. O equipamento tem o custo médio de R$ 50 mil e, segundo seus criadores, deve funcionar sem problemas por vinte anos.

O próximo projeto será a recuperação de válvulas moduladoras e de estágio final. “As válvulas têm custo muito alto para serem descartadas ao primeiro problema”, justifica o professor Aldo. O objetivo, explica Eumar, é adquirir tecnologia que possibilite estudar especificamente cada válvula, verificando o motivo de sua queima e analisando a possibilidade de recuperação do componente danificado. (Hebert França)

© Todas as matérias poderão ser reproduzidas desde que citada a fonte

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Dijibuti – o Chifre da África presente no Rádio de Ondas Curtas

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

No Momento Cultural de hoje, falaremos um pouco sobre a história de um país que no mês de março passado, reativou suas transmissões em onda curta, e que seu sinal desde então, está sendo captado aqui no Brasil na freqüência de 4780 kHz.

Este país chama-se Djibuti.

Localizado no nordeste do continente africano, no chamado Chifre da África, o país é uma das áreas mais quentes e áridas do planeta. Seus desertos contêm lagos salgados, e apenas 1% do território é arável. Quase toda a comida é importada. Última colônia francesa a conquistar a independência no continente, o Djibuti vive de serviços e comércio, que respondem por 80% do PIB. A atividade econômica concentra-se na capital, a cidade portuária de Djibuti, importante ponto de comunicação com a península Arábica e o Oriente.

O nome oficial é República do Djibuti, com uma população de 450.000 e sua fronteira limitada a Noroeste e a leste pelo Mar Vermelho, a Sudeste pela Somália, a Sudoeste pela Etiópia e a Norte pela Eritreia.

O seu idioma oficial é árabe, existindo também o francês, afar, issa e somali. A religião é predominante muçulmana com 94% da população, e as demais 6% cristã.

Nos últimos anos, conflitos internos levam cerca de 10 mil djibutienses a exilar-se na Etiópia. Ao mesmo tempo, refugiados somalis e etíopes que estavam na região são repatriados, diminuindo de 150 mil para aproximadamente 25 mil.

Habitado por tribos nômades convertidas ao islamismo no século IX, o país nasce como colônia, a Somália Francesa, estabelecida em 1862. A partir de 1958 adquire status de território ultramarino, com autonomia limitada, passando a chamar-se Território dos Afars e Issas, referência a dois grupos étnicos que compõem sua população. Um plebiscito realizado em 1977 aprova a separação da França.

Em junho desse ano proclama a independência e adota o nome de Djibuti. Hassan Gouled Aptidon (da etnia issa) é eleito para presidente, concorrendo como candidato único. Na década de 80, o poder absoluto de Gouled é desafiado por grupos ligados à etnia afar, apoiados pela vizinha Etiópia. Em abril de 1991 surge uma poderosa organização armada, a Frente pela Restauração da Unidade e Democracia (Frud), formada pela união de três grupos rebeldes da etnia afar. Em novembro, a Frud lidera uma insurreição contra o governo e ocupa o norte do país.

Em 1994, a Frud se divide em várias lideranças. A facção de Ougoureh Kifleh Ahmed e Ali Mohamed Daoud negocia com o governo, em nome da organização, o fim do conflito. Um acordo assinado em dezembro prevê a incorporação de parte do Exército da Frud às Forças Armadas nacionais, a criação de um Conselho de Ministros multi étnico e a reforma eleitoral. O processo de pacificação é conturbado porque a Frud não tem controle total de seu contingente e um setor mantém a luta armada.

Em 1996, a Frud é reconhecida como partido político, o quarto do país – quatro é o número máximo de partidos permitido pela Constituição de 1992. A Frud apresenta-se nas eleições parlamentares de 1997 em aliança com o partido governista União Popular pelo Progresso (RPP). Juntos obtêm a totalidade das 65 cadeiras do Parlamento. Em junho de 1998, o FMI aprova novo aumento do crédito concedido ao país, que totaliza cerca de US$ 11 milhões, em contrapartida a um programa de reformas econômicas e ajuste orçamentário.

Recentemente, em função de um acordo com os Estados Unidos, foi instalado naquele país um transmissor de ondas Médias de 600 kwatts para a retransmissão da Rádio Sawa, que é uma emissora mantida pelo governo americano que transmite em Árabe para o Oriente Médio e norte da África.

Segundo informações divulgadas, como parte deste acordo, os Estados Unidos, não só instalaram dois transmissores em FM para retransmitir programas da Rádio Voz da América, a emissora governamental dos Estados Unidos, como também ajudou o Djibuti a reativar sua estação de ondas curtas . E desde então, suas transmissões têm sido captadas na freqüência de 4780 kHz, banda de tropical de 60 metros.

Este episódio mostra que o rádio, independente da faixa de operação, seja em Ondas Medias, FM, mas em especial em ondas curtas, ainda se apresenta como uma importante ferramenta para a divulgação de ideologias e informações sobre cultura e pontos de vista, aos mais distantes lugares da nossa aldeia global.

O áudio de abertura e fechamento deste momento cultural, é da Radio Djibuti transmitindo no idioma somali.

Até o próximo encontro, e abraços de Sarmento Campos, da cidade do Rio de Janeiro.

Dijibuti - O Chifre da África no Rádio em Ondas Curtas
Dijibuti – O Chifre da África no Rádio em Ondas Curtas



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Mais Apocalipse nas Ondas Curtas do Rádio

JUDGMENT DAY

THE END OF THE WORLD IS ALMOST HERE!

HOLY GOD WILL BRING JUDGMENT DAY ON MAY 21, 2011

A tradicional emissora americana no dial do rádio de ondas curtas – Family Radio – está divulgando que o fim do mundo já tem data marcada para acontecer : 21 de Maio de 2011.

Esta emissora utiliza potentes transmissores localizados nos Estados Unidos para emitir seus programas para todo o mundo em diversos idiomas, inclusive em Português para o Brasil, Europa e África.

Fundada em 1958 por Harold Camping, opera na cidade de Oakland, na California, e não tem fins lucrativos, na realidade, se mantém através de doações principalmente dos religiosos americanos. Atualmente, utiliza uma rede doméstica de emissoras em FM nos Estados Unidos, e utiliza transmissores em Ondas Médias e FM em alguns países, como Rússia, Turkia e Lesotho.

Também se utiliza de transmissões em satélite e tem forte presença na Internet tornando disponível seus programas.

Seus sinais em onda curta chegam muito bem no Brasil, e a partir de um simples rádio portátil, pode-se ouvir sua mensagem apocaliptica em nosso idioma nativo.

Transmissões em Ondas Curtas para o Brasil

Family Radio - Transmitindo o Apocalipse para o Mundo em Ondas Curtas

JUDGMENT DAY is feared by the world and is the day that God will destroy the world because of the sins of mankind. The world is correct in believing that Judgment Day will come. The Bible gives us the correct and accurate information about that Day.

The Bible is the Holy Book written by Holy God who is the Creator of this beautiful world. The Holy Bible is without question a very ancient book, having been completed about 1,900 years ago. In its original languages (mostly Hebrew and Greek) it has never been changed, and each and every word in the original languages is from the mouth of God. The Bible is divided into two parts (the Old Testament and the New Testament), with each part divided into many books. Each book is divided into chapters, and each chapter is divided into verses. One of the books is named Second Timothy (2 Timothy). In Chapter 3, verse 16 (2 Timothy 3:16) of this book Holy God tells us:

All Scripture is given by inspiration of God, and is profitable for doctrine, for reproof, for correction, for instruction in righteousness.

In Jeremiah 36:1-4 God gives an example of how the Bible was written:

And it came to pass in the fourth year of Jehoiakim the son of Josiah king of Judah, that this word came unto Jeremiah from the LORD, saying, Take thee a roll of a book, and write therein all the words that I have spoken unto thee against Israel, and against Judah, and against all the nations, from the day I spake unto thee, from the days of Josiah, even unto this day. It may be that the house of Judah will hear all the evil which I purpose to do unto them; that they may return every man from his evil way; that I may forgive their iniquity and their sin. Then Jeremiah called Baruch the son of Neriah: and Baruch wrote from the mouth of Jeremiah all the words of the LORD, which He had spoken unto him, upon a roll of a book [the roll of the book is the Bible].

Holy God is far, far greater than our human minds can even begin to explain or understand. In Genesis 1:1 God declares:

In the beginning God created the heaven and the earth

The Holy Bible is a book written to us so that we can know that Holy God created this beautiful universe, including all of its plants and animals, birds and sea creatures, and mankind who was created to rule this earth. Indeed there is no being of any kind that can compare with Holy God, who simply by speaking brought every kind of plant, animal, sea creature, and mankind, sun, stars, etc., into existence. For example, Holy God tells us in His Holy Bible in Genesis 1:24-26:

And God said, let the earth bring forth the living creature after his kind, cattle, and creeping thing, and beast of the earth after his kind: and it was so. And God made the beast of the earth after his kind, and cattle after their kind, and every thing that creepeth upon the earth after his kind: and God saw that it was good. And God said, Let Us make man in Our image, after Our likeness: and let them have dominion over the fish of the sea, and over the fowl of the air, and over the cattle, and over all the earth, and over every creeping thing that creepeth upon the earth.

The people of the earth, which we call mankind, were created to rule over this earth. God gave laws by which we can live as happily and wisely as possible. He warns, however, that the breaking of those laws is sin, and sin will bring punishment from God. The Bible declares in Romans 6:23: For the wages of sin is death….

The Bible teaches there is only one God. The Bible says in Deuteronomy 4:39:

Know therefore this day, and consider it in thine heart, that the LORD He is God in heaven above, and upon the earth beneath: there is none else.

Because God is so great and glorious He calls Himself by many different names. Each name tells us something about the glorious character and nature of God. Thus in the Bible we find such names as God, Jehovah, Christ, Jesus, Lord, Allah, Holy Spirit, Savior, etc. Names such as Jehovah, Jesus, Savior, and Christ particularly point to God as the only means by which forgiveness from all of our sins and eternal life can be obtained by God’s merciful and glorious actions. For more information on this subject, you may request a free copy of I Hope God Will Save Me.

Many books have been written about the Bible, or are regarded as additions to the Bible, like the Koran or the Book of Mormon. But however old or prestigious or well- accepted as a holy book they may be, no book other than the Bible is written by God Himself, and is Holy as the Bible is Holy. God warns in Revelation 22:18:

For I testify unto every man that heareth the words of the prophecy of this book, If any man shall add unto these things, God shall add unto him the plagues that are written in this book.

The word “plagues” in this verse refers to the punishment of death and destruction that will come upon all those who sin. The Bible teaches that even though God loves this world, which He in His infinite wisdom created, the law of God requires that those who sin must be punished by death. The Bible says in Ezekiel 18:20: The soul that sinneth, it shall die. In Romans 3:10 the Bible declares: There is none righteous [has not sinned], no, not one.

God must also obey His law and therefore, since all the people of the world are sinners, He finally must destroy the world. It is evident that sin in the world has become very great. The Bible warns in Jeremiah 25:33:

And the slain of the LORD shall be at that day from one end of the earth even unto the other end of the earth: they shall not be lamented, neither gathered, nor buried; they shall be dung upon the ground.

However, the Holy Bible tells us that Holy God is a God of great mercy, compassion and love. That is why He has given us in advance of the destruction the exact time of the Day of Judgment. The Bible tells us in Amos 3:7:

Surely the Lord GOD will do nothing, but He revealeth his secret unto His servants the prophets.

Consequently we now can know from the Bible the exact time and many details of God’s destruction plan that is to come upon the whole world.

While there is still time we can very humbly cry to God for His gracious mercy. Maybe, since God is such a merciful God, He might forgive someone who is humbly pleading with God for mercy. God promises for example in Zephaniah 2:3:

Seek ye the LORD, all ye meek of the earth, which have wrought His judgment; seek righteousness, seek meekness: it may be ye shall be hid in the day of the LORD’S anger.

Holy God demonstrates for us that He is completely able to bring destruction on this whole world because of sin. The Holy Bible informs us of this awesome fact in Genesis 6:12-13:

And God looked upon the earth, and behold, it was corrupt; for all flesh had corrupted his way upon the earth. And God said unto Noah, The end of all flesh is come before Me; for the earth is filled with violence through them; and behold, I will destroy them with the earth.

By careful study of the Bible we learn that in the year 4990 B.C. (Before Christ) God brought a flood of water and destroyed the entire earth except for eight people and the animals that were with them. They were not destroyed because God brought them into the safety of the ark. Their leader, Noah, had obeyed God’s command to build a huge boat, called an ark, about 450 feet (137 meters) long.

The Holy Bible tells us in Hebrews 11:7:

By faith Noah, being warned of God of things not seen as yet, moved with fear, prepared an ark to the saving of his house; by the which he condemned the world, and became heir of the righteousness which is by faith.

Seven days before the beginning of the Flood that completely covered the entire earth, God commanded Noah to warn the peoples of the world that they had seven days to get into the safety of the ark. The Holy Bible tells us that on the 17th day of the 2nd month of that year God shut the door of the ark. Then, the Flood began to completely cover the entire earth.

About 5,000 years later God wrote in His Holy Bible in 2 Peter Chapter 3 about this worldwide destruction by water in the days of Noah. In the same chapter He also warned that the time would come when Holy God would destroy the whole world by fire. Our entire universe would be forever destroyed. In between these two declarations of worldwide destruction that would come because of sin God made a very important statement. God declared in 2 Peter 3:8:

But, beloved, be not ignorant of this one thing, that one day is with the Lord as a thousand years, and a thousand years as one day.

God had written in the Holy Bible in Genesis 7:4:

For yet seven days, and I will cause it to rain upon the earth forty days and forty nights; and every living substance that I have made will I destroy from off the face of the earth.

God added in Genesis 7:10-11:

And it came to pass after seven days, that the waters of the Flood were upon the earth. In the six hundredth year of Noah’s life, in the second month, the seventeenth day of the month, the same day were all the fountains of the great deep broken up, and the windows of heaven were opened.

The ark that Noah had built was the only place of safety from the destruction of the Flood. Likewise, God’s gracious mercy is the only place of safety from the destruction that is coming on the Day of Judgment.

In 2 Peter 3:8, which is quoted above, Holy God reminds us that one day is as 1,000 years. Therefore, with the correct understanding that the seven days referred to in Genesis 7:4 can be understood as 7,000 years, we learn that when God told Noah there were seven days to escape worldwide destruction, He was also telling the world there would be exactly 7,000 years (one day is as 1,000 years) to escape the wrath of God that would come when He destroys the world on Judgment Day. Because Holy Infinite God is all-knowing, He knows the end from the beginning. He knew how sinful the world would become.

Seven thousand years after 4990 B.C. (the year of the Flood) is the year 2011 A.D. (our calendar).

4990 + 2011 – 1 = 7,000

[One year must be subtracted in going from an Old Testament B.C. calendar date to a New Testament A.D. calendar date because the calendar does not have a year zero.]

Thus Holy God is showing us by the words of 2 Peter 3:8 that He wants us to know that exactly 7,000 years after He destroyed the world with water in Noah’s day, He plans to destroy the entire world forever. Because the year 2011 A.D. is exactly 7,000 years after 4990 B.C. when the flood began, the Bible has given us absolute proof that the year 2011 is the end of the world during the Day of Judgment, which will come on the last day of the Day of Judgment.

Amazingly, May 21, 2011 is the 17th day of the 2nd month of the Biblical calendar of our day. Remember, the flood waters also began on the 17th day of the 2nd month, in the year 4990 B.C.

The Holy Bible gives several additional astounding proofs that May 21, 2011 is very accurate as the time for the Day of Judgment. For more information on this subject, you may request a copy of We Are Almost There, available free of charge from Family Radio.

God is proving to us that we have very accurately learned from the Holy Bible God’s time-plan for the end of the world.
GOD’S SUBLIME MERCY AND COMPASSION

God in His Holy Bible has given us a beautiful example of His compassionate mercy. Included in the Holy Bible is the book called Jonah. In it God tells of a very wicked city with a population of more than 120,000 people that existed about 2,800 years ago. It was called Nineveh, which was a capital city of the nation of Assyria that knew nothing of the Bible. But because of its wickedness and because Holy God is merciful, He sent a prophet named Jonah to that city. Jonah’s message from God to them was that in 40 days the whole city was to be destroyed.

The whole city correctly believed with all their hearts that this warning was from Holy God. Thus from the king on down to the lowest servant they repented, which means they turned away from their sins and their pride. The Holy Bible tells us that they sat in sackcloth and ashes. This meant that they fully realized that because of their sins they had dreadfully shamed God. To put on sackcloth and ashes was an act of supreme humility to show in the clearest way to God and to all of the people how greatly they were humbled by their sins against Holy God. It showed that they knew that they fully deserved that God should destroy them because of their sin.

But maybe, there was hope that Holy God might change His mind and instead have mercy on them. The Bible tells us in Jonah 3:6-9:

For the word came unto the king of Nineveh, and he arose from his throne, and he laid his robe from him, and covered him with sackcloth, and sat in ashes. And he caused it to be proclaimed and published through Nineveh by the decree of the king and his nobles, saying, Let neither man nor beast, herd nor flock, taste any thing: let them not feed, nor drink water: But let man and beast be covered with sackcloth, and cry mightily unto God: yea, let them turn every one from his evil way, and from the violence that is in their hands. Who can tell if God will turn and repent, and turn away from his fierce anger, that we perish not?

In answer to their complete humility we read of God’s fabulous, incomprehensible mercy toward these extremely wicked people. God tells us in Jonah 3:10:

And God saw their works, that they turned from their evil way; and God repented of the evil, that He had said that He would do unto them; and He did it not.

Because this entire wicked city of Nineveh turned from their evil ways and with great humility cried to God for mercy, Holy God did change His mind and did not destroy them.

Sadly, the Holy Bible tells us that only a small percentage of today’s world will turn from their evil ways, and with great humility and fear will cry to God for mercy. Nevertheless, the Bible assures us that many of the people who do beg God for His mercy will not be destroyed. We learn from the Bible that Holy God plans to rescue about 200 million people (that is about 3% of today’s population). On the first day of the Day of Judgment (May 21, 2011) they will be caught up (raptured) into Heaven because God had great mercy for them. This is why we can be so thankful that God has given us advance notice of Judgment Day. Because God is so merciful, maybe He will have mercy on you. The Holy Bible says in Psalm 51:17:

The sacrifices of God are a broken spirit: a broken and a contrite heart, O God, thou wilt not despise.

And in Psalm 51:1-3 Holy God shows us the attitude we ought to have as we pray for His mercy:

Have mercy upon me, O God, according to thy lovingkindness: according unto the multitude of thy tender mercies blot out my transgressions. Wash me thoroughly from mine iniquity, and cleanse me from my sin. For I acknowledge my transgressions: and my sin is ever before me.

Sadly, you can’t turn to your religion or go to your priest or pastor or spiritual leader for help. They, too, should be begging God for mercy for themselves. This is a matter only between you and Holy God. God knows every one of your thoughts, words, and actions. Turn away from your sins and humbly beg, beseech, and implore God for forgiveness.

And, thank God that in His great mercy He has given you this warning of the destruction that is almost here, and the great hope that you, too, might be one whom God will bring to Heaven to be with God forevermore in the highest happiness and joy and glory. Holy God in the Holy Bible teaches us in Luke 18:10-14:

Two men went up into the temple to pray; the one a Pharisee, and the other a publican. The Pharisee stood and prayed thus with himself, God, I thank thee, that I am not as other men are, extortioners, unjust, adulterers, or even as this publican. I fast twice in the week, I give tithes of all that I possess. And the publican, standing afar off, would not lift up so much as his eyes unto heaven, but smote upon his breast, saying, God be merciful to me a sinner. I tell you, this man went down to his house justified rather than the other: for every one that exalteth himself shall be abased; and he that humbleth himself shall be exalted.

May God have mercy on you as He did on this publican.

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I Hope God Will Save Me
We Are Almost There!
To God be the Glory!



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